Carpegiani, ex-meio-campo do Internacional, Flamengo e Seleção Brasileira.

Paulo César Carpegiani nasceu no dia 07 de fevereiro de 1949 em Erechim no Estado do Rio Grande do Sul.

Fotos: arquivo www.historiadordofutebol.com.br

 

 

 

Começou a carreira em 1969 no Internacional, formou o meio-campo de duas poderosíssimas equipes dos anos 70.

 

 

 

 

 

Inicialmente defendendo o clube Colorado, foi o cão de guarda de um time comandado por Paulo Roberto Falcão.

 

 

 

 

 

O ex-jogador iniciou sua carreira como meia, contudo, a sua visível disposição unido ao seu vigor físico fizeram de Carpegiani mais tarde um dos inesquecíveis volantes clássicos do futebol brasileiro.

 

 

 

 

 

No ínicio da década de 70, o então garoto Carpegiani construiu uma belíssima carreira pautada em díficeis conquistas.

 

 

 

 

 

Pode-se aferir então que Carpegiani foi peça-chave no Colorado na década em que o time passou a figurar entre os grandes times do futebol no país, já que, apenas para que contabilize-se, ao final de 1976, o time havia conquistado nada menos do que sete campeonatos gaúchos seguidos, além de, dois campeonatos brasileiros.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Suas boas atuações pelo time de Porto Alegre renderam passagens pela Seleção Brasileira.

 

 

No ano de 1974, comandado pelo rubro-negro Zagallo, Carpegiani foi a Copa do Mundo, no entanto, foi eliminado pela antológica Seleção da Holanda apelidada de Laranja Mecânica.

 

 

 

 

 

 

 

 

Ainda naquele ano, conviveu com mais um rubro-negro de destaque, tratava-se de outro Paulo César, o Paulo César Caju.

 

 

Em 1977 foi para o Flamengo por uma quantia aproximada de CR$ 5,7 mi, e se tornou um gigante.

 

 

Ao contrário do que pode-se imaginar, o time de então vivia um processo de formação, nomes como Zico, Adílio e Tita começavam a aparecer timidamente, e coube a Carpegiani, que apesar de também jovem já acumulara experiência em um grande clube, o papel de assumir a liderança daquela equipe. O resultado é conhecido pela história.

 

 

Carpegiani marcou seu nome nos anais rubro-negros, além disso, também marcou adversários, distribuiu o jogo, fez gols decisivos - como na final da Taça Guanabara de 1979, quando o Fla venceu o Botafogo por três tentos a zero.

 

 

Também provou que era um jogador de primeira linha, mas, acima de tudo, vestiu faixas de campeão.

 

Foram três campeonatos estaduais, quatro taças Guanabara, dois troféus Ramon de Carranza, um troféu Palma de Mallorca e um campeonato brasileiro.

 

Onze títulos em cinco anos.

 

E a sua bela história com o clube da Gávea poderia ter sido ainda mais marcante dentro das quatro linhas não fosse uma contusão no joelho o obrigou a abreviar sua brilhante carreira. à época, Carpegiani já havia feito uma operação no menisco em 1975, assim, com apenas 31 anos de idade, pendurou as chuteiras, numa belíssima partida amistosa contra o Boca Juniors de Diego Maradona.

 

Numa partida ganha pelo Flamengo com dois gols de Zico, o mais emocionante momento da noite foi registrado na saída de Carpegiani de campo, com o próprio Galinho á sua direita e Maradona á sua esquerda.

 

Dois dos maiores jogadores de Brasil e Argentina foram os escudeiros dos últimos passos do brilhante Paulo César Carpegiani num campo de futebol.

 

 

Histórico

Anos Time
1970-1977 Internacional
1977-1982 Flamengo
1974-1979 Seleção Brasileira

 

 

Títulos

Flamengo

  • Campeonato Brasileiro: 1980
  • Taça Guanabara: 1978, 1979
  • Campeonato Carioca: 1978, 1979, 1979 Especial

Internacional

  • Campeonato Brasileiro: 1975 e 1976
  • Campeonato Gaúcho: 1970, 1971, 1972, 1973, 1974, 1975 e 1976

 

 

 

Estatísticas no Flamengo

Ano Jogos Gols Marcados
1977 41 5
1978 67 2
1979 53 4
1980 43 1
1981 18 0
Total 222 12

 

Como treinador

O abandono prematuro da carreira de Carpegiani deixou desolado não só o próprio atleta, mas também seus companheiros. Aquele time que se formara brilhante tinha peças essenciais e Paulo César Carpegiani era uma delas, o líder daquele time, um leão em campo, enfim, um daqueles jogadores que conseguem nortear qualquer equipe dentro de campo, um líder nato.

 

O ano de 1981, enfim, não parecia ser fácil para o scratch rubro-negro.

 

Uma notícia, em especial, abalou em muito a equipe da Gávea, a morte de Cláudio Coutinho, treinador que havia montado aquele brilhante time, e que apesar de então não mais estar ligado ao clube, representava muito e contava com uma imensurável afeição por parte da equipe.

 

Coube ao ex meio-campista do Flamengo e do Internacional, a tarefa de naquele ano aparentemente ruim, guiar os ex-companheiros a beira do gramado, em busca da então inédita Taça Libertadores e ainda do Campeonato Mundial.

 

A cumplicidade entre Paulo César Carpegiani e o time do Flamengo, fizeram com que aquela incontestável equipe galgasse degraus ainda mais altos.

 

O time de Zico, Adílio, Tita, Lico e os demais ídolos de sempre, conquistou a Taça Libertadores sobre o Cobreloa e se habilitou à disputa do Campeonato Mundial.

 

Aliás, na partida final do torneio sulamericano aconteceu um episódio que marcaria a condição de técnico justiceiro atribuida a Carpegiani.

 

Naquela partida, irritado com a maldade de Mário Soto, um marcador algoz de Zico, Carpegiani substituiu Nunes por Anselmo, no segundo tempo da partida.

 

E a recomendação para Anselmo foi curta e grossa: acertar um soco em Soto.

 

O atacante suplente atendeu ao pedido do treinador e acabou expulso.

 

O Flamengo já vencia o jogo por 2 a 0, placar final.

 

Antes de encerrar a sua primeira passagem pelo clube carioca, o vitorioso Paulo César ainda conquistou o Campeonato Brasileiro de 1982.

 

Logo após, aceitou um convite milionário para treinar o Al Nassr.

 

Voltou ao Brasil em 1986 para treinar o Náutico.

 

O extenso currículo de Carpegiani como treinador inclui times como Coritiba, o Bangu, o Palmeiras, o Barcelona de Guaiaquil (Equador), o Cerro Porteño (Paraguai), além de Cruzeiro, São Paulo, Corinthians e Internacional, clube que o revelou como jogador.

 

Todavia, as mais brilhantes passagens do treinador foram ao comando do Mais Querido do Brasil e também á frente da Seleção do Paraguai.

 

Nos tempos de Seleção Paraguaia, Carpegiani que disputou a Copa do Mundo de 1998, montou um time que ganhou respeito, principalmente pelo setor defensivo, que contava com o polêmico goleiro Chilavert, o lateral-direto Arce (que atuou por Grêmio e Palmeiras) e uma dupla de zaga com Ayala e Gamarra - este no auge da forma, não fez uma falta sequer no Mundial, algo excepcional para um zagueiro.

 

Depois de tão brilhante passagem por uma Seleção, o técnico comandou o São Paulo em 1999.

 

No ano de 2000, dezenove anos após a conquista do Mundial de 1981, Paulo César Carpegiani assumiu mais uma vez o comando do Flamengo.

 

Uma campanha pautada na regularidade fez do time rubro-negro finalista da Taça Guanabara de 2000, contra o rival Vasco da Gama.

 

No entanto, o time de São Januário contava com o recém-egresso do clube, Romário e o time de Paulo César, havia perdido de última hora a sua estrela principal, o polivalente Athirson.

 

O resultado daquele jogo foi desastroso, o Flamengo perdeu por cinco tentos á um, e Carpegiani foi responsabilizado pela escalação do zagueiro Fabão em lugar de Athirson.

 

Com isso, a continuidade do trabalho de Carpegiani foi comprometida e o técnico foi demitido pela diretoria da gestão Edmundo dos Santos Silva.

 

Saiu do Fla e treinou Atlético PR e Cruzeiro. Ao se afastar da Raposa no ano de 2001, Carpegiani se afastou também, ainda que temporariamente, da função de treinador.

 

Todavia, foi tentado a voltar á beira do gramado, quando recebeu uma polpuda proposta da Seleção do Kuwaitt, ainda naquele período se tornou proprietário do RS Futebol Clube.

 

Em 2007, depois de alguns anos se dedicando ao seu próprio clube, aceitou o desafio de substituir Emerson Leão no comando do Corinthians.

 

O momento era de crise no Parque São Jorge, o clube passava por uma grave crise política que culminou no afastamento do então presidente Alberto Dualib, assim, em meados do Campeonato Brasileiro Carpegiani foi preterido do cargo e deixou o time na décima terceira posição.

 

Naquele ano, o Timão ainda mudaria de treinador mais algumas vezes, porém não conseguiria evitar a queda para Série B.

 

Na temporada 2009 conquistou o Campeonato Baiano pelo Vitória e deu sequência a um incrível ínicio do Campeonato Brasileiro, entretanto, por volta da 18ª rodada do certame nacional, após alguns maus resultados, o treinador que inclusive houvera sido sondado para um possível retorno ao Flamengo, foi preterido do Vitória e só em 2010 aceitou retornar a beira do gramado para comandar o Atlético PR.

 

Após iniciar uma brilhante reação com o Atlético PR em 2010, acabou retornando ao São Paulo.

 

 

Estatísticas

Ano Jogos Vitórias Empates Derrotas
1981-1983 116 71 27 18
2000 22 12 4 6
Total 138 83 31 24

 

  • De 24/07/1981 até 23/03/1983
  • De 20/01/2000 até 23/04/2000

 

Títulos

Pelo Flamengo

  • Campeonato Carioca: 1981
  • Campeão Brasileiro: 1982
  • Copa Libertadores da América: 1981
  • Campeonato Mundial de Clubes: 1981

Por outros clubes

Al Nassr

  • Copa da Arábia Saudita: 1984

Cerro Porteño

  • Campeonato Paraguaio: 1994

Vitória BA

  • Campeonato Baiano: 2009

 

 

 

 

 

 

 

Aqui Carpegiani em foto pelo Flamengo.

Fotos: arquivo www.historiadordofutebol.com.br

 

 

 

Em 2010 Marcelo Dieguez foi a Curitiba no treino do Atlético Paranaense para visitar e fazer uma entrevista exclusiva com Paulo César Carpegiani, e o grande ídolo foi muito atencioso e gostou muito de nossa visita:

Aqui o Ídolo Carpegiani conta as alegrias de sua linda carreira para Marcelo Dieguez em 2010 no CT do Atlético Paranaense após a entrevista exclusiva e histórica.

 

 

 

 

Abaixo a entrevista em vídeo:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez

 

 

Fonte de pesquisa:

entrevista exclusiva ao site www.historiadordofutebol.com.br

 

 

 

 

 

Aqui o Ídolo Carpegiani cumprimenta Marcelo Dieguez em 2010 no CT do Atlético Paranaense após a entrevista exclusiva e histórica.

 

 

 

 

"Paulo César Carpegiani, você faz parte da história do futebol, e eu seu amigo Marcelo Dieguez não vou deixar sua história ser esquecida".

Obrigado Carpegiani, e um abraço de seu amigo Marcelo Dieguez.