BIGUÁ, ex-lateral direito do Clube de Regatas do Flamengo-RJ, Savóia-PR, Seleção Carioca e Seleção Brasileira.


Moacir Cordeiro, o Biguá nasceu na cidade de Irati no Estado do Paraná, no dia 22 de março de 1921.


Iniciou sua carreira no Savóia, de Curitiba, em 1937, e com 18 anos já era titular do time profissional.

Abaixo Biguá no Savóia em 1939

Sempre foi um dos destaques da equipe porque demonstrava muita raça e era um marcador incansável.

Estas qualidades fizeram com que o Flamengo se interessasse em seu passe no ano de 1941.


Biguá e Flamengo viveram um lindo caso de amor.


Na Gávea ficou até 1953, quando uma contusão nos ligamentos do joelho encurtou sua carreira como jogador de futebol.

Para defender o seu clube, Biguá usava de uma garra incrível.

Parecia que cada jogo era o último.

Lutava como um alucinado.

fonte: www.flaestatistica.com.br

Formou com Bria e Jayme, uma das intermediárias mais famosas do Brasil.

fonte: www.flaestatistica.com.br

A partir daí ele se tornou parte importante do Flamengo, transformando-se em um grande ídolo.

Aqui no Flamengo em 1943 e a escalação é a seguinte:

Em pé: Volante, Biguá, Domingos da Guia, Jurandir, Newton e Jaime.

Agachados: Valido, Zizinho, Pirilo, Perácio e Vevé.

fonte: esquadroesdefutebol.blogspot.com

fonte: www.flaestatistica.com.br

Abaixo o primeiro Campeonato Carioca de Zizinho, Campeão de 1942 pelo Flamengo

Abaixo o segundo Campeonato Carioca de Zizinho, Bi-Campeão de 1942/43 pelo Flamengo

fonte: www.flaestatistica.com.br

Aqui o Flamengo com as faixas de Tri-Campeões Carioca de 1944.

fonte: www.flaestatistica.com.br

Abaixo o Tri- Campeonato Carioca de Zizinho 42/43/44, Campeão de 1944 pelo Flamengo

Como Bria era paraguaio, apenas Biguá e Jayme também defenderam a seleção carioca e brasileira.

O rubro negro foi protagonista de duelos históricos.

No futebol carioca, quando o Flamengo enfrentava o Vasco, o ponteiro Chico dava muito trabalho para Biguá.


Quando chegou ao Flamengo teve que se impor diante de tantos craques que faziam parte do plantel da Gávea como Zizinho, Domingos da Guia, Jayme, Pirilo e tantos outros.

Em pouco tempo ganhou a torcida do Flamengo pelo garra e simpatia.

Foi tri campeão carioca em 1942/43/44 depois de uma final contra o Vasco da Gama.

Esta foto foi em um dos últimos jogos do Flamengo na Gávea em 1950, porque logo estrearia o Maracanã.

Foto=www.flaestatisitca.com

Foto= www.flaestatistica.com

O primeiro jogo oficial entre clubes no Maracanã foi um amistoso entre Flamengo e Bangu, onde Zizinho que era amigo e companheiro de Aloysio no Flamengo, estaria estreando no Bangu.

E Aloysio marcou novamente presença na História do Estádio, pois ele faria o Primeiro gol do Flamengo no Maracanã, e este foi também o Primeiro gol de Clubes no Maracanã.

E quem marcou o Segundo gol do Estádio?

Aloysio marcou novamente, fazendo os 2 primeiros gols do Flamengo no Maracanã, e determinando o placar para o Flamengo de 3 x 1 Bangu, quem fez o terceiro foi Lero, que aliás foi quem fizera dias antes da Copa do Mundo o primeiro gol do Flamengo em um jogo treino da Seleção Brasileira contra o Flamengo, mas não foi um jogo oficial, mas constava nos jornais da época.

Aqui foi o segundo jogo do Flamengo no Maracanã contra o Bangu, mas desta vez o Bangu levou a melhor.

Foto=www.flaestatistica.com

Foto=www.flaestatistica.com

Foto= www.flaestatistica.com

Foto= www.flaestatistica.com

Escalação do Flamengo em 1951, em pé: Biguá, Garcia, Pavão, Bria, Dequinha e Jordan.

Agachados: Joel Martins, Aluizio, Adãozinho, Rubens e Esquerdinha.

Foto= arquivo pessoal de Aloysio

Aqui Aloysio embarcando para a Europa.

Foto=arquivo pessoal de Aloysio e retirado do site acessa.com

Também foi campeão em 1953 quando Flamengo iniciava seu segundo tri campeonato.

Jogava marcando o ponta esquerda adversário e gostava de apoiar o ataque.

Nos últimos anos de sua carreira chegou a jogar como ponta direita.

Se lhe faltava altura, sobrava uma elasticidade foram do comum, além de uma perfeita colocação e muita coragem na decisão das jogadas. 


Como nenhum outro jogador ele encarnou a mística rubro negra.

Enquanto jogou, deu-se por inteiro ao Flamengo, festejou as vitórias e chorou nas derrotas. Mais do que um torcedor, Biguá é um símbolo.


Teve também grandes momentos na seleção carioca.


Na Seleção Brasileira foi campeão do Sul Americano de 1945.

Houve um duelo histórico, na decisão, de Biguá com o ponta-esquerda argentino Lostau, do River Plate, que se deu por vencido.


Depois de uma séria contusão no joelho, Biguá se despediu do futebol e do Flamengo no dia 3 de novembro de 1953.

O clube da Gávea enfrentava o Botafogo no maracanã.

Biguá posou ao lado dos companheiros, descalçou as chuteiras e deu uma volta olímpica.

Era o fim de uma brilhante carreira.


Foi considerado pela revista Placar como o maior lateral direito da história do Flamengo.


Durante muitos anos, Biguá foi proprietário de um bar que ficava na sede do clube no aterro do Flamengo.


Biguá faleceu no dia 9 de janeiro de 1989.

Uma das últimas fotos de Biguá, ele no Hospital.

Publicado por: Murilo de Paula Dieguez


Fonte de Pesquisa:

;

acervo do Historiador Luiz Fernando Evaristo;

acervo www.historiadordofutebol.com.br;

Abaixo Biguá e Chico em 1978

"Biguá, você faz parte da história do futebol, e eu Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".

Um abraço de seu amigo Marcelo de Paula Dieguez.