ALADIM , ex-ponta esquerda do Bangu, Corínthians, Coritiba, Atlético Paranaense, Colorado-PR, Seleção Carioca e Seleção Brasileira.

 

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Aladim Luciano, mais conhecido como Aladim ou "O Gênio", nasceu em Barra Mansa no Estado do Rio de Janeiro no dia 10 de outubro de 1946.

 

 

 

 

 

 

 

 

 Aqui Aladim vereador de Curitiba em 2010

 

 

 

 

 

Foto= www.aladimluciano.com.br

 

 

 

 

 

 

Ele começou a carreira no Bangu, e chegou ao alvirrubro levado por um olheiro chamado Belmiro, em 1962.

 

Começou nos Juvenis, treinado por Moacir Bueno e em 1963, estreou entre os profissionais numa partida do Torneio Início contra o América, no Maracanã.

 

 

 

 

 

Aladim no Bangu.

 

 

 

 

 

Daí permaneceu no clube até 1970, passando pelas mãos de vários treinadores: Tim, Martim Francisco, Plácido Monsores, Daniel Pinto e o campeão de 1966, Alfredo González.

Aqui o Bangu de 1965, onde vemos Aladim agachado, sendo o primeiro da direita para a esquerda.

 

 

 

 

Foto= bangu.net

 

 

 

 

 

 

Escalou os degraus da profissão aceitando tranqüilamente a camisa 11 quando o argentino Alfredo González o chamou para ser o ponta-esquerda do time principal do Bangu.

Chutando de curva, com violência, e voltando sempre para ajudar o meio-campo, Aladim logo construiu uma fama que lhe assegurou lugar entre os grandes jogadores do futebol carioca.

 

 

Aqui uma das formações de 1966, e vemos Aladim agachado, sendo o primeiro da direita para a esquerda.

 

 

 

 

Foto= bangu.net

 

 

 

 

 

 

Campeão em 66, ele ainda foi, aos 20 anos, titular da Seleção Carioca por três anos seguidos, completando um ataque no qual formavam Jairzinho, Gérson, Roberto e Afonsinho.

 

Paulo César Caju era apenas o seu reserva.

 

Deslumbrado, Aladim não teve tempo e nem juízo para aproveitar a fase e fazer um pé-de-meia. Afinal, tinha passado de 10 cruzeiros mensais para 180, e mesmo sabedor que seu companheiro de clube, Paulo Borges, ganhava mil, ele não ligava.

 

“O Castor era ótimo, arrumava dinheiro pra todo mundo.

 

Só que eu não era puxa-saco, e, além disso, ele tinha os seus favoritos, os caras da badalação.

 

Eu era um capiau, só fui a Copacabana algumas vezes. Um dia quiseram que eu experimentasse drogas, nunca mais voltei lá”.

 

Do grande time que o Bangu foi desmontando aos poucos, Aladim foi dos últimos a sair, em setembro de 1970.

 

Foi para o Corinthians, seguindo Paulo Borges, “ganhando bem menos”...

 

Pelo Bangu, foram 194 jogos (81 vitórias, 51 empates e 62 derrotas), marcando 61 gols.

 

Destaca, além da final contra o Flamengo, três jogos marcantes na conquista de 1966: a derrota para o Fla no 1º turno por 1 x 2, a dramática vitória sobre o América por 3 x 2 com direito a invasão de campo de Castor de Andrade para ameaçar o juiz e a goleada de 3 x 0 sobre o Botafogo.

 

Do time campeão, Aladim faz questão de lembrar um por um, mas diz que só mantém contato mesmo com Ari Clemente e Cabralzinho.

 

Aqui outra formação de 1966, e Aladim continua na mesma posição das outras fotos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

Sua carreira foi além de Bangu e Corinthians, jogou também no Coritiba e no Colorado e Atlético Paranaense e por isso, mora até hoje na capital paranaense, onde é dono de padaria no bairro Bacacheri e nas últimas eleições, conseguiu ser reeleito vereador pelo PV.

aqui Aladim no Corínthians.

 

 

 

 

 

 

Foto= site do MIlton Neves

 

 

 

 

 

 

 

 

Aqui novamente Aladim no Corínthians.

 

 

 

 

 

 

Foto= site do Milton Neves

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aqui no Corínthians Aladim aparece em pé sendo o primeiro da esquerda para a direita.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais histórias de sua carreira:

Aqui Aladim como figurinha dos Futebol Cards.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em 1966 o Bangu armou um grande time no Rio de Janeiro, consagrando-se Campeão Carioca.

Entre os seus jogadores, despontava com 18 anos um juvenil chamado Aladim.

Ele fazia o terceiro homem, que facilitava tudo para os seus companheiros.

Não demorou muito para o Corinthians levá-lo para São Paulo, até que, graças ao supervisor Almir de Almeida, que trabalhara com ele no clube paulista, o jogador veio para o Coritiba.

Aladim pelo Coxa

 

 

 

 

 

 

 

Foto= www.coritiba.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No Coritiba fez parte do grande time de 73, saiu do Clube por duas vezes, mas sempre retornando ao seu Coritiba.

 

Aladim era um jogador inteligente, com um pé esquerdo que colocava a bola onde ele queria.

 

Aqui Aladim no Coritiba aparece em pé, sendo o segundo da direita para a esquerda com o pé sobre a bola.

 

 

 

 

 

 

Foto= www.coritiba.com.br

 

 

 

 

 

 

 

Mesmo depois de ter parado, ajudou o Clube a cuidar das divisões de base, e continua tendo encontro marcado todos os domingos com a família no Alto da Glória.

 

Não voltou mais ao Rio, estabelecendo-se aqui em Curitiba.

 

No Coritiba ele fez história e jogou de: 1973 a 1977, 1979 a 1980, 1983 a 1984, onde conquistou títulos, como:

 

Campeonato Paranaense (1973/1974/1975/1976/1979) e Torneio do Povo (1973)

 

Teve passagens pelas seleções carioca e brasileira.

 

No Corínthians foi Campeão do Torneio do Povo em 1971, além de conquistar a chuteira de ouro no Campeonato Paulista desbancando muitos craques da ponta esquerda de outros Clubes.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Histórias de Aladim...

“Sinto saudade daqueles tempos de Bangu. O ‘homem’ era bom demais. Premiava as vitórias com bicho gordo. E às vezes até nos surpreendia, como um dia aconteceu em Porto Alegre.

Nenhum gaúcho acreditava que pudéssemos tirar ponto do Inter. Mas fomos lá e empatamos em 2 x 2 (26/4/1967, Torneio Roberto Gomes Pedrosa). O Castor se emocionou mais que todos e, de volta ao hotel, reuniu a turma e falou:

- Moçada, hoje quem paga sou eu! Me acompanhem!

Chegamos à melhor boate da cidade e ele foi logo falando para a dona:

- Por favor, peça para todos os homens que estão aqui se retirarem e feche a casa. Quero diversão da boa para os meus meninos.

E ficamos lá até o sol raiar.”

“O Castor foi o maior mão-aberta que eu conheci. Se um jogador estava precisando de dinheiro emprestado, era só chegar nele. E o engraçado é que ele ficava louco de raiva quando o cara ia pagar:

- Por acaso eu lhe pedi para devolver? – dizia.

Ganhei muito dinheiro do Castor porque um dia descobri que ele dava tanto para quem ia pedir quanto para quem só acompanhava o necessitado. Sabe como é, sempre havia os que tinham medo de chegar no ‘homem’. E eu vivia me oferecendo:

- Alguém aí está a fim de dar uma mordida no Castor?”

“O Bangu tinha um técnico muito velho, que já enxergava pouco. Não vou dizer o nome dele por respeito (Plácido Monsores). Nessa época, chegou ao clube um atacante chamado Araras. E o Parada logo invocou com ele.

No primeiro jogo do novato, o Parada passava no banco e reclamava:

- Esse Araras não joga nada. É muito ruim.

Só que era o Parada que não estava jogando nada. Mas o nosso técnico, mal das vistas, acreditava. O jogo estava difícil, e lá pelas tantas o Parada erra um gol certo. E o velho, cheio de raiva, se levanta do banco:

- Mas esse Araras é mesmo uma m...

Só não o substituiu porque foi avisado a tempo.”

“Em 1967 o Bangu excursionou aos Estados Unidos. Foram 54 dias. No início, tudo era bom, tudo era novidade. Mas, no fim, não dava mais para agüentar a saudade.

Nosso técnico, Martim Francisco, era o que mais sentia saudade da família. E muitas vezes, ali pelas 11 horas da noite, ele procurava um grupo de jogadores para conversar e beber uísque.

Era uma festa. Até que um dia um dos malandros descobriu que isso acontecia quando Martim recebia carta da família. Lia, chorava e ia bater papo regado a uísque.

E o nosso técnico passou a se comover com o interesse da turma, que todos os dias lhe perguntava:

- Como é, chefe, tem recebido notícias da família?”

 

 

Foto anterior ao jogo de entrega de faixas de campeão/1977 da Taça Paraná de Futebol, no Estádio Natal Francisco,  ao time da Demafra, que naquele dia  jogou contra o Clube Atlético Paranaense.

Aqui Aladim pelo Atlético Paranaense em 1977, onde vemos ele agachado sendo o primeiro da direita para a esquerda.

 

 

 

 

 

 

 

Aqui em outra foto no mesmo dia da entrega das faixas ao Demafra : Cezar Francisco Borin, Aladim, ponteiro esquerdo do Atlético Paranaense e Sopinha

Foto= joaquimdepaula.com.br

 

 

 

Jogos que não podem ser esquecidos, foi em 1964 na final do carioca pelo Bangu, onde perderam a melhor de 3 na primeira partida, e Bira operou o menisco na segunda partida, entrou Aldo e não foi bem e perderam a final por 3 X 1 para o Fluminense de Carlos Alberto Torres.

 


E em 1967 perderam a final para o Botafogo.

 


Outra partida inesquecível foi em 1966 contra o flamengo, em que Almir do Flamengo cabeceou e Bira defendeu, mas a bola caiu na lama e Almir deu um bote e entrou de cabeça na lama e na bola, entrando com bola e tudo no gol.

 


E na final de 1966 depois que o Bangu estava vencendo o flamengo por 3 X 0, houve uma confusão total, onde Ladeira do Bangu deu uma cotovelada em Paulo Henrique do Flamengo, e Almir foi para cima do Ladeira e o zagueiro Paulo Henrique do Flamengo deu uma voadora no Ladeira, e Bira teve que dar uma gravata para segurar Almir.

 

Aqui vemos o lance da briga da decisão de 1966, em que aparece Almir e Bira chega para tentar acalmar o Almir Pernambuquinho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em seguida foram expulsos Ladeira e Almir, porém Almir voltou dando pancada em todo mundo, em consequência disto o árbitro expulsou 4 do Bangu e 5 do Flamengo, e pela regra com 6 jogadores para cada time não pode mais haver jogo, então o árbitro finalizou a partida, e o Bangu foi Campeão Carioca de 1966 em cima do Flamengo dentro de um Maracanã lotado de torcedores do Flamengo, porém não houve a famosa volta olímpica, pois só tinha torcedores rubro-negros e foi isso que Almir queria.

 

Bira com a faixa de Campeão Carioca de 1966, este foi um postal que deu de presente ao amigo Marcelo Dieguez

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Esta foi a dedicatória que deixou ao amigo Marcelo Dieguez em dezembro de 2009.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


O Atletiba, como sempre, trouxe alguns momentos curiosos: o primeiro foi aquele em que Gainete, goleiro rubro-negro, ao lançar a bola com as mãos para repô-la em jogo, fê-lo bem no peito de Aladim, o habilidoso ponta coxa.

Este, meio assustado com o presente recebido, desferiu um canhotaço tão certeiro que Gainete nem se mexeu. A cena foi tão surpreendente que chegou a ser engraçada. Apesar de ter sido o único gol da partida e, conseqüentemente, o da vitória do Coritiba.

(fonte: site oficial do CA Paranaense)

 

 

Aqui foto de Aladim quando jogou pelo Colorado do Paraná.

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto= bangu.net

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Títulos:

 

Bangu:

Vice-Campeão Carioca profissional em 1964 pelo Bangu;

Campeão do Torneio Início 1964(Federação Carioca de Futebol);

Vice-Campeão Carioca de 1965;

Campeão Carioca 1966;

Campeão dos Campeões 1967 (Torneio Quadrangular disputado em Belo Horizonte);


Vice-Campeão Carioca 1967;

Campeão dos Campeões 1968 (Torneio Quadrangular disputado em Campinas) .

Corínthians:

Campeão do Torneio do Povo de 1971

Coritiba:

Campeão Paranaense dos anos de 1973/1974/1975/1976/1979;

Campeão do Torneio do Povo 1973

 

 

 

 

 

Nas eleições de 2004, candidatou-se a uma vaga no Legislativo municipal, sendo o primeiro vereador eleito em Curitiba na história do Partido Verde (PV).

Aladim obteve boa votação e foi o único a receber votos em todas as zonas eleitorais.

 

 


Em sua primeira Legislatura, Aladim teve várias leis sancionadas pelo prefeito Beto Richa, como a que autoriza a Prefeitura a trocar o piso do tipo petit-pavê nas calçadas, praças, pontos de ônibus e estações-tubo de Curitiba por outro tipo de calçamento (11843/2006), a que cria o Dia Municipal de Doação de Medula Óssea (12084/2006), a que institui a Semana de Estudos, Prevenção e Combate ao Câncer Bucal (12275/2007), a que autoriza o poder público a instituir na rede pública municipal de ensino atividades de psicomotricidade relacional (12205/2007) e a que dispõe sobre o descarte de lâmpadas, pilhas, baterias e outros tipos de acumuladores de energia, no âmbito do município de Curitiba (12558/2007).


O gabinete do vereador já promoveu, no auditório do Anexo II da Casa, o seminário Estresse, Depressão e Suicídio, I e II Fórum de Educação e Psicomotricidade Relacional, o seminário Cidades Solares e o Curso de Capacitação em Gestão Integrada de Recursos Hídricos.

Aqui encontro com ex-jogadores, Marildo, Toby, Jairo e Aladim.

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto= www.aladimluciano.com.br


 

 

 

 

 

 

 

Aladim conquistou, juntamente com a sociedade, benfeitorias para diversas regiões da capital paranaense, entre elas a pavimentação da entrada do Parque Bacacheri, obra viabilizada graças ao esforço coletivo que envolveu os moradores da região, entidades de representação e o parlamentar. O grande objetivo de Aladim é promover a melhoria da qualidade de vida de todos os cidadãos curitibanos, desenvolvendo um mandato pautado na ética e na responsabilidade.

 

 

 

Publicado por: Murilo de Paula Dieguez

Fonte de Pesquisa:

 

Entrevista exclusiva para Marcelo Dieguez;

www.aladimluciano.com.br;

www.bangu.net;

www.coritiba.com.br;

 site oficial do CA Paranaense;

joaquimdepaula.com.br;

terceirotempo

 

 

 

 

Aqui Marcelo Dieguez e Aladim durante a entrevista exclusiva para nosso arquivo.

 

 

 Vejam nesta foto aparecem suas chuteiras de ouro e premiações, que honra para nós visitarmos este grande ídolo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto= arquivo www.historiadordofutebol.com.br

 

 

 

Aladim recebeu Marcelo Dieguez em seu gabinete na Câmara dos Vereadores de Curitiba para uma entrevista exclusiva e histórica, onde contou toda a sua carreira, e depois de algum tempo Marcelo entrevistou outro amigo de Aladim, o Ubirajara Motta no Rio de Janeiro que mandou abraço para Aladim.

 

 

 

Aqui vemos Marcelo Dieguez e Ubirajara Motta após a entrevista exclusiva e histórica em dezembro de 2009, onde seguram a foto do Flamengo Campeão da Taça Guanabara de 1972.

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto= arquivo www.historiadordofutebol.com.br

 

 

 

 

 

 

 

Abaixo a entrevista exclusiva realizada em 2010, dividida em 3 partes

Parte 1

 

 

 

 

 

 

Parte 2

 

 

Parte 3

Aqui Marcelo Dieguez e Aladim no seu gabinete na Câmara dos Vereadores de Curitiba, e vejam as chuteiras de ouro que acumulou em sua carreira, foram 12 ao todo.

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto= arquivo www.historiadordofutebol.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Aladim, você faz parte da história do futebol, e eu seu amigo Marcelo de Paula Dieguez ,O Historiador, não vou deixar sua história ser esquecida”.

Obrigado Aladim e um abraço do amigo Marcelo de Paula Dieguez.