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EDUARDO, ex-jogador do Volta Redonda-RJ, Americano-RJ, América-RJ, Tupi-MG, Ituiutaba-MG, Alegrense-ES, Serra-ES, Rio Branco-ES, Linhares-ES, Estrela-ES e XV de Piracicaba-SP.

Eduardo Araújo de Paula, o Eduardo nasceu no dia 21 de julho de 1971 na cidade Mineira de Pirapetinga-MG.

 

Eduardo iniciou sua vitoriosa carreira, aos 14 anos, nas categorias de base do Volta Redonda Futebol Clube na Cidade do Aço.

 

Profissionalizou-se no próprio Voltaço em 1990, mas foi em 1995 seu ano de maior destaque naquele clube.

 

Além do Voltaço, também jogou no Alegrense, Serra, Rio Branco, Linhares e Estrela, todos no Estado do Espírito Santo; Americano e América do Rio de Janeiro;  Ituiutaba e Tupi no Estado de Minas e XV de Piracicaba em São Paulo.

 

Abaixo o Time do Mangueira Campeão Municipal de São João Nepomuceno.

 

 

 

 

Vejam abaixo a excelente entrevista de Nei Medina que nos enviou, com o amigo Eduardo:

Perguntei ao Eduardo qual partida ele terminou com o seguinte sentimento: HOJE FOI MEU DIA!


Eduardo:
  “Volta Redonda 3x3 Flamengo em 24 de abril de 1995.

O jogo estava 1x0 pra gente e eu no banco de reservas.

O Russo se machucou e entrei ainda no primeiro tempo.

Aos 20 minutos do 2º tempo, peguei uma bola na entrada da área e chutei.

Fui preciso no chute fazendo 2x0.

Mas, logo em seguida o Flamengo diminuiu com o atacante Sávio.

Não demorou muito e Paloma, já no final, aos 40 minutos, aumentou para 3x1.

Quando pensávamos que estava terminado o Flamengo ressurgiu diminuindo com um gol do Charles Guerreiro (primeiro gol dele com a camisa do Flamengo), e aos 47, no apagar das luzes, o Flamengo empatou com Mazinho(lembra dele?).

O Flamengo era um timaço com o ataque dos sonhos Edmundo, Romário e Sávio.

Ainda tinha Branco na lateral esquerda e Jorge Luis na zaga.

Ao final da competição, este time seria vice-carioca no inesquecível gol de barriga de Renato Gaúcho.”


Neste ano, também vencemos o campeão Fluminense, em Volta Redonda, por 2x0. Fiz os dois gols.

 

Conquistou os seguintes títulos: Campeão Capixaba em 2001 e 2002 pelo Alegrense; vice campeão Brasileiro da Série C em 1999 pelo Volta Redonda; campeão da Série B do campeonato Mineiro pelo Tupi de Juiz de Fora.

 

Aqui Eduardo no Tupi de Juiz de Fora-MG, onde vemos também Juarez entre ele e o Adil.

 

 

 

Título individual: eleito o melhor jogador do futebol capixaba em 2001.

 

 

 

Eduardo, ao longo de sua carreira, participou de alguma partida onde aconteceu algum fato curioso ou engraçado?


“Fomos jogar em Nova Venécia e os dois times entraram em campo com uniformes iguais.

Não tínhamos levado o uniforme dois, sendo que o adversário emprestou um uniforme deles.

Perdíamos de 1x0 e quando nosso jogador empatou o jogo, ele saiu comemorando e beijou o escudo da camisa, esquecendo que estávamos com a camisa do time adversário... Coisas que só acontecem no futebol Capixaba!

Também, perguntei sobre a sensação de jogar no maracanã, ele respondeu: “Não tínhamos muitas chances de jogar ali, então, me senti como uma criança.

Como nesta vida nem tudo são flores... Um dia para esquecer!

  “Quando perdemos o campeonato da série C para o XV de Piracicaba. A expectativa era grande, pois, jogávamos em casa e o torcedor estava confiante. Foi duro!”

Obrigado ao amigo Eduardo que hoje reside e trabalha em Volta Redonda-RJ.

 

 

Escalação do Alegrense - Em pé  Cley, Ronaldo, Fernando, Alan, Dirley e Luis Cláudio 
 Agachado  Lucio-Massagista, Reiger, Eduardo, Carlos, Bujica e Catitu

 

 

 

 

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez


Fonte de Pesquisa:

Amigo e Historiador Nei Medina

 

 

 

 

 

 

 

Abaixo Eduardo e Bebeto no Maracanã.

 

 

"Eduardo, você faz parte da história do futebol, e eu seu amigo Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".

 

Um abraço de seu amigo Marcelo Dieguez.

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EVARISTO, ex-jogador do Clube de Regatas do Flamengo, Madureira-RJ, Barcelona-Espanha, Real Madrid-Espanha e Seleção Brasileira.

Evaristo de Macedo Filho, o Evaristo nasceu no dia 22 de junho de 1934, na cidade do Rio de Janeiro, no bairro do Engenho Novo.

Evaristo começou no Madureira, no ano de 1950.

Jogando na equipe juvenil do Tricolor Suburbano, foi escolhido para defender o Brasil nas Olimpíadas de Helsinque em 1952.

Dirigido por Nílton Cardoso (filho de Gentil Cardoso), o time brasileiro era formado apenas por atletas amadores, tal como mandava o regulamento da competição econtava com jogadores que, mais tarde, chegariam à seleção brasileira como Vavá, Humberto, Zózimo e Paulinho

Aqui vemos Evaristo agachado, sendo segundo da esquerda para a direita no time do Madureira.

Esta foto é de 1951, um ano após a inauguração do Maracanã. Mostra o Madureira com Evaristo de Macedo. Em pé vemos Bitum, Amauri, Weber, Claudionor, Herminio e Valter; agachados estão Betinho, Evaristo de Macedo, Alfredinho, Ocimar e Tampinha

Com 19 anos, foi convocado para a Seleção Brasileira que disputou as Olimpíadas de Helsinque, em 1952, quando ainda atuava pelo juvenil do Madureira.

No ano seguinte, começou sua trajetória vitoriosa no Flamengo.

Ficou cinco anos na Gávea, de 1952 a 1957, o que bastou para se tornar um dos grandes ídolos da história do Mais Querido do Brasil.


Em seu primeiro campeonato, conquistou seu primeiro título: o Campeonato Carioca de 1953.

Foram apenas quatro jogos e um gol, do jovem atacante, de 20 anos.

Aqui o Time do Flamengo Campeão Estadual de 1953, e vemos Evaristo agachado, sendo o quinto da direita para a esquerda, e ao seu lado vemos Esquerdinha.

Foto= www.flaestatistica.com

Mas, em 1954, o atacante firmou-se entre os titulares e ganhou o posto de ídolo.

Esta já é de 1954, onde vemos a escalação acima.

Foto=www.flaestatistica.com

Foto=www.flaestatistica.com


Além de conquistar a torcida feminina por sua beleza, Evaristo se destacava dentro de campo pela sua velocidade, visão de jogo, inteligência na criação de jogadas, e grande capacidade técnica.

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Abaixo a foto de todo o time com a faixa do Bi-Campeonato Estadual do Rio de Janeiro 1953/1954.

Abaixo outra foto de 1954 em amistoso Internacional na Hungria.

Foto=www.flaestatistica.com

O bom futebol mostrado no Flamengo chamou a atenção de Zezé Moreira, técnico da seleção brasileira principal, que o convocou para uma partida contra o Chile, em 1955.

Curiosamente, Evaristo estreou com a camisa da seleção junto com outro jovem: Mané Garrincha.

Abaixo foto do Flamengo de 1955.

Foto=www.flaestatistica.com

Foto=www.flaestatistica.com

Foto=www.flaestatistica.com

Evaristo de Macedo chegou à Gávea ainda jovem, vindo do Madureira, marcou época e muitos gols, 27 deles na conquista do tri.

As finais daquele campeonato foram disputadas apenas no ano seguinte contra o América.

Com um gol de Evaristo, o rubro-negro carioca venceu o primeiro jogo por 1x0.

Na segunda partida uma incrível goleada do América por 5x1 adiou a festa que viria mais tarde no dia 04/04/56 com uma goleada rubro-negra por 4x1.

Aqui um ataque do Flamengo que fez história: Joel, Duca, Evaristo, Dida e Zagallo.

Mais maduro e com uma participação mais efetiva, o atacante terminou a competição como vice-artilheiro, com 13 gols marcados, e foi um dos destaques da conquista do bicampeonato.

No ano seguinte, já nas graças da Nação, repetiu a dose, marcando mais 13 gols, e sendo fundamental para a conquista do segundo tricampeonato estadual do Flamengo.

Segundo o 'Velho Lobo' Zagallo, que jogou ao lado de Evaristo no Flamengo, "Evaristo era o tipo do jogador que tinha vaga em qualquer time que escolhesse".


No ano de 1956, convocado por Flávio Costa, Evaristo participou da primeira excursão planejada da Confederação Brasileira à Europa.

No ano seguinte, sob o comando de Osvaldo Brandão, foi vice no Sul-americano realizado em Lima, aonde brilhou ao marcar cinco dos nove gols do Brasil sobre a Colômbia (um recorde que se mantém até os dias atuais).

As boas atuações no Sul-Americano chamaram a atenção dos dirigentes do Barcelona que o contrataram ainda no ano de 1957.

Evaristo ainda encontrou tempo para ajudar o Brasil se classificar para a Copa do Mundo da Suécia, eliminando o Perú em duas partidas.

Foto=www.flaestatistica.com

Aqui Evaristo com mais um Troféu para o Flamengo no Maracanã.

Aqui Evaristo com Puskas em amistoso do Flamengo contra o Hosted Honved da Hungria, jogo realizado no Maracanã.

Foi também vice-campeão sul-americano, e um dos destaques na campanha do Brasil rumo à Copa de 1958.

Copa que ele acabou não disputando, por ter se transferido para a Europa.


No Velho Continente, Evaristo conseguiu outra façanha.

Foi ídolo tanto no Barcelona como no Real Madrid.

Ficou cinco anos na equipe basca e dois na madrilenha, conquistando cinco Campeonatos Espanhóis (dois pelo Barça e três pelo Real) e três Copas da Uefa (todas pelo Barcelona).

Depois de brigar com o astro do Real, Di Stéfano, o atacante voltou para o Brasil em 1965, quando vestiu a camisa do Flamengo mais uma vez antes de se aposentar e começar a trabalhar como treinador.

No dia 23 de março de 1957, no Estádio Nacional, em Lima (PER), em partida válida pelo Campeonato Sul-Americano, o Brasil venceu a Colômbia por 9 a 0. Evaristo marcou cinco gols. Pepe, Didi (com dois) e Zizinho completaram o placar (fonte: Seleção Brasileira 90 anos - Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf).

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Astro do Flamengo em 1957, Evaristo era candidatíssimo a ser um dos 22 jogadores convocados para a Copa de 1958, na Suécia.

Integrou o quarteto ofensivo da Seleção até abril de 1957, quando uma transferência mudou totalmente a história.

"Fui vendido aos 24 anos para o Barcelona e nunca mais voltei a vestir a camisa da Seleção Brasileira. Uma pena, uma pena..."

Na Catalunha, recebeu um telefonema às vésperas da convocação final para o Mundial de 1958.

"Era o coordenador técnico Carlos Nascimento. Ele me disse: ‘Evaristo, vamos dar início aos treinos para a Copa e a comissão técnica deseja que você solicite ao Barcelona a sua liberação’.

Tentei, mas o clube não me liberou. A Espanha não tinha se classificado para o Mundial da Suécia e os clubes de lá resolveram manter o Campeonato Nacional normalmente, sem abrir mão de ninguém."

Quando informou à antiga Confederação Brasileira de Desportos (CBD) a negativa do Barça, Evaristo percebeu a tristeza de Nascimento: "Puxa, rapaz, que pena! O Vicente Feola (técnico) estava ansioso para vê-lo jogar ao lado de um neguinho bom de bola que surgiu lá noSantos".

Sem TV

Evaristo ficou curioso, mas a falta de tecnologia o impediu de bisbilhotar a vida alheia.

"Se fosse hoje, com certeza ligaria a TV a cabo ou entraria na internet rapidinho para descobrir de quem ele estava falando. Mas naquela época não tinha nada disso, companheiro!

Continuei a minha vidinha lá no Barcelona, do outro lado do Atlântico, sem saber quem era o tal neguinho chamado Pelé", diverte-se o maior artilheiro brasileiro da história do clube catalão, com 78 gols em 114 partidas.

Autor do primeiro gol da história do Camp Nou, Evaristo não viu Pelé despontar na Seleção por uma questão de meses.

Sua última partida com a amarelinha foi contra o Peru, em 21 de abril de 1957, no Maracanã, pelas Eliminatórias da Copa.

Exatos 77 dias depois (dois jogos), o garoto saía do banco para substituir Del Vecchio e marcar o único gol verde-amarelo na derrota por 2 a 1 para a Argentina, no mesmo Maracanã, pela Copa Roca.

Enquanto o Brasil via o nascimento de um rei, Evaristo pintava e bordava na Espanha, ao lado de outros craques.

Veja que bela foto de Evaristo com a camisa do Barcelona.

"Nas minhas passagens por Barcelona e Real Madrid, joguei ao lado de Puskas, Kocsis, Czibor, Gento e Di Stéfano. Todos eram craques, mas nenhum como o Pelé, que eu conheci ao vivo jogando contra ele em 1959", testemunha.


"Soube que ele existia em 1957, mas só o vi em carne e osso quando o Santos fez uma excursão à Europa e venceu o Barcelona por 5 a 1. Naquele dia, conheci a dupla de ataque mais afinada que já vi jogar: Coutinho e Pelé", reverencia.


Apesar do sucesso estrondoso na Europa, Evaristo realizou apenas 13 partidas pela seleção brasileira, com sete vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas, marcando oito gols.

Acabou não disputando nenhuma Copa do Mundo já que, na época, não era costume convocar jogadores brasileiros que atuassem no exterior.

Ao chegar em terras catalãs, Evaristo via o cenário futebolístico europeu começar a ser dominado pelos madridistas, impulsionados pelos geniais Alfredo di Stéfano e Ferenc Puskás.

Os blaugranas tiveram de investir para formar um time competitivo, capaz de desbancar os merengues do topo.

Ao misturar o faro de gol do artilheiro espanhol Luis Suárez com a genialidade do trio de origem húngara – Ladislao Kubala, Zoltán Czibor e Sándor Kocsis -, sob o comando do argentino Helenio Herrera, a malemolência brasileira de Evaristo foi o encaixe final para o sucesso da esquadra catalã.

Nesse time de craques, era difícil não se consagrar.

E Evaristo destacou seu nome: foram cinco temporadas, onde atuou em 226 partidas e marcou 178 vezes – o que gera a impressionante média de 0.78 gols por jogo com a camisa do Barça.

Esses números dão a Evaristo, até hoje, a alcunha de maior artilheiro brasileiro com a camisa blaugrana, onde jogaram outros grandes fenômenos futebolísticos tupiniquins, como Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho e Romário.

Porém, não se pode considerar Evaristo como o representante maior desta época no Camp Nou.

O galego Luis Suárez saiu do Barcelona para a Inter de Milão – junto com o treinador Helenio Herrera – como o jogador mais caro do futebol e melhor jogador do Mundo em 1960.

Kubala, Czibor e Kocsis fizeram parte, ao lado de Puskás, do fantástico selecionado húngaro que encantou o mundo da bola na Copa de 1954.

Evaristo, apesar de ser um talento nato, um goleador sem pudor das defesas adversárias, era uma parte de um âmbito grandioso, um time espetacular que os culés exaltavam a cada final de semana.

Tudo levava a crer em uma continuidade do sucesso de Evaristo na Catalunha.

Foram dois títulos de La Liga (1958/59 e 59/60), uma Copa do Rei (1958/59) e duas Copas da Uefa (1958 e 1960).

Mas em 1962, os rumos da sua carreira na Espanha mudaram drasticamente.

Aos 29 anos, após rejeitar a proposta de naturalização feita pelo Barcelona, Evaristo desembarcou diretamente no Santiago Bernabéu, chocando os adeptos e reforçando ainda mais o já poderoso time merengue.

No Madrid, Evaristo sagrou-se tricampeão nacional (1962/63, 1963/64 e 1964/65).

Entretanto, não foi determinante a ponto de se considerar fundamental para a conquista.

Em clara decadência física, já que beirava os 30 anos quando chegou ao Real, jogou apenas 17 vezes pelos merengues.

Mesmo assim, marcou 15 gols, mantendo a excelente média de tentos em terras espanholas.

De fato, a importância do pioneirismo de Evaristo no futebol europeu é muito desvalorizada aqui no Brasil.

Atleta em uma época onde as transferências internacionais eram exceção – e não regra, como hoje –, Evaristo fez parte de um grande esquadrão blaugrana e teve êxito no gigante da capital Madrid.

O feito do atacante brasileiro só é comparável com as carreiras do português Luís Figo, do Brasileiro Ronaldo e do dinamarquês Michael Laudrup, craques de exceção que fizeram relativo sucesso entre merengues e culés.

A Espanha respeita Evaristo até hoje de uma forma que os brasileiros não o fazem.

Porém, a defesa disso não é feita de forma justa, já que sempre é criado o mito do astro que duelava com Di Stéfano.

O contexto geral era muito maior que isso, o que não significa uma diminuição da importância do atacante brasileiro.

Só penso ser preciso mudar o enfoque nessa abordagem


E foi na Espanha que Evaristo de Macedo se transformou num fenômeno.

Defendeu o Barcelona de 1957 até 1962, conquistando o bicampeonato espanhol em 1959/60, a Copa do Rey no ano de 1959, além das Copas da UEFA de 1958, 1959 e 1960 (isso na época em que a competição era conhecida como Fair's Cup, ou Taça das Cidades das Feiras).

Ao todo, Evaristo jogou 219 vezes pelo Barcelona e fez 173 gols, sendo destacado como um dos melhores jogadores do clube catalão em todos os tempos.

É até hoje o maior artilheiro brasileiro da história do Barcelona.


No ano de 1962, Evaristo foi contratado por um dos maiores arquirrivais do Barcelona, o Real Madrid.

Evaristo no Real Madrid

E fez o que poucos conseguiram: também se tornou ídolo da torcida merengue, conquistando o tricampeonato espanhol em 1963/64/65.

Sobre a passagem de Evaristo de Macedo pelo futebol espanhol, Roberto Dinamite, ídolo vascaíno e ex-jogador do Barça, comenta:

 "O torcedor brasileiro não tem idéia de como o Evaristo de Macedo é idolatrado na Espanha. Foi, sem dúvida, um dos maiores jogadores do mundo em todos os tempos", diz Roberto Dinamite, ex-ídolo vascaíno e que teve rápida passagem pelo Barça.


Pela Seleção Brasileira, Evaristo de Macedo não teve muitas chances de jogar.

Atuou em apenas 14 partidas, mas deixou sua marca de grande goleador: fez oito gols.


Na Seleção Brasileira, Evaristo estabeleceu um recorde.

Foi o único jogador a marcar 5 gols em uma única partida pela Seleção.

Meu Jogo Inesquecível: há 50 anos, Evaristo brilhava num Barça x Real

Com lugar de destaque no museu do Camp Nou, ídolo fez gol que selou os 2 a 1 na Liga da Europa, freando hexa de Di Stéfano, Puskas & Cia.

O Superclássico que toma conta da Espanha e atrai as atenções no mundo inteiro escreve nesta segunda-feira mais um capítulo em sua história.

Barcelona e Real Madrid fazem mais um duelo pelo Campeonato Espanhol que promete desfile de jogadas e gols de grandes estrelas.

Há 50 anos e seis dias, pela Liga da Europa - hoje Liga dos Campeões -, o mesmo Camp Nou, local da partida, foi o endereço de um dos momentos mais marcantes no confronto.

Noventa mil pessoas se espremiam - a grande maioria de catalães - no estádio na esperança de ver o Barça eliminar o time da moda pelas oitavas de final.
 
A rivalidade no clássico não era só esportiva, mas também política. A Catalunha contra Madri"


Evaristo


Era enorme a ansiedade. A rivalidade entre Barça e Real ficou mais aguçada após a Guerra Civil Espanhola.

O Real sempre representou a realeza, o poder centralizador do ditador Francisco Franco, simpático ao clube.

O Barça, a cultura e o desejo de liberdade do perseguido povo catalão, que sonhava ver terminada ali a hegemonia do pentacampeão europeu e praticamente imbatível time merengue.

Com Di Stéfano, Puskas, Gento, Del Sol e Canário, o time da capital espanhola parecia uma seleção.

Mas naquele dia, viveu a amargura da derrota.

Os catalães foram para as ruas e jamais esqueceram do grande herói: o brasileiro Evaristo de Macedo, autor do segundo gol da vitória por 2 a 1.

Em outro dia, na casa de Evaristo, o telefone tocou. A ligação era de Barcelona.

Um dos maiores ídolos do clube catalão, com lugar de destaque no museu do Camp Nou, confessa que foi pego de surpresa. Não recordava da passagem dos 50 anos da partida, que tem importância enorme em sua carreira.

O golaço de peixinho, segundo do Barça na partida, foi fundamental para a vitória.

Depois, o time até perdeu a final da Liga da Europa para o Benfica de Eusébio.

Mas o jogo com o maior rival se tornou inesquecível para o ex-atacante e ex-treinador, hoje com 77 anos, e os torcedores do Azul-Grená.

Evaristo de Macedo, com a camisa do Barcelona, marca um gol contra seu futuro clube; o Real Madrid.

Vicente não alcança a bola, e Evaristo dá o peixinho para marcar o gol decisivo contra o poderoso Real Madrid de Di Stéfano e Puskas. Os jornais destacaram o lance e a eliminação dos merengues (Foto: Reprodução)

- Uma rádio lá da Catalunha me ligou. Era para falar sobre esse gol e uma goleada de 8 a 0 que demos, o Barcelona a repetiu na última semana... Fiz partidas marcantes por lá. Teve uma em que marquei três gols no Real Madrid.

Mas essa da Liga da Europa, pelo que representava... Foi uma alegria muito grande naquele dia na cidade. Quando o Barça ganha do Madrid, é uma euforia.

Eliminá-los foi uma loucura. A rivalidade não era só esportiva, mas também política. A Catalunha contra Madri. Mas nós, jogadores, não nos envolvíamos com isso.

Evaristo vibra com o gol que impediu o hexa do Real
(Foto: Reprodução / Site Oficial do Barcelona)


A maior dificuldade, segundo Evaristo, nem foi pela rivalidade política, mas pela força do grande rival na época. Se o Santos brilhou com o bicampeonato da Libertadores e do Mundial Interclubes, o Real mandava na Europa.


Quando o Barça ganha do Madrid, é uma festa. Eliminá-los foi uma loucura"


Evaristo


- O time deles era pentacampeão europeu e jogava pelo hexa. Uma hegemonia muito grande. Era muito difícil vencê-los. Nosso time ganhou estimulado pela torcida. Felizmente, fui muito bem no lance do gol. Tem um filme dele lá no museu. Não tinha TV passando na época.

Evaristo recebeu também uma cópia do lance, que guarda com carinho. A imagem não é de qualidade boa. Mas dá para rever sempre a velocidade do ex-atacante na jogada, que começou num escanteio cobrado por Kubala para Olivella, pelo lado direito.

- O Olivella, nosso lateral, dominou e bateu na bola, mas não era um cruzamento. Foi um chute-centro. Vi que não ia dar tempo de chegar na corrida para bater com o pé. São aquelas coisas de um segundo... Resovi ir pelo ar, o Vicente, o goleiro deles, não conseguiu alcançá-la. Um lance muito difícil de se repetir. A precisão na velocidade e no arremate. O gol foi importante porque a partida estava 1 a 0 para nós e muito dura. Deu-nos mais tranquilidade.


Partida tensa

O jogo no Camp Nou já havia começado tenso. No confronto de ida, no Santiago Bernabéu, em Madri, houve empate por 2 a 2. Favorito, o Real teria de vencer no tempo normal para evitar uma prorrogação. Mas acabou surpreendido aos 33 minutos. Em cruzamento do húngaro Kubala, Vergés abriu o placar.
Na segunda etapa, Evaristo ampliou aos 36. O brasileiro Canário diminuiu aos 41 e tornou a partida dramática no fim. Mas o Barça conseguiu a vitória. Eliminados pela primeira vez na Liga da Europa, os merengues reclamam até hoje de três gols que teriam sido mal anulados. Em um, inclusive, o árbitro inglês Leafe marcou falta de Canário, que sofrera pênalti antes de marcar.

- Não teve erro de arbitragem. Futebol é isso mesmo, tem discussão. Muitos alegam que a arbitragem nos favoreceu, mas não vi assim não. Merecemos a vitória. Eles reclamam de um lance, mas, se empatassem a partida, ainda haveria prorrogação. Tivemos motivos para comemorar. O Real tinha um timaço. O Di Stéfano vinha de trás. O Puskas ficava mais próximo da área, e batia muito bem. Não errava o gol. O Gento era muito rápido...

A euforia em Barcelona foi intensa após a vitória que eliminou o grande rival. Segundo Evaristo, houve um grande jantar para a diretoria e os conselheiros. O time avançou na competição e foi à final, contra o Benfica de Eusébio. Mas aí, o clube português levou a melhor, venceu por 3 a 2 e ficou com a taça. O brasileiro lamenta até hoje um lance no fim do jogo no qual a bola bateu na trave.

Pouco depois, em 1962, o ex-atacante, revelado no Madureira e consagrado no Flamengo, estava do lado merengue. Com a camisa do Real, Mesmo assim, não deixou de ser ídolo para os catalães.


- Tive de sair do Barcelona porque o clube queria que eu me naturalizasse espanhol, e eu não. O Madrid me ofereceu um contrato sem essa obrigação.

Mas, infelizmente, uma lesão no joelho me atrapalhou lá, apesar de que tive boas atuações - afirmou Evaristo, muito mais ligado ao clube catalão, onde foi campeão da Copa do Rei em 1959 e espanhol em 1959 e 1960.

Na equipe merengue, foi tri espanhol, em 1963, 64 e 65 antes de voltar ao Flamengo para ser campeão carioca também em 1965.


Com 14 partidas e oito gols pela Seleção Brasileira, o ex-jogador e técnico, que deixou de ir ao Mundial na Suécia, em 1958, por ter se transferido para o exterior, viveu bons momentos também no Rubro-Negro, onde foi tricampeão carioca em 1953-54-55.

Lembra da partida que garantiu o bicampeonato, contra o Vasco, Depois, no ano seguinte, os três jogos emocionantes contra o América.

- No primeiro jogo, na vitória por 1 a 0, o gol foi meu.

Nos 5 a 1 para eles, ficamos com um a menos.

Mas devolvemos depois, nos 4 a 1, placar que nos deu o tricampeonato. Foi também muito marcante - afirmou o ex-jogador.


Depois como técnico, Evaristo foi campeão brasileiro pelo Bahia (1988) e da Copa do Brasil pelo Grêmio (1997), além de conquistar titulos regionais pelo Tricolor gaúcho, o baiano e o Santa Cruz, entre outros.

Mas o auge, reconhece, foi jogando pelo Barça.

E hoje, quando ligar a TV para assistir ao Superclássico, vai lembrar certamente dos melhores momentos que viveu no Camp Nou. Especialmente aquele, em 23 de novembro de 1960.
barcelona 2 x 1 real madrid


Ramallets, Olivella, Garay, Gracia e Verges; Segarra e Kubala; Evaristo, Kocsis, Suarez e Villaverde.

Vicente, Marquitos, Santamaría, Pachin e Vidal; Zárraga e Canário; Del Sol, Di Stéfano, Puskas e Gento

Técnico: Enrique Orizaola

Técnico: Miguel Muñoz

Gols: no primeiro tempo, Vergés, aos 33 minutos. No segundo, Evaristo, aos 36, e Canário, aos 41

Cartões amarelos: não havia na época

Local: Estádio Camp Nou, Barcelona, Espanha. Data: 23 de novembro de 1960. Competição: Liga da Europa (Liga dos Campeões). Público: 90 mil pessoas.

Time do Cruzeiro durante o Torneio de Filgueiras, na Espanha, em 1960.

O time da casa, o Filgueiras, que foi derrotado pelo Cruzeiro, jogou reforçado por quatro grandes jogadores brasileiros que atuavam na Espanha e aparecem na foto Joel, Didi, Evaristo de Macedo e Vavá.

No ano de 1965, voltou para o futebol brasileiro e foi campeão carioca pelo Flamengo ficando no clube até 1967 quando encerrou a carreira.

Histórico

Anos

Time

1950-1952

Madureira

1953-1957

Flamengo

1957-1962

Barcelona

1962-1964

Real Madrid

1964-1966

Flamengo

Títulos

Pelo Flamengo

  • Campeonato Carioca: 1953, 1954 e 1955
  • Troféu Almana Idrotts Klubben: 1957
  • Troféu Ponto Frio: 1957

Por Outros Clubes

Barcelona

  • Campeonato Espanhol: 1959 e 1960
  • Copa da UEFA: 1958, 1959 e 1960

Real Madrid

  • Campeonato Espanhol:; 1963, 1964 e 1965

Estatísticas Flamengo

Ano

Jogos

Gols Marcados

Assistências

Cartão Amarelo

Cartão Vermelho

1953

19

5

-

-

-

1954

46

24

-

-

-

1955

42

35

-

-

-

1956

41

23

-

-

-

1957

7

12

-

-

-

1964

4

0

-

-

-

1965

21

3

-

-

-

1966

11

1

-

-

-

Total

191

103

-

-

-


Honrarias pessoais: Maior artilheiro brasileiro do Barcelona (78 gols);

Único brasileiro a fazer cinco gols em um mesmo jogo pela seleção (9x0 Colômbia em 1957).

Como treinador

Ao menos enquanto durou sua carreira de jogador, o único clube brasileiro que desfrutava de uma ligação incondicional com Evaristo foi o Flamengo.


Evaristo começou a sua carreira de técnico no America em 1967, onde foi campeão do Torneio Internacional Negrão de Lima, de onde saiu para o Fluminense em 1968.


Como técnico, ele dirigiu outras importantes equipes do futebol brasileiro.

No entanto, esta história mudou quando o agora treinador aceitou o convite para morar em Salvador e assumir o comando do scratch do Bahia no ano de 1970.

Sua história com o clube baiano solidificou-se com o tempo, mesmo porque, já na sua estréia frente ao time, Evaristo conseguiu conquistar o Campeonato Baiano de 1970, em 1971 viria o bicampeonato.


No ano de 1972 o treinador se transferiria para outro clube tradicional nordestino, o Santa Cruz do Recife.

Daquele ano até 1980, Evaristo se alternaria entre Bahia e Santa, conquistando nada menos do que sete estaduais em dez anos.


Após se afastar por cinco anos do futebol, Evaristo de Macedo voltaria em 1985 para treinar o América RJ.

Seu ótimo trabalho o credenciou a treinar a Seleção Brasileira de Futebol que disputaria as Eliminatórias da Copa do Mundo de 1986 no México.

Contudo, as atuações do time não foram convincentes e Evaristo acabou sendo substituido pelo mestre Telê Santana.

Aquele fato, no entanto, não impediria o ex-jogador de participar da Copa do México.

Macedo foi contratado para treinar a Seleção do Iraque no certame.


Em 1988 voltaria ao Brasil, para treinar mais uma vez o Bahia.

Daquela vez, o ex rubro-negro entraria de vez para a história do clube baiano.

Depois de faturar pela quarta vez um Campeonato Baiano, Evaristo conduziu o time ao então inédito e heróico Campeonato Brasileiro de 1988.


No Bahia, em 1988, ele viveu seu melhor momento treinador.

Ele dirigiu o time que foi campeão brasileiro. A equipe-base do Tricolor baiano tinha: Ronaldo; Tarantini, João Marcelo, Claudir e Paulo Róbson; Paulo Rodrigues, Gil, Bobô e Zé Carlos; Charles e Marquinhos.

Abaixo Evaristo com a Taça de Campeão Brasileiro do Bahia.


Depois disso, assumiu Fluminense, Cruzeiro, Grêmio e até a Seleção do Qatar, até tornar a casa, qual um filho pródigo.

Era o ano de 1993 e o Flamengo que havia se tornado pentacampeão brasileiro no ano anterior, já não mais contava com o maestro Júnior, além disso, seu sucessor Jair Pereira havia concedido apenas um terceiro lugar ao time no Campeonato Carioca.

No entanto, apesar dos esforços do conceituado treinador, o Mais Querido do Brasil não conseguia bons resultados e assim, Evaristo foi preterido do cargo depois de apenas 24 partidas.


Dando continuidade a sua carreira, Evaristo ainda passaria por diversos outros clubes brasileiros.

Em 1997 ganhou a Copa do Brasil pelo Grêmio, vencendo o Flamengo na final.

E em 1998 conquistou mais um Campeonato Baiano pelo Bahia.

Ainda naquele ano, porém, Evaristo de Macedo voltaria a Gávea para substituir Toninho Barroso.


Na sua segunda passagem como treinador do Fla, ficou por 26 partidas com 13 vitórias, 5 empates e 8 derrotas, a última delas para o Cruzeiro em uma partida amistosa.

Deixou o time em Fevereiro de 1999 sob o comando de Carlinhos, que assumiu o time e o conduziu para o histórico tricampeonato carioca consolidado em 2001.


Em 1999 assumiu o Corinthians.

No ano de 2000 voltou mais uma vez pro Bahia, onde conquistou seus últimos títulos como treinador: O sexto campeonato baiano e a Copa do Nordeste de 2001.


Em 2002 voltaria pela última vez a treinar o Flamengo.

Ficou até o final do Campeonato Carioca de 2003 quando foi eliminado pelo Fluminense numa histórica goleada.

Ainda depois daquela partida, se desentendeu seriamente com o goleiro Júlio César e ainda no vestiário pediu demissão.


Voltaria mais uma vez ao Bahia, também treinaria o Vitória, mas abandonou a carreira de treinador mesmo comandando o Santa Cruz no ano de 2007.

Estatísticas

Ano

Jogos

Vitórias

Empates

Derrotas

Aproveitamento

1993

24

07

09

08

41,67%

1998

18

10

03

05

61,11%

1999

08

03

02

03

45,83%

2002

18

07

03

08

44,44%

2003

15

09

02

04

64,44%

Total

83

36

19

28

51%

Títulos

Por outros clubes

Bahia

  • Campeonato Baiano: 1970, 1971, 1973, 1988, 1998, 2001
  • Campeonato Brasileiro: 1988
  • Copa do Nordeste: 2001

Santa Cruz

  • Campeonato Pernambucano: 1972, 1978, 1979, 1980

Grêmio

  • Campeonato Gaúcho: 1990
  • Copa do Brasil: 1997

Seleção do Qatar

  • Copa Golfo Pérsico: 1992

Abaixo matéria de Evaristo diretamente do site do Barcelona em inglês:

EVARISTO DE MACEDO

Evaristo de Macedo (Río de Janeiro, Brazil, 1933) was one of the best foreign signings Barça ever made, and was an outstanding goalscorer. 
He was brought to Barcelona by then technical secretary Josep Samitier, who felt he has discovered somebody exceptional. And he was not wrong, for the Brazilian managed to score no fewer than 0.8 goals a game. 
A natural athlete, he was the typically silky skilled Brazilian with a deadly instinct in front of goal and a terrific shot with either foot, a powerful head and the kind of speed and courage that made him an ever-present in the Barça first team for five years, teaming up to perfection with Eulogio Martínez. 

His most historic moment was the goal he scored with the sole of his foot on November 23, 1960, to knock Real Madrid out of the European Cup for the very first time. Paradoxically, in 1962 he left FC Barcelona after refusing to be nationalised as a Spaniard and joined Real Madrid.

THE NUMBERS

- Seasons with the club: 1957-62 
- Matches played: 226 
- Goals: 178 
- Titles: 
2 Fairs Cups
 (1955/58 and 58/60) 
2 Leagues (1958/59 and 59/60) 
1 Spanish Cup (1958/59) 

was one of the driving forces behind the project, and the Camp Nou was eventually inaugurated on September 24, 1957. The new stadium could hold 90,000 spectators, including 49,000 club members, and was the new stage for a team that was promising big things after winning the 1957 Cup final at Montjuïc. 

The league championships in 1958-59 and 1959-60 and the Fairs Cup wins in 1957-1958 and 1959-60 were due in no small measure to the presence of legendary coach Helenio Herrera, who had a host of talented players at his command, including Kocsis, Czibor, Evaristo, Kubala, Eulogio Martínez, Suárez, Villaverde, Olivella, Gensana, Segarra, Gràcia, Vergés and Tejada.

Abaixo matéria de Evaristo em espanhol direto do site de Barcelona:

Por muy bueno que sea el disparo, necesita la aportación del portero para contribuir a la estética de la jugada.

Para la historia quedó la fotografía de dos jugadores en posición horizontal, a un metro de suelo, casi cabeza contra cabeza, y ambos a la desesperada búsqueda del balón: uno intentaba alejarlo de la escena, y el otro alojarlo en la portería.

Eran Vicente Traín y Evaristo de Macedo, en un Barcelona-Real Madrid de la Copa de Europa de principios de los sesenta.

En aquella ocasión fue gol. El otro día, en el Francia-Italia de la Eurocopa, tuvimos ocasión de recrearnos en otra jugada de ésas en las que parecen ponerse de acuerdo portero y delantero para homenajear al fútbol: Karim Benzema envió un envenenado balón de rosca junto al palo izquierdo de la portería italiana.   

Cuando parecía que el balón llegaba al ansiado destino, llegó volando desde la derecha Gianluigi Buffon con los brazos estirados y logró tocar el balón con la punta de su guante izquierdo para enviarlo a córner.

“Otra vez será”, parecía decirle con la mirada Buffon a Benzema. Aunque contrariado por el resultado de la jugada, seguro que en Benzema ha quedado algo de orgullo por haber contribuido a hacer de este deporte algo bello. 


Anos Clubes Jogos (gols)


1950–1952 Madureira  00?0000(?)
1953–1957 Flamengo   160000(99)
1957–1962 Barcelona   114000(78)
1962–1965 Real Madrid  017000(15)
1965–1967  Flamengo   0310000(4)

1955–1957 Seleção Brasileira  14 (8)



 

 

Vejam abaixo matérias com Evaristo enviadas e autorizadas a publicar pelo amigo José Roitberg - jornalista e historiador - Editorah Menorah & Planeta FLA

Menorah na TV 2011-05-27 EVARISTO DE MACEDO

 

IV Encontro Planeta FLA | Vice-Presidente de Futebol - Evaristo de Macedo publicado por Planeta FLA

 

EVARISTO DE MACEDO - CONHEÇA SUAS PROPOSTAS COMO VICE DE FUTEBOL publicado por Planeta FLA

 

 

 

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez


Fonte de Pesquisa:

Entrevista de Evaristo de Macedo por telefone para Marcelo Dieguez;

www.esfutbol.es/docs/La-belleza-es-cosa-de-dos-49.html ;

www.blaugranas.com/evaristo-fotos_del_f_c_barcelona-igfpo-1419098.htm#av;

www.flamengo.com.br;

reliquiasdofutebol.blogspot.com/2009_07_26_archive.html;

www.fcbarcelona.com/web/english/club/historia/jugadors_de_llegenda/evaristo.html;

Terceirotempo.ig.com.br;

quatrotiempos.blogspot.com/2010/11/jogadores-historicos-evaristo-de-macedo.html;
 
globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-espanhol/noticia/2010/11/meu-jogo-inesquecivel-ha-50-anos-evaristo-brilhava-num-barca-x-real.html;

www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/pele-70-anos/2010/10/21/noticia_pele_70_anos,168152/a-frustracao-de-evaristo-de-macedo.shtml;

fernandoamaralfc.blogspot.com/2010/04/evaristo-de-macedo-com-camisa-do.html;

globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-espanhol/noticia/2010/11/meu-jogo-inesquecivel-ha-50-anos-evaristo-brilhava-num-barca-x-real.html;

flamengo-futebol.com;

matérias com Evaristo enviadas e autorizadas a publicar pelo amigo José Roitberg - jornalista e historiador - Editorah Menorah & Planeta FLA

 

 

 

 

Evaristo ao lado de Assis, e ele vestindo sua camisa Retrô do ano de 1955 o segundo Tricampeonato Carioca do Flamengo.

Evaristo autografa camisa de um torcedor, e ele vestindo sua camisa Retrô do ano de 1955 o segundo Tricampeonato Carioca do Flamengo.

Aqui Evaristo na entrada do vestiário do Flamengo na Gávea.

 

 

 

 

 

Abaixo Marcelo Dieguez e Evaristo após a entrevista exclusiva em julho de 2015 no Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

Abaixo Marcelo Dieguez e Evaristo após a entrevista exclusiva em julho de 2015 no Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

Abaixo entrevista exclusiva com Evaristo de Macedo em julho de 2015 no Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

Abaixo Marcelo Dieguez e Evaristo após a entrevista exclusiva em julho de 2015 no Rio de Janeiro

 

 

 

 

"Evaristo, você faz parte da história do futebol, e eu seu amigo Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".

 

Um abraço de seu amigo Marcelo Dieguez.

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa

ELBER, ex-atacante do Londrina-PR, Milan-Itália, Groosshoppers-Suíça, Stuttgart-Alemanha, Bayern de Munich-Alemanha, Lyon-França, Borussia Moenchengladbach-Alemanha, Cruzeiro-MG e Seleção Brasileira.

Élber Giovane de Souza, o Élber nasceu no dia 23 de julho de 1972 na cidade de Londrina no Estado do Paraná- Brasil.

Aqui Élber no dia 09 de junho de 2011 em Londrina após entrevista exclusiva para o amigo Marcelo Dieguez.

Foto= arquivo www.historiadordofutebol.com.br

 

 

Élber começou a carreira no Londrina Esporte Clube, onde foi convocado para a Seleção Brasileira Sub-20 em 1991, jogando o Campeonato Sulamericano, que foi artilheiro e também Campeão.

 

Abaixo vemos na única foto de Élber no Londrina que encontramos em nosso arquivo, vindas dos Jornais que conseguimos do amigo Gauchinho, O Maior Artilheiro do Londrina, esta foto que estava nos jornais é também do Acervo do Jefferson Lima Sobrinho que escreveu um livro sobre o Londrina.

 

 

 

 

E no mesmo ano foi com a Seleção Brasileira Sub-20 disputar o Mundial onde foi Vice-Campeão e vice-artilheiro.

 

No Londrina disputou poucas partidas no profissional, como lembrou durante entrevista exclusiva para Marcelo Dieguez: "Me lembro do primeiro gol que foi contra o Grêmio de Maringá, onde fiz o gol da vitória no Estádio do Café, recebi a bola em cruzamento antecipando o zagueiro e emendei para o gol".

 

Neste tempo já estava sendo pretendido pelo Botafogo, Flamengo e Milan da Itália, que foi seu destino em 1991.

Aqui Elber no aeroporto de Londrina em 1991 embarcando para a Europa onde o sucesso era certeza.

Foto enviada pelo amigo e Historiador Luiz Fernando Evaristo.

 

 

 

 

No Milan também teve poucas oportunidades, pois na época poderiam utilizar somente 3 extrangeiros, e aí foi emprestado ao Grasshoppers da Suíça.

 

 

 

Na Suíça ele pegou experiência jogando em 3 anos, 69 partidas oficiais e anotou 41 gols.

Além disso, conquistou o título da Copa Suíça de 94.

Depois disto ele ligou para os dirigentes do Milan e disse: "Agora já aprendi tudo o que teria que aprender, já estou ensinando os suíços, então ou vou para a Itália ou me negociam com outros grandes Clubes".

E aí como o amigo Dunga já o indicara para o Stuttgart da Alemanha, foi então que o Milan o negociou para o futebol alemão.

No Stuttgart , Krassimir Balakov, Fredi Bobic e Élber, formaram o famoso Triângulo Mágico.

 

 

 

 

Aqui Élber foi figurinha de álbum da Panini em 1996 quando jogava pelo Stuttgart.

 

 

 


Na Alemanha, Élber atuou pelo Stuttgart de 94 a 97 e conquistou o título da Copa da Alemanha (97), antes de se transferir ao Bayern de Munique, o grande clube de sua carreira.

Na Baviera, foram seis anos de muitas glórias, que o tornaram ídolo da torcida.

Elber eterno ídolo do Bayern de Munich

 

 

 

 

 

 

 

Foram 169 jogos e 92 gols, além de quatro títulos alemães (99, 2000, 2001 e 2003), mais três Copas da Alemanha (98, 2000 e 2003), uma Liga dos Campeões (2001) e um Mundial Interclubes (2001).

 

 

 

Aqui Élber novamente figurinha da Stadion Cards

 

 

 

 

Aqui Élber em figurinha da Champions League

 

 

 

Foi atuando pelo Bayern também que Élber foi convocado para a Seleção Brasileira, principalmente na "Era Vanderlei Luxemburgo".

 

 

 

Com a Amarelinha, entre 98 e 2001, ele disputou 15 jogos e anotou sete gols.

 

 

 

 

 

O atacante, entretanto, não conseguiu realizar o sonho de disputar uma Copa do Mundo, mas teve oportunidades nas Eliminatórias da Copa do Mundo, amistosos, e na Copa Ouro onde marcou seu gol mais bonito como contou para Marcelo Dieguez: "Recebi a bola de Romário de costas para o gol e completei de calcanhar".

Depois de muitas glórias pelo Bayern, Élber, já com mais de 30 anos, mudou de ares e foi para o Lyon, da França.

 

 

 

Quem esperava que a carreira do matador estava em declínio enganou-se.

Ele ainda conquistaria o bicampeonato francês (2004 e 2005) e a Supercopa Copa da França (2004)

.Em 2005, ele retornou ao futebol alemão, para defender o Borussia Mönchengladbach, onde teve poucas oportunidades.

Aqui Elber com a camisa do Borussia Mönchengladbach

 

 

 

 

Valeu apenas para confirmar um título pessoal expressivo: o de maior artilheiro estrangeiro em toda história do Campeonato Alemão, com 133 gols.

E depois seu amigo ultrapassou esta marca.

 

No ano seguinte, Élber decidiu que era hora de atuar pela primeira vez no Campeonato Brasileiro pelo Cruzeiro.

 

 

 

O sonho, no entanto, não durou muito tempo.

Élber comemorando gol pelo Cruzeiro

 

 

 

 

Depois de ser campeão mineiro, o jogador passou a sofrer com inúmeras lesões e, após perder seu pai, optou por encerrar a carreira em 9 de setembro de 2006.

Aqui Élber Campeão Mineiro de 2006, onde ele aparece abaixado, sendo o quarto da direita para a esquerda.

 

 

 

 

Já aposentado, Élber chegou a se aventurar como comentarista da Rede Record, em 2007, e posteriormente na Alemanha.

Hoje, ele trabalha para o Bayern procurando por novos talentos na América do Sul.

 

 

 

 


Títulos:

Copa da Suíça (1994),

Copa da Alemanha (1997, 1998, 2000 e 2003),

Campeonato Alemão (1999, 2000, 2001 e 2003),

Liga dos Campeões da Europa (2001),

Mundial interclubes (2001),

Campeonato Francês (2004),

Supercopa da França (2004) e

Campeão Mineiro (2006).


Seleção Brasileira Sub-20:

Campeão Sul-Americano em 1991 e Vice-Campeão Mundial em 1991.

Seleção Brasileira: 15 jogos, 7 gols.


Destaques:


Melhor jogador estrangeiro do campeonato suíço: 1993
Melhor artilheiro do Campeonato Alemão: 2003
Maior artilheiro estrangeiro da Alemanha: 133 gols
Seleção: 15 jogos e sete gols

 

 

Élber e Marcelo no início da entrevista

 

 

 

Confiram abaixo as informações de Élber retiradas de tradução do Alemão:


Carreiras 

Primórdios
Elber jogado 1990-1991 para o AC Milan, foi para a Suíça para o Grasshoppers de Zurique, com a qual foi fundada em 1994, vencedor da Taça da Suíça. No mesmo ano ele foi o artilheiro do ELN, mas disse que era o campeão suíço negado.


Bundesliga
Jogou então 1994-2003 na Bundesliga pelo VfB Stuttgart eo FC Bayern de Munique.

Em seu tempo, em Stuttgart, ele estava com Fredi Bobic Krassimir Balakov e os chamados Magic Triângulo.

Em 1997 ele ganhou o VfB DFB-Pokal, onde marcou dois gols na vitória por 2-0 sobre o Energie Cottbus.

Com o Bayern foi em 1999, 2000, 2001 e 2003, Campeão da Alemanha, 1998, 2000 e 2003, vencedor da Taça DFB e 2001, vencedor da Liga dos Campeões (5-4 contra o Valencia iE).

Ele também ganhou com a equipe em 2001, copa do mundo.

Em 2003, ele salientou a sua posição de destaque na Bundesliga, como ele, pela primeira vez o troféu de artilheiro garantiu.

Élber marcou na Bundesliga, um total de 133 hits. Ele é o atacante mais bem sucedido estrangeiros que já jogou na Bundesliga

Em 8 De agosto de 2006 negou Giovane Elber seu último jogo para o Bayern na frente de 69.000 espectadores, a comissão aprovou o aplauso para a sua carreira com grande FCB, como ele virou uma volta de honra ao estádio.

Adversário foi no Allianz Arena, o TSV 1860 Munique. O jogo terminou 0-3. 


últimos anos como um profissional
Elber jogou 2003-29 Janeiro de 2005, o clube da primeira divisão francesa do Olympique de Lyon, onde foi campeão francês da temporada 2003/2004.

Mudou-se então, devido às diferenças com o Lyon, uma transferência gratuita de volta para a Bundesliga.

Lá, ele amarrou os sapatos para o Borussia Moenchengladbach, onde ele sofreu ferimentos crise veio apenas esporadicamente.

Após repetidas críticas públicas do técnico Horst Koeppel e, em seguida, uma sanção imposta pela associação de 10.000 € para o Borussia Moenchengladbach e Giovane Elber separados em 3 Dezembro de 2005, por acordo mútuo.

último clube na carreira do brasileiro Elbers lado da primeira divisão foi o Cruzeiro de Belo Horizonte, para o qual ele é a partir do segundo Jogado em janeiro de 2006.

Sua última partida jogou em 24 de Elber Setembro 2006 em comparação Fortaleza.

Em 18 de Outubro, ele anunciou numa conferência de imprensa convocada especialmente no final da sua carreira, quando ele deu motivos para a dor crônica no tornozelo direito.

Após a morte de seu pai, ele terminou em 18 Desde Novembro de 2006 válido até ao final de 2006, contrato com o Cruzeiro de Belo Horizonte prematuramente.


Em 9 Setembro 2007 anunciou que Élber voltará como um novo jogador para explorar o seu antigo clube, o FC Bayern de Munique.

Seleção Nacional

Sua carreira na seleção brasileira, a partir de 5 Fevereiro de 1998 ao 5 Setembro de 2001 foi continuado, e não como ele quer, provavelmente devido à forte concorrência, com jogadores como Ronaldo e Rivaldo. Ele ainda jogou 15 partidas internacionais e marcou sete gols pelo seu país. A Copa Ouro da CONCACAF 1998 graduou quatro jogos para a Nova Versão Internacional Seleção e atirou no jogo contra El Salvador dois gols, embora tenha sido substituído pouco antes da partida. 

Título

    • campeão alemão de 1999, 2000, 2001, 2003
    • Alemã vencedora da Copa de 1997, 1998, 2000, 2003
    • Os vencedores do campeonato da Copa da Alemanha 1997, 1998, 1999, 2000
    • Liga dos Campeões 2001
    • Copa do Mundo de 2001
    • Campeão Francês 2004
    • Francês campeão da Copa 2004
    • Vencedor Taça da Suíça 1994

Outras realizações

    • Melhor jogador estrangeiro da temporada (Suíça) 1994
    • Artilheiro na Suíça 1994
    • Artilheiro na Alemanha 2003
    • O atacante de maior sucesso estrangeiro na história do campeonato com 133 gols

Outras

    • Elber, desde 1994 o primeiro presidente do homônimo "Giovane Elber-Fundação ', uma associação de crianças de rua em sua cidade natal, Londrina suporte. Para este compromisso foi no outono de 2005, o prêmio não-dopado Martin Mantel Federal recebeu o São Miguel.
    • De 14 de May 2007-30 Junho de 2007, ele participou da segunda temporada do espetáculo de dança-RTL "Let's Dance" parte. Seu parceiro era o atual campeão alemão da Professional Standard Edvardsson Isabel, que já venceu a época passada. O casal terminou no final do 3 º lugar
    • Elber vive com sua família em sua terra natal, Brasil e dirige uma fazenda de gado.

Élber escreve blog da Copa na DW-WORLD


Atacante do Cruzeiro bate bola na DW-WORLD

 


Maior artilheiro estrangeiro da história da Bundesliga e atual atacante do Cruzeiro comenta os preparativos e jogos do Mundial no site internacional da Deutsche Welle.

Embora no "Blog do Élber" o jogador concentre suas atenções nas seleções do Brasil e da Alemanha, ele traz na bagagem uma experiência internacional que o autoriza a avaliar também o desempenho de outras equipes.

Durante 14 anos de Europa, ele passou pelo futebol italiano, suíço, alemão e francês, onde conquistou um total de 11 títulos. 
Nascido a 23 de julho de 1972, em Londrina (PR), Élber iniciou sua carreira profissional em 1990 no clube local, onde atuou pelo Campeonato Paranaense e logo foi descoberto pelo Milan, da Itália. O clube italiano emprestou-o em 1993 ao Grasshoper, pelo qual sagrou-se o melhor jogador estrangeiro do campeonato suíço.

 

O maior artilheiro estrangeiro da história do Campeonato Alemão

 

Mas foi nos 11 anos em que jogou no Stuttgart e no Bayern de Munique, na Alemanha, que teve o maior sucesso, colecionando nove títulos. Em 256 jogos pelos dois clubes na Bundesliga, marcou 133 gols, tornando-se o maior artilheiro estrangeiro da história do Campeonato Alemão. Nesse período, também marcou sete gols em 15 atuações pela seleção brasileira.


"Recomeço de carreira" 
A temporada 2004/2005 foi a mais difícil para Élber. Ele defendeu o Lyon, da França, passou por duas cirurgias na tíbia e voltou à Bundesliga, sem poder dar continuidade ao sucesso histórico. Depois de um período de incertezas no Borussia Mönchengladbach – em que o apoio da esposa Cinthia (psicóloga) lhe valeu ouro –  transferiu-se para o Cruzeiro, para um “recomeço de carreira”, como ele mesmo diz. 
Apesar de nos primeiros dias ter se sentido "um estranho em seu própio país", esse reinício, aos 33 anos de idade, é avaliado de forma positiva. De volta aos gramados brasileiros, Élber já conquistou o coração da torcida celeste e briga pela artilharia do Campeonato Mineiro. Uma alegria também para seu filho Victor, que sofreu muito, esperando o pai voltar a fazer o que melhor sabe: marcar gols.


Blogueiro da DW-WORLD 
Élber já avisou que quer conquistar o título mineiro e que pretende continuar jogando futebol, pelo menos, até os 36 anos de idade. Não só por seu sucesso na Bundesliga ele ainda tem um grande fã clube na Alemanha e na terra natal. Desde 1994, preside a Fundação Giovane Élber, que apóia projetos de assistência a crianças de rua em Londrina, um trabalho que foi premiado na Alemanha em 2005.
Na Copa 2006, Élber pisa num gramado completamente novo. De olho principalmente nos preparativos e no desempenho das seleções do Brasil e da Alemanha, ele comanda o bate-bola da DW-WORLD no "Blog do Élber". “Tê-lo como blogueiro é um gol de placa para nossos usuários“, disse o editor-chefe do site, Ingo Mannteufel.

 

 


Ficha 
Giovane Élber de Souza
Nascimento: 23.07.1972, em Londrina (PR)
Altura: 1m82
Peso: 79kg

Élber: "Tenho muita saudade da Alemanha"


Em entrevista exclusiva à DW-WORLD, o atacante do Cruzeiro fala sobre o "recomeço" de sua carreira no Brasil, Lothar Mattäus e outros amigos alemães. Ele avalia também o desempenho dos clubes da Bundesliga nos campeonatos europeus neste ano de Copa do Mundo.

DW-WORLD: Como está sendo seu "reinício de carreira" no futebol brasileiro?


Giovane Élber: Está sendo muito bom.

No começo, eu tinha um pouco de medo, não sabia muito bem como são os clubes brasileiros, se era possível fazer um trabalho bem feito.

O futebol brasileiro infelizmente não tem tanto dinheiro como a Bundesliga, mas a estrutura aqui no Cruzeiro ou no Palmeiras ou São Paulo é muito bem organizada.


Além disso, consegui marcar quatro gols em quatro jogos pelo Campeonato Mineiro e na primeira partida pela Copa do Brasil marquei dois, o que é muito bom depois de um ano parado, longe de atuar por 90 minutos.

 

 

 


Você sente saudades da Alemanha?


Tenho muita saudade da Alemanha. Aos sábados, quando a gente está na concentração, sempre acompanho os jogos da Bundesliga e mando SMS para que os amigos na Alemanha me mantenham informados.

Não tem como você esquecer os 11 anos de Alemanha. 
Sinto saudades da vida, do futebol, dos clubes onde joguei, do Stuttgart, Bayern e até do Gladbach.

Isso é uma coisa boa que ficou. Tenho uma sensação meio estranha, por não mais estar na Alemanha, mas, por outro lado, é um sentimento bom ter jogado lá e ter visto tudo o que se tem no futebol alemão.


Ainda mantém contato com os clubes onde jogou?


Mantenho contato ainda com jogadores do Gladbach, do Bayern de Munique, para o Fredi Bobic também ainda telefono às vezes. [Com Bobic e Balakov, Élber formou o "triângulo mágico" do Stuttgart]. 

 

 

 


Já se arrependeu de ter deixado a Bundesliga?


Não, não me arrependi. Por tudo o que aconteceu no Gladbach, foi a melhor coisa que podia fazer. Não esperava sair da forma como saí, queria ter jogado o campeonato até o final no Gladbach, porque acho que tinha condições de ajudar a equipe. Mas achei que o melhor para mim e minha família era voltar ao meu país, jogar aqui uma ou duas temporadas e depois encerrar a carreira. 
Foi uma experiência linda no Stuttgart e no Bayern de Munique, menos linda no Gladbach, porque pouco joguei, devido à contusão, mas não guardo mágoa de ninguém. Eu só vejo as coisas positivas, as amizades que eu fiz, e isso foi muito importante para mim.

 

 


Pensa em ficar até o final da carreira e também depois no Brasil?


Ainda não sei. Tenho contrato até o fim do ano no Cruzeiro.

Do jeito que estou treinando aqui – treina-se muito mais do que na Alemanha – estou 100% em forma e não teria problema nenhum para jogar mais uma ou duas temporadas na Europa ou em outro lugar fora do Brasil.


Inclusive na Alemanha?


Claro que eu ficaria muito feliz de poder retornar à minha casa, mas agora é muito cedo para falar alguma coisa.

Primeiro, quero fazer meu trabalho pelo Cruzeiro, que está tendo repercussão muito positiva.

No fim do ano, a gente vê o que acontece.

Élber premiado por engajamento social

 

 

 


O jogador brasileiro Giovane Élber recebeu em Munique o prêmio Manto de São Martinho, concedido pela redação de rádio da organização católica Sankt Michael Bund (Liga de São Miguel). A distinção foi concedida a ele por seu engajamento em prol de crianças de rua no Brasil. O astro de futebol é presidente da Fundação Giovane Élber, que proporciona a jovens carentes de Londrina uma formação profissionalizante.

Élber, contratado atualmente pelo Borussia Mönchengladbach, estava emocionado ao receber o prêmio. Disse alegrar-se por ser visto uma vez como ser humano e não como futebolista.

O prêmio sem dotação financeira, concedido este ano pela décima vez, relembra São Martinho, bispo de Tours, na França, que, segundo a lenda, dividiu seu manto com um mendigo que passava frio.

 

 

 

Uma das finais mais dramáticas da história da Liga dos Campeões da Europa está completando 10 anos neste 26 de maio.

Na temporada 1998/1999 o Manchester United virava pra cima do Bayern de Munique, por 2 a 1, com os dois gols marcados nos acréscimos da partida, deixando atônicos os torcedores que lotaram o estádio Camp Nou (90.045 pessoas), em Barcelona, na Espanha.


Para relembrar o fato marcante batemos um papo com Élber, o único brasileiro presente nas duas equipes, apesar de não ter jogado aquela final.

O ex-atacante - eleito o maior da história do clube alemão - afirma que “nem daqui a 100 anos terá uma explicação para o que aconteceu naquele jogo”.


Como tivemos mais uma decisão do maior torneio interclubes da Europa, vale a pena dar uma relembrada e saber outros detalhes da grande carreira do centroavante de Londrina.     

 

 

Aquela derrota histórica do Bayern de Munique por 2 a 1 para o Manchester United na final da Champions League 1998/1999, com virada nos acréscimos, está completando 10 anos. Depois de todo esse tempo, você encontrou uma explicação para o que aconteceu naquela noite?


Ainda não tenho explicação e pode passar mais 100 anos que não haverá. É muito difícil, pois fizemos o nosso dever de casa, nos preparamos e jogamos bem, estávamos em vantagem no placar, mas aconteceu aquilo (a virada com os dois gols marcados por Solskjaer e Sheringham nos acréscimos). Talvez devemos culpar o árbitro por ter dado tantos acréscimos (risos). 

Qual era o ambiente pós-partida dentro do vestiário?


Triste. A luta para chegar até ali foi muito grande, o time quase ganhando o troféu e de repente tem que ver o adversário comemorar. Lá dentro (no vestiário) estavam todos caídos, chorando, parecia que tinha caído uma bomba no estádio Camp Nou. 

 


Para recuperar a motivação foi um processo difícil, não?


Depois daquilo nós precisamos de seis meses para ter ânimo novamente. Eu não tinha vontade nem de ver futebol, não queria saber de nada. O Ottmar Hitzfield, nosso treinador, dizia: “Eu sinto o mesmo que vocês, mas não podemos relaxar e deixar os adversários dispararem na ponta da tabela, estamos no Bayern de Munique”.



Ainda falando de Champions League. No caso do Bayern de Munique, quando a partida era contra as grandes escolas do futebol europeu - Itália, Espanha e Inglaterra - havia uma preparação diferente para encarar cada uma delas?


Não, a concentração que era diferente. Contra esses grandes clubes havia um cuidado maior, uma preparação mental diferente. O treinador mostrava muitos vídeos, explicava como o adversário jogava, quem jogava, era um respeito enorme. Quando o oponente era um clube da Bulgária, por exemplo, não havia tantas nuances.



Durante seus anos na Europa, de onde eram os clubes mais complicados de se enfrentar?


Os italianos eram difíceis. Eles marcam por zona e não dão espaço. Contra os clubes espanhóis era gostoso porque eles deixam jogar. Os ingleses são mais parecidos com os alemães, fazem um jogo corrido e bruto.



Muitos diziam que naquele Bayern havia uma divisão entre a ‘turma do Lothar Matthaus’ e a ‘turma do Effenberg’.


Não existia. É claro que num plantel você se dá melhor com uns do que com outros, mas isso eu te garanto que não existia. Até pela história do Matthaus no futebol, quem iria contra ele? O Effenberg era bom de se trabalhar, a imprensa o odiava porque ele dava algumas declarações escabrosas, mas com os jogadores era gente boa. 

 

 

O Effenberg jogou mais que o Ballack?


Sim, muito mais, é só você olhar as conquistas que ele teve. É um cara que foi beneficiado por ter jogado na Itália, uma experiência importante para qualquer jogador. O Ballack ainda precisa de mais conquistas.


  
O trio que você formou no Stuttgart entre 94 e 97 com o búlgaro Balakov e o atacante Fredi Bobic foi o melhor da sua carreira?


Com certeza, até hoje somos amigos. Desde que eu cheguei nos demos muito bem. O Bobic é um cara aberto, ajuda muito os outros e era um grande atacante. O Balakov eu já admirava ele quando o via jogar pelo Sporting Lisboa, só de ver ele jogar já era legal, atuando junto então...

 

Quais foram os defensores mais implacáveis que te marcaram?


Nesta, Maldini, Tony Adams e Jurgen Kohler.


O clássico com o Borussia Dortmund é o mais aguardado para a torcida do Bayern?


Eu considero ainda hoje o principal clássico do futebol alemão. É muito lindo esse dérbi, a torcida do Dortmund é apaixonada, uma coisa diferente mesmo. No sul fazíamos o clássico com o Stuttgart, mas o Borussia Dortmund é mesmo o principal dérbi.

 


  
Sua adaptação no futebol francês foi difícil quando chegou ao Lyon, em 2003?


A realidade é muito diferente da Alemanha, tive dificuldades. Eu mesmo falava pra eles que o futebol francês era amador e isso pegou mal lá. Eu falava na dura mesmo. “O Lyon é grande, mas os equipamentos e a estrutura do clube são da época da minha avó”. Aquilo tem o nível de um clube da segunda divisão da Alemanha. Depois que eu saí eu conversei com alguns jogadores e eles me disseram que melhorou. 

 

 

Abaixo Élber quando estava para ser o Presidente do Londrina, embora não seja o Presidente ele é um dos grandes colaboradores do futebol do Londrina.

 

 

 

E dentro de campo?


Tem bons jogadores, mas não é aquele futebol que te convence que um clube dali pode ganhar uma Champions League. No caso do Lyon, nós sobrávamos na Ligue I, eu não via diferença nenhuma quando jogávamos dentro e fora de casa.



É um País aonde os clubes formam jogadores para as grandes ligas.


Exatamente.



Pessoas próximas ao Arséne Wenger, técnico do Arsenal, disseram que ele pensa que o futuro do futebol será uma mistura entre a técnica dos espanhóis e sul-americanos com a força dos africanos. O que acha?


Ele está corretíssimo. Jogando na França eu vi que os africanos são muito fortes mesmo, muitos nem tem tanta técnica, mas conseguem se destacar pelo fantástico preparo atlético. O problema deles é tático, eles não jogam com organização. Mas com a habilidade dos sul-americanos dá pra formar equipes fantásticas. É por aí mesmo..



Tem mágoa por Felipão não ter te levado para a Copa de 2002?


Nenhuma. Adoro o Felipão, adorei estar com ele na seleção, o problema todo foi com o Antonio Lopes, que era o coordenador. Faltando dois jogos para terminar as eliminatórias para a Copa, o Bayern não queria me liberar, mas eu pedi para jogar. Ele disse: “A seleção não liga pra pedir liberação para clube nenhum. Você não está amarrado, se vira aí”. Aí eu fui grosso com ele: “Eu sou homem, tenho contrato aqui e respeito meu clube, eu quero estar na seleção mas não vou fugir daqui pra isso”. Ele disse que não ia me ajudar, chamaram o Luizão, que acabou se dando bem.

 

 


Quando você voltou ao Brasil, quais os aspectos mais complicados na readaptação?


Primeiro de tudo os gramados são péssimos, horríveis. Um profissional não pode jogar em campos assim. Existem estádios onde o vestiário não tem água, o banheiro é horrível, enfim, foi um choque pra mim. Muitos falavam: “Ué, você não disse que queria voltar ao Brasil, essa é a nossa realidade”. Temos muitos estádios e campos ruins, por isso que o jogo não é rápido e com toques de primeira.



Gostaria que você comentasse sobre os principais treinadores que trabalhou..


Leo Benhakker - Infelizmente ele criou problema comigo, trouxe um jogador holandês como ele e que atuava na mesma posição que eu, e por isso me tratava mal. Nos treinos ele deixava eu tomar pancada e se eu reclamasse, ele me mandava calar a boca. 
Christian Gross - Grande treinador. Estava começando a carreira, mas já víamos que era diferenciado. Tinha caráter e pedia a opinião dos jogadores pra tudo. 
Jurgen Rober - Foi um dos melhores que eu tive, deu liberdade para mim, o Balakov e o Bobic. Jogávamos sem pressão e ao contrário dos treinadores alemães, ele não inibia os atacantes exigindo tarefas táticas. Por isso, rendemos ao máximo. 
Joachim Low - Era novo, tinha sido assistente, quando entrou no comando procurou os jogadores mais experientes para perguntar sobre metodologia de treinos etc, tomava as decisões depois de consultar os jogadores. 
Giovanni Trappatoni - Um pai. Simpático e carismático. Infelizmente era adepto do ‘catennacio’. Fazia o time lutar para fazer 1 a 0 e depois disso imediatamente tirava os dois atacantes e colocava meio-campistas. Ele fazia isso até mesmo contra equipes como Nuremberg, Bochum e Duisburg. Eu me irritei com ele várias vezes, ele dizia que eu tinha muito que aprender (risos). O legal é que ele pegava os jovens e ficava ensinando-os alguns fundamentos após os treinos. 
Ottmar Hitzfield - Ganhou tudo. Tinha muito carisma e o grupo estava sempre nas mãos dele. Ele começava a temporada sempre com sistema de rotação dando oportunidade para todos jogarem. Ninguém falava mal dele. Ele dizia: “Eu posso até errar, mas nunca vou sacanear ninguém”. Era uma relação de respeito e profissionalismo. 
Paul Le Guen - Já tínhamos jogado um contra o outro quando ele era jogador. Ainda estava aprendendo, trabalhava bem e ganhou muito no clube. 
PC Gusmão - Quando eu voltei ele me ajudou muito, eu não conhecia e não tinha muita malícia sobre o futebol brasileiro. Eu estava com a cabeça européia ainda, então, ele me colocou aos poucos no time, tentou me explicar que aqui não soltamos a bola tão rápido, ficamos mais com ela. 
Oswaldo de Oliveira - Foi uma pena eu estar com o tornozelo ruim, pois eu teria jogado mais uns quatro anos pelo Cruzeiro se fosse com o Oswaldo no comando. Ele é excelente, um cara que fala a linguagem dos jogadores e nunca desrespeitou ninguém. Eu gostei. 
Vanderley Luxemburgo - Excelente. Um cara que sabe muito, as suas vitórias não são por acaso. Competente, experiente e sabe o que quer. Se a equipe assimilar, chega longe. 
Felipão - Se você colocar na cabeça que está num grupo e esse grupo é o ideal para se chegar as conquistas, chegam todos longe. Na preleção você sente o ânimo dele e a enorme bagagem que ele tem. Não é muito diferente do Vanderley, não.

 

FICHA DO ÉLBER 


Nome: Élber Giovane de Souza 
Data de Nascimento: 23 de julho de 1972, em Londrina (PR)


Clubes: Londrina/PR (1988 à 1991), Grasshopper-SUI (1991 à 1994), Stuttgart-ALE (1994 à 1997), Bayern Munique-ALE (1997 à 2003), Lyon-FRA (2003/2004), Borussia Monchengladbach-ALE (2005) e Cruzeiro (2006).


Títulos: Copa da Suíça (1994), Copa da Alemanha (1997, 1998, 2000 e 2003), Campeonato Alemão (1999, 2000, 2001 e 2003), Liga dos Campeões da Europa (2001), Mundial interclubes (2001), Campeonato Francês (2004), Supercopa da França (2004) e Campeão Mineiro (2006).


Seleção Brasileira: 15 jogos, 7 gols.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Élber com um de seus prêmios que guarda em sua casa em Londrina

 

 

 

Aqui Elber em 1999 pelo Bayern

 

 

 

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez

Fonte de pesquisa:

Entrevista exclusiva para Marcelo Dieguez;

http://www.bolanaarea.com;

www.futebolinterior.com.br;

http://brasil-web.de/forum/pt/wiki/14-sportler/925-giovane-%C9lber.html

 

 

 

 

Marcelo Dieguez entrou em contato com Élber, através de amigos em comum e depois de algum tempo fomos a Londrina para realizar uma entrevista exclusiva e histórica de um dos maiores atacantes do futebol mundial !!!!

 

 

Vejam imagens que fizemos durante a entrevista exclusiva:

Aqui Élber manda abraço para os amigos em comum de Marcelo Dieguez, os irmãos Kako que mora em Curitiba e o Dadinho de Londrina, dos tempos que Élber jogava na AABB de Londrina.

E o cumprimento no final da entrevista

E o sinal de positivo para os fãs de nosso site!!

 

 

 

Vejam a entrevista exclusiva de Élber para nosso arquivo:

 

Valeu Élber!!!

Aqui foto com o Autógrafo de Élber

 

Élber aceitou o convite de Marcelo Dieguez e do Sr Assad Amim, e esteve no dia 28/02/2012 em Cornélio Procópio para conhecer o Projeto Resgatando Vidas onde será iniciado também uma Escola de Futebol, vejam a pequena matéria em vídeo.

 

 

 

 

Aqui Marcelo e Élber ao final da entrevista exclusiva.

Valeu meu grande amigo Élber!!!

 

 

"Élber, você faz parte da história do futebol, e eu seu amigo Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".

 

Um abraço de seu amigo Marcelo Dieguez.