Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa

HERNANDES TOSINI , ex-goleiro do Clube Recreativo de Sertaneja.

 

 

 

 

Hernandes nasceu no dia 07/05/1936, na cidade de Arceburgo no Estado de Minas Gerais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E desde criança adotou Sertaneja no Paraná como sua cidade Natal, ele e toda sua família.


Ele ainda tem grande orgulho de exibir em seus dedos e pernas as marcas da atividade de goleiro, onde ele fraturou a perna em uma dividida na grande área e os dedos que ele quebrou defendendo o gol, pois naquela época, as luvas de proteção não eram tão eficientes.

Ele ainda jogava até os seus 45 anos em Leópolis no time amador.

Começou sua carreira de goleiro no Recreativo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foi jogar no Clube Recreativo de Sertaneja a convite do Sr. José Olegário.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jogou o Campeonato Paranaense de 1962 e 1963.

 

 

Aqui vemos o time dos Veteranos de Sertaneja Campeão do ano de 1958, onde o goleiro é Hernandes Tosini.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao ver a sua ficha no site www.historiadordofutebol.com.br, Hernandes e sua filha Kim enviaram por e-mail agradecimentos pelo trabalho de resgate da memória e da história do futebol, e principalmente pela memória de nossa querida Sertaneja.

Abaixo o depoimento de sua filha Kim:


"Ele ficou muito orgulhoso em aparecer como um atleta, pois até hoje ele acompanha quase todas as modalidades esportivas pela televisão, e é um grande defensor do esporte e saúde, e não é a toa que ele chegou aos 74 anos de idade com muita saúde e ainda trabalhando."

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez

 banner5

 

Fonte de Pesquisa:

acervo www.historiadordofutebol.com.br

 

 

 

Aqui mais 2 fotos de Hernandes pelo Clube Recreativo de Sertaneja.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"Hernandes, você faz parte da história do futebol, e eu Marcelo Dieguez, o historiador não vou deixar sua história ser esquecida".

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa

MALLETA, ex-atacante do Palestra Itália-MG e Seleção Acadêmica Brasileira

 

maletaluizinhopaulinhomaletavicentinoecassioselecaoacademica1932J

 

 

 

 

 

Geraldo Malleta, o Malleta nasceu no dia 01 de maio de 1912 na cidade de Belo Horizonte no Estado de Minas Gerais.

 

 

 

 

Maletta jogava na posição de atacante.

Começou a carreira jogando no Palestra Itália de Belo Horizonte.

Malleta também fazia Medicina, diante disto foi convocado e participou da Seleção Academica ou Seleccionado Academico, onde fizeram vários jogos pelo país, e no exterior, onde fizeram uma excursão para o Uruguai e Argentina.

  

Conquistou o Tricampeonato Mineiro, jogando nos anos de 1928, 1929 e 1930.

Fez 6 gols em uma única partida em 1930:

13/07 - 12 x 0 Palmeiras ( neste jogo Malleta fez 6 gols)

 

TRICAMPEONATO MINEIRO 1928/1929/1930

 

O primeiro tri conquistado pelo Cruzeiro foi em 1930, quando o clube ainda se chamava Palestra Itália. Na ocasião, o time palestrino levantou por três vezes consecutivas o Campeonato da Cidade. Foi a consagração do futebol "homogêneo", de um time sem jogadores excepcionais, mas disciplinados taticamente sob a batuta do treinador Matturio Fabbi, o "capuccino rosso".

Foi um tri marcado por recordes históricos, que permanecem até os dias atuais. Aquele time cruzeirense é o único do futebol mineiro a conquistar o Campeonato duas vezes consecutivas vencendo todas as partidas que disputou. A façanha foi nos anos de 1929 e 1930.

No ano de 1928 o time cruzeirense marcou 91 gols em 14 jogos. Esta é a maior marca de um ataque em toda a história dos campeonatos mineiros. Uma média incrível de 6,5 gols por jogo!

Foi uma campanha repleta de goleadas sobre os adversários com destaque para os 14 a 0 sobre o Alves Nogueira, de Sabará, no estádio do Barro Preto, em 17 de junho de 1928. É a maior goleada da história dos campeonatos mineiros.

O time base da conquista que jogava no único esquema tático existente no futebol naquele período, o 2-3-5, teve a defesa formada pelo goleiro Geraldo, mais os zagueiros Nereu e Rizzo; a linha média com Bento, Pires e Nininho; e a linha de ataque composta por Piorra, Carazo, Ninão, Bengala e Armandinho. Matturio Fabbi foi o treinador em toda a campanha do tri e o zagueiro Rizzo, o capitão.

A CAMPANHA DE 1928

Turno
06/05 - 3 x 1 Villa Nova
03/06 - 11 x 0 Sport Calafate
17/06 - 14 x 0 Alves Nogueira
08/07 - 9 x 1 Sete
05/08 - 6 x 4 América
12/08 - 11 x 1 Guarany
02/09 - 0 x 2 Atlético
09/09 - Wo x 0 Palmeiras
Returno
11/11 - 8 x 1 Alves Nogueira
25/11 - 2 x 2 Sete
02/12 - 6 x 1 Sport Calafate
09/12 - 2 x 1 América
16/12 - 2 x 2 Atlético
23/12 - 11 x 1 Palmeiras
30/12 - Wo x 0 Guarany
06/01/1929 - 6 x 1 Villa Nova (jogo do título)

Classificação final: 1-Cruzeiro (28), 2-Atlético (27), 3-America (24), 4-Villa Nova (20), 5-Sete (17), 6-Sport Calafate (13), 7-Alves Nogueira (9), 8-Guarany (4) e 9-Palmeiras (2)
Quem jogou:
Geraldo (5) e Albino (8); Nereu (14) e Rizzo (13) e Para-Raio (1); Morganti (14), Osti (12) e Nininho (15); Piorra (14), Gutierrez (1), Ninão (15), Zezinho (14), Malleta (1), Bengala (15), Morgantinho (7) e Armandinho (8)
Quem marcou gols:
Ninão (43), Bengala (31), Zezinho (11), Armandinho (3), Nereu e Piorra (1)

1) o Villa Nova e o Alves Nogueira cumpriam uma punição por terem abandonado o returno de 1927 e disputaram todas as partidas do Campeonato de 1928 na capital. O estádio do Barro Preto foi o único oficial para a disputa de jogos do Campeonato em todo o turno da competição. Recém construído, o estádio da Alameda, do America, sediou algumas partidas do returno. Assim, o Cruzeiro disputou apenas uma partida fora do estádio do Barro Preto, contra o América, em 9 de dezembro.
2) o Syrio abandonou o Campeonato após o fim do turno e, portanto, seus jogos foram anulados e transformados em amistoso. O Cruzeiro havia vencido o Syrio na rodada inaugural por 8 a 2.
3) Por insuficiência de atletas, o Palmeiras e Guarany comunicaram a Liga Mineira a entrega dos pontos das partidas contra o Cruzeiro.
4) a exceção do Villa Nova e do Alves Nogueira, todas as equipes eram de Belo Horizonte.

A CAMPANHA DE 1929

Turno
05/05 - 12 x 0 Alves Nogueira
26/05 - 7 x 2 Guarany
09/06 - 3 x 1 Atlético
23/06 - 3 x 0 Sport Calafate
30/06 - 5 x 3 Sete
07/07 - 3 x 0 América
Returno
28/07 - 8 x 0 Palmeiras
11/08 - 11 x 0 Alves Nogueira
18/08 - 10 x 2 Santa Cruz
25/08 - 8 x 1 Guarany
22/09 - Wo x 0 Sport Calafate
08/11 - 3 x 1 América
17/11 - 5 x 2 Atlético (jogo do título)
24/11 - 5 x 0 Sete

Classificação final: 1-Cruzeiro (28), 2-Atletico (22) e America (22), 4-Sete (15), 5-Alves Nogueira, Guarany e Santa Cruz (6), 8-Sport Calafate e Palmeiras (5)
Quem jogou:
Geraldo (9) e Armando (4); Nereu (12), Para-raio (1), Bilu (1) e Rizzo (12); Bento (13), Pires (13), Cicarelinho (1), Caramatti (3) e Nininho (10); Piorra (13), Carazo (7), Dunga (1), Niginho (1), Ninão (13), Bengala (11), Vignoli (1) e Armandinho (9)
Quem marcou gols:
Ninão (33), Bengala (17), Zezinho (12), Carazo (8), Armandinho (5), Piorra (4), Dunga (2), Nereu (1)

1) todas as partidas foram disputadas no estádio do Barro Preto, à exceção do clássico contra o Atlético, disputado no estádio de Lourdes, e contra o América, na Alameda. Ambos foram pelo turno.
2) apenas o Cruzeiro concordou em enfrentar o Villa Nova, em Nova Lima. Com a recusa dos demais times, o Villa desistiu de disputar o Campeonato.
3) Santa Cruz, campeão da Serie B, e Palmeiras, ultimo colocado da série A, ambos de 1928, disputaram uma partida eliminatória por uma vaga no Campeonato de 1929. Devido aos recursos no tribunal, a Liga classificou ambos para o Campeonato, mas a partir da disputa do returno.
4) Por insuficiência de atletas, o Sport Calafate comunicou a Liga Mineira a entrega dos pontos da partida contra o Cruzeiro.
5) a exceção do Alves Nogueira, todas as equipes eram de Belo Horizonte.

A CAMPANHA DE 1930

Turno
20/04 - 11 x 0 Palmeiras
27/04 - 6 x 0 Sport Calafate
04/05 - 3 x 2 Villa Nova
31/05 - 2 x 1 Atlético
08/06 - 3 x 0 Guarany
15/06 - 4 x 1 América
29/06 - 3 x 1 Sete
Returno
13/07 - 12 x 0 Palmeiras ( neste jogo Malleta fez 6 gols)
20/07 - 3 x 1 Sport Calafate
27/07 - 5 x 1 Villa Nova
03/08 - 8 x 0 Guarany
10/08 - 8 x 0 Sete (jogo do título)
31/08 - 2 x 0 América

Classificação final: 1-Cruzeiro (28), 2-America (20), 3-Atletico e Villa Nova (16), 5-Sete (11), 6-Sport Calafate (10), 7-Guarany (7) e 8-Palmeiras (4)
Quem jogou:
Geraldo (8) e Catalano (5); Nereu (13) e Rizzo (13); Bento (12), Pires (13), Ceroula (1), Cicarelinho (1) e Nininho (12); Piorra (13), Pantuzzo (1), Carazo (12), Calixto (1), Niginho (4), Malleta (2), Ninão (7), Bengala (12), Jaime (1), Mariano (1) e Armandinho (11)
Quem marcou gols:
Ninão (18), Bengala (16), Carazo (13), Malleta (7), Nininho (4), Pires, Niginho e Piorra (3), Armandinho (2), Calixto (1)

1) todas as partidas foram disputadas no estádio do Barro Preto, à exceção do jogo contra o Villa Nova, disputado no estádio do Bonfim, e contra o Atlético, em Lourdes, ambos pelo turno. E no returno, contra o America, na Alameda
2) o Atlético abandonou a disputa do Campeonato a algumas rodadas do fim do returno e por isso não houve o confronto contra o Cruzeiro, que ganhou os pontos.
3) a exceção do Villa Nova, todas as equipes eram de Belo Horizonte.

 

 

Time formado na época em 1930: Geraldo, Nereu, Rizzo, Bento, Pires, Nininho, Piorra, Carazo, Ninão, Bengala, Armandinho.
Reservas utilizados: Catalano, Calixto, Ceroula, Cicarellinho, Jaime, Malleta, Mariano, Niginho, Pantuzzo Técnico: Matturio Fabbi.

 

 

 

 

 

 

 Selecionado Academico 

 

Abaixo Malleta com a camisa do Selecionado Academico, ou Seleção Academica em treino em 1932 no Rio de Janeiro.

maletaluizinhopaulinhomaletavicentinoecassioselecaoacademica1932I

 

 

 

Abaixo Malleta com a camisa do Selecionado Academico, ou Seleção Academica em treino em 1932 no Rio de Janeiro.

Este era a linha de ataque do Selecionado Academico, onde vemos da esquerda para a direita:

Luizinho (São Paulo), Paulinho (Botafogo), Malleta (Palestra Itália-MG), Vicentino (Flamengo) e Cássio (Flamengo).

maletaluizinhopaulinhomaletavicentinoecassioselecaoacademica1932H

 

 

 

Antes da Excursão para o Uruguai e Argentina que foi em fevereiro de 1933, foram realizar jogos com São Paulo, Corínthians, e durante a viagem para Uruguai e Argentina, jogaram contra o Santos.

 

Jogadores do Selecionado Academico no Palace Hotel em janeiro de 1933 antes dos jogos com São Paulo e Corínthians

Em pé da esquerda para a direita:

Ivan Mariz (Fluminense), Duval Ernani de Paula (Diretor do Futebol), Ary Tenório Albuquerque (Jornal dos Sports), Vicentino (Flamengo), Malleta (Palestra Itália-MG), Luizinho (São Paulo)

Sentados da esquerda para a direita:

Paulinho (Paulo Goulart de Oliveira do Botafogo), Affonso (Botafogo), Ariel (Botafogo), Cássio (Flamengo) e Fernandinho (Flamengo)

 duvalernanidepaula102

 Foto= www.historiadordofutebol.com.br

Nestes 2 últimos jogos houve história especial, pois contra o São Paulo de Friedenreich que eram os vice-campeões de São Paulo acabaram perdendo por 2 X 0, e Friedenreich saiu com uma fratura no Nariz após uma trombada com o zagueiro Nariz (Atlético Mineiro), que estava jogando pelos Acadêmicos.

 

Abaixo fotos de jornais do jogo da Seleção Academica com o São Paulo de Friedenreich

 academicosxsaopaulo05011933c

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Abaixo o São Paulo, onde identificamos Friedenreich, em pé, sendo o segundo da direita para a esquerda

academicosxsaopaulo05011933d

 

 

Abaixo o Selecionado Academico, onde identificamos Fernandinho, em pé, sendo o primeiro da direita para a esquerda, ele não jogou esta partida, quem atuou no gol foi Victor goleiro do Botafogo.

Conseguimos identificar na foto da esquerda para a direita: J.N.I, Duval Ernani de Paula, Ary Tenório Albuquerque, J.N.I., Victor, Luizinho, Affonso, Ariel, Nariz e Fernandinho,

e agachados: Eloy, J.N.I, Vicentino, Cássio, J.N.I., J.N.I.

 fernandinhoacademicosxsaopaulo05011933b

 Abaixo o Selecionado Academico, em foto de outro jornal, onde identificamos Fernandinho, em pé, sendo o primeiro da direita para a esquerda, ele não jogou esta partida, quem atuou no gol foi Victor goleiro do Botafogo.

Conseguimos identificar na foto da esquerda para a direita: J.N.I, Duval Ernani de Paula, Ary Tenório Albuquerque, J.N.I., Victor, Luizinho, Affonso, Ariel, Nariz e Fernandinho,

e agachados: Eloy, J.N.I, Vicentino, Cássio, J.N.I., J.N.I.

fernandinhonaselecaoacademicaxsaopaulo1

E no jogo contra o Corínthians que era o Campeão Paulista, havia saído nos jornais que os Acadêmicos eram fracos, e então Duval Ernani de Paula teve papel importante, pois encontrou na banca de jornais a amiga e atriz Lia Torá, que era esposa do Diretor de futebol do Fluminense, e convidou-os para ir ao Hotel em que os Acadêmicos estavam e para assistir ao último jogo.

Duval Ernani de Paula disse a Nariz que trazia Lia Torá para ver ele jogar, pois diria que ele era um dos melhores zagueiros do Brasil.

Resultado Acadêmicos 4 X 1 Corínthians, em uma atuação soberba de Nariz e Vicentino do Flamengo fazendo os 4 gols dos Acadêmicos. No outro dia nos jornais diziam Nariz venceu o Corinthians.

Lia Torá e o marido convidaram os Acadêmicos para jantar no hotel em que a atriz se encontrava hospedada.


A viagem para a Argentina e Uruguai aconteceu em 1933, foram de navio levando muitos jogadores do Rio, São Paulo e Minas, e Lia Tora foi ser a madrinha do futebol e seu esposo foi o padrinho do futebol.

Foto= www.historiadordofutebol.com.br


Venceram algumas partidas e perderam outras, mas a experiência foi sensacional de jogar no exterior contra times profissionais, pois lá já estava em pleno funcionamento o regime profissional.

 

Abaixo a Seleção Universitária ou Seleccionado Academico que perdeu para o Santos por 2x1, como segue as 2 fotos na matéria do Jornal

Foto= www.historiadordofutebol.com.br

 


 

 

 

 Foto= www.historiadordofutebol.com.br

 

 

Aqui o time do Santos em 1933

 Foto= www.historiadordofutebol.com.br

 

 

Abaixo outra foto de Fernandinho com Malleta da Seleção Universitária ou Seleccionado Academico

 Foto= www.historiadordofutebol.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Abaixo outra foto da Seleção Universitária ou Seleccionado Academico

 Foto= www.historiadordofutebol.com.br

 

Abaixo a Seleção Acadêmica Brasileira no jogo contra o San Lorenzo de Almagro da Argentina, e a escalação é a seguinte, em pé da esquerda para a direita: J.N.I., Luizinho, Almir, Nariz, J.N.I., J.N.I., J.N.I.(atrás), Cássio, J.N.I. (atrás), J.N.I., Fernandinho, J.N.I., J.N.I. e Sr. Tenório Albuquerque (Jornal dos Sports);

Sentados e agachados: Malleta, J.N.I., J.N.I., mascotinho, Vicentino, Victor e Elóy.

Foto= www.historiadordofutebol.com.br

 

 

 

 

Depois de se formar em Medicina, Malleta foi médico do Cruzeiro.

 

Malleta faleceu no ano de 1998 em Belo Horizonte.

 

 

 

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez

 banner5

Fonte de Pesquisa:

cruzeiropedia.org,

acervo www.historiadordofutebol.com.br

 

 

 

 

 

Abaixo Malleta com a camisa do Selecionado Academico, ou Seleção Academica em treino em 1932 no Rio de Janeiro.

maletaluizinhopaulinhomaletavicentinoecassioselecaoacademica1932I

 

 

 

 

 

"Geraldo Malleta, você faz parte da história do futebol, e eu Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".

 

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa

HILÁRIO, ex-goleiro do Botafogo do Rio de Janeiro.

 

Hilário da Silva Rua, nasceu no ano de 1919 na cidade do Rio de Janeiro.

 

 

 

 

Foto= arquivo pessoal de Marcelo Dieguez.

Começou a jogar no juvenil do Botafogo na posição de goleiro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jogou depois no Primeiro Quadro do time do Botafogo e chegou a ser Tri-Campeão Carioca do Primeiro Quadro na categoria de amadores nos anos de 1942/43/44, pois tinham jogadores que eram resistentes ao Profissionalismo, e então os Clubes possuíam outra equipe para disputar o Primeiro Quadro.

Abaixo o Botafogo de 1939, onde vemos Hilário em pé, sendo o quarto da direita para a esquerda, ao lado de Perácio. Nesta foto ele não aparece com a camisa de goleiro, deve ter jogado na linha também.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto= acervo do Historiador Freixo, do Freixo Botafoguense

 

Os Campeonatos eram organizados pela LFRJ = Liga de Futebol do Rio de Janeiro (1937 a 1940), e depois de 1941 foi organizado pela FMF = Federação Metropolitana de Futebol (a partir de 1941)

Jogava na mesma época de Heleno de Freitas e Tovar.

Hilário era filho de espanhóis, sendo que sua mãe era tia de Martin Dieguez, avô de Marcelo Dieguez, pois a mãe do Martin Dieguez chamava-se Rosa Rua.

Foto= arquivo pessoal de Marcelo Dieguez.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Hilário era de uma família de 8 irmãos, sendo que suas irmãs Rosa e Elza conversaram por telefone com o primo Marcelo Dieguez onde contaram um pouco de sua história.

Além de Rosa e Elza, também lembramos do irmão Alfredo que também gostava de jogar futebol e em uma ocasião quebrou o braço e naquele tempo não se engessava o braço somente "encanava", e Alfredo acabou ficando com o braço um pouco torto, pois o avô de Marcelo Dieguez contava que Alfredo foi ao médico que disse "Não ficou bom vamos quebrar novamente", e deu um murro no braço dele para quebrar de novo para encanar novamente e nunca voltou ao normal.

Também tinha a irmã Bernardina e a Carmen.

Hilário faleceu vítima de uma úlcera que ele tinha operado com o médico do Botafogo, o ex-jogador Carvalho Leite, e estava quase bom quando houve uma infecção e ele não resistiu falecendo com apenas 33 anos no ano de 1952.

Hilário jogou no Botafogo de 1939 até 1949.

Ele deixou muitas saudades para a família: irmãos, sobrinhos e a esposa Laura, e os filhos Carlos Alberto e Heloísa.

Marcelo Dieguez conseguiu somente uma foto de Hilário através da prima Solange do Rio de Janeiro.

E o primo Ângelo filho da Rosa Rua (irmã de Hilário), também colaborou muito com a pesquisa de Marcelo Dieguez, que ainda está tentando através dos registros do Botafogo para que possamos resgatar fotos e dados da carreira do primo de Marcelo Dieguez, o Hilário.

Através de pesquisa no dia 28/04/2010 Marcelo Dieguez encontrou registros de Hilário no Botafogo em que foi Campeão de 1942/43/44, no blog: datafogo.blogspot.com, e os registros seguem abaixo:

Botafogo: Campeonatos Cariocas de Futebol de Primeiros Quadros Amadores 
CAMPEONATO CARIOCA DE AMADORES (*) – 1942
Campanha do campeão, o Botafogo


Turno
08 / 04 – Botafogo 6 x 2 River (Rua João Pinheiro).
Gols do Botafogo: Augustinho (3), Hélio Campos, Eurico Viveiros e Renê.
12 / 04 – Botafogo 5 x 3 Confiança (Rua General Silva Teles).
Gols do Botafogo: Augustinho (3), Renê e Zé Américo.
18 / 04 – Botafogo 11 x 0 América (Rua General Severiano).
Gols: Eurico Viveiros (4), Zé Américo (3), Hélio Campos, Augustinho, Tovar e Renê.
29 / 04 – Botafogo 6 x 0 Mavilis (Rua General Severiano).
Gols: Tovar (3), Armando, Eurico Viveiros e Renê.
02 / 05 – Botafogo 4 x 0 Canto do Rio (Caio Martins).
Gols: Zé Américo (2), Eurico Viveiros e Tovar.
09 / 05 – Botafogo 4 x 2 Vasco da Gama (Rua General Severiano).
Gols do Botafogo: Augustinho, Armando, Tovar e Cid.
16 / 05 – Botafogo 12 x 5 Bangu (Rua Ferrer).
Gols do Botafogo: Tovar (3), Zé Américo (3), Otto (3), Renê (2) e Armando.
23 / 05 – Botafogo 8 x 1 Bonsucesso (Rua General Severiano).
Gols do Botafogo: Augustinho (4), Tovar (2), Zé Américo e Otto.
30 / 05 – Botafogo 7 x 1 Madureira (Rua Conselheiro Galvão).
Gols do Botafogo: Augustinho (5) e Tovar (2).
06 / 06 – Botafogo 11 x 2 Carioca (Rua General Severiano).
Gols do Botafogo: Renê (4), Augustinho (4), Tovar, Zé Américo e Otto.
14 / 06 – Botafogo 9 x 1 Andarahy (Rua General Severiano).
Gols do Botafogo: Augustinho (5), Zé Américo (2), Renê e Otto.
20 / 06 – Botafogo 3 x 0 Fluminense (Rua General Severiano).
Gols: Zé Américo (2) e Tovar.
27 / 06 – Botafogo 2 x 1 Flamengo (Rua General Severiano).
Gols do Botafogo: Augustinho e Tovar.
12 / 07 – Botafogo 4 x 0 Ideal (Parada de Lucas).
Gols: Renê (2), Otto e Augustinho.
26 / 07 – Botafogo 13 x 1 Ruy Barbosa (Rua General Severiano).
Gols do Botafogo: Augustinho (4), Zé Américo (3), Otto (2), Renê (2) e Tovar (2).
05 / 08 – Botafogo 3 x 4 São Cristóvão (Rua São Januário).
Gols do Botafogo: Renê (2) e Otto.
09 / 08 – Botafogo 3 x 3 Olaria (Rua Cândido Silva).
Gols do Botafogo: Augustinho, Tovar e Otto.
Obs.: O Botafogo ganhou os pontos, pois o Olaria atuou com Peres que estava irregular na Federação Metropolitana de Futebol. O jogador tinha contrato com o Barreto F.C., de Niterói.

Returno
15 / 08 – Botafogo 3 x 1 Mavilis (Rua General Severiano).
Gols do Botafogo: Renê, Otto e Augustinho.
23 / 08 – Botafogo 15 x 2 River (Rua General Severiano).
Gols do Botafogo: Augustinho (8), Tovar (3), Renê (2), Otto e Hélio Campos.
29 / 08 – Botafogo 3 x 1 Confiança (Rua General Severiano).
Gols do Botafogo: Renê (2) e Álvaro Costa.
05 / 09 – Botafogo 6 x 2 América (Rua Campos Salles).
Gols do Botafogo: Renê (3), Augustinho (2) e Otto.
12 / 09 – Botafogo 7 x 0 Canto do Rio (Rua General Severiano).
Gols: Armando (3), Tovar (2), Emmanuel Viveiros “Maninho” e Renê.
19 / 09 – Botafogo 0 x 0 Vasco da Gama (Rua São Januário).
26 / 09 – Botafogo 9 x 1 Bangu (Rua General Severiano).
Gols do Botafogo: Augustinho (5), Emmanuel Viveiros “Maninho” (2), Tovar e Renê.
04 / 10 – Botafogo 9 x 1 Bonsucesso (Rua General Severiano).
Gols do Botafogo: Augustinho (4), Tovar (2), Renê (2) e Zé Américo.
10 / 10 – Botafogo 8 x 1 Madureira (Rua General Severiano).
Gols do Botafogo: Augustinho (3), Renê (3) e Zé Américo (2).
18 / 10 – Botafogo 7 x 0 Carioca (Estrada Dona Castorina).
Gols: Renê (3), Augustinho (2), Tovar e Zé Américo.
25 / 10 – Botafogo 17 x 1 Andarahy (Rua General Severiano).
Gols do Botafogo: Augustinho (6), Tovar (4), Renê (4), Zé Américo (2) e Otto.
01 / 11 – Botafogo 4 x 2 Fluminense (Rua Álvaro Chaves).
Gols do Botafogo: Zé Américo (2), Augustinho e Renê.
08 / 11 – Botafogo 2 x 0 Flamengo (Gávea-Lagoa).
Gols: Aldo (contra) e Eurico Viveiros.
22 / 11 – Botafogo 15 x 1 Ideal (Rua General Severiano).
Gols do Botafogo: Augustinho (7), Afonsinho (4), Renê (2), Álvaro Farias e Tovar.
06 / 12 – Botafogo 5 x 0 Ruy Barbosa (Rua General Silva Teles).
Gols: Emmanuel Viveiros “Maninho” (2), Renê, Afonsinho e Mílton (contra).
12 / 12 – Botafogo 3 x 2 São Cristóvão (Rua Figueira de Mello).
Gols do Botafogo: Augustinho (2) e Tovar.
27 / 12 – Botafogo 3 x 2 Olaria (Rua General Severiano).
Gols do Botafogo: Augustinho, Álvaro Farias e Tovar.

Jogos: 34; Vitórias: 32; Empate: 1; Derrota: 1; Gols Pró: 227; Contra: 43.

Artilheiros:
Augustinho, 75 gols.
Renê, 43.
Tovar, 35.
Zé Américo, 26.
Otto, 15.
Eurico Viveiros, 8.
Emmanuel Viveiros “Maninho”, 5.
Armando, 6.
Afonsinho, 5.
Hélio Campos, 3.
Á lvaro Farias, 2.
Cid, 1.
Á lvaro Costa, 1.
Aldo (contra), 1.
Mílton (contra), 1.
Total: 227 gols.

Os campeões:


Luiz Paulo Neves Tovar, 34 jogos.
Hélio da Costa Campos, 33.
Renê Mendonça, 33.
Ruy Ramos Silva, 32.
Augusto Willemsens (Augustinho), 28.
Francisco Cid Esteves, 26.
Henrique Fernandes Torquato (Dunga), 25.
Emérito Fernandes dos Reis (Mato Grosso), 25.
José Américo de Almeida Filho (Zé Américo), 20.
Otto Willmann, 19.
Hilário da Silva Rua, 15.
Alfredo Matos Monteiro, 13.
Armando Lopes, 13.
Ney Arruda Sodré, 8.
Emmanuel Sodré Viveiros de Castro (Maninho), 7.
Pedro Teixeira Botelho (Pedrinho), 6.
Eurico Sodré Viveiros de Castro, 5.
Pedro Cataldo, 4.
Sylvio Cordeiro Hildebrandt, 4.
Antônio Gaspar (Antoninho), 4.
Affonso Alves de Faria (Afonsinho), 4.
Jayme Pimenta Valente, 3.
Danilo Maurmann, 3.
Á lvaro de Farias, 3.
Á lvaro Costa, 2.
Victor Corrêa Gonçalves, 1.
Carlos da Silva Fafiães (Carlinhos), 1.
Waldemar Ferreira, 1.
Ivan Espírito Santo, 1.
Nílson Nóbrega, 1.
Fontes: Boletins do Botafogo, Jornal dos Sports e O Futebol no Botafogo

Classificação do campeonato (PG):
1° Botafogo (campeão), 66
2° Flamengo (vice), 55
2° Vasco da Gama, 55
4° Fluminense, 51
5° Olaria, 50
6° São Cristóvão, 45
7° Confiança, 37
8° Ideal, 35
9° América, 31
10° Mavilis, 25
11° Ruy Barbosa, 24
12° Madureira, 23
13° Bangu, 21
13° River, 21
15° Bonsucesso, 20
15° Canto do Rio, 20
17° Andarahy, 18
18° Carioca, 15

(*) Primeira Divisão de Amadores (adulto), para jogadores que não queriam a profissionalização.

CAMPEONATO CARIOCA DE AMADORES (*) – 1943
Campanha do Bicampeão, o Botafogo


Turno
13 / 06 – Botafogo 1 x 0 Olaria (Rua Cândido Silva).
Gol: Octávio.
19 / 06 – Botafogo 2 x 4 Flamengo (Gávea-Lagoa).
Gols do Botafogo: Hélio Campos e Emmanuel Viveiros “Maninho”.
26 / 06 – Botafogo 4 x 1 América (Rua General Severiano).
Gols do Botafogo: Álvaro Farias (2), Ruiz e Renê.
03 / 07 – Botafogo 3 x 1 Fluminense (Rua Álvaro Chaves).
Gols do Botafogo: Zé Américo, Álvaro Farias e Octávio.
10 / 07 – Botafogo 2 x 1 São Cristóvão (Rua Figueira de Mello).
Gols do Botafogo: Tovar e Zé Américo.
17 / 07 – Botafogo 3 x 1 Bonsucesso (Rua Teixeira de Castro).
Gols do Botafogo: Álvaro Farias, Zé Américo e Augustinho.
24 / 07 – Botafogo 2 x 1 Vasco da Gama (Rua General Severiano).
Gols do Botafogo: Zé Américo e Augustinho.
01 / 08 – Botafogo 10 x 3 Bangu (Rua Ferrer).
Gols do Botafogo: Octávio (5), Renê (2), Ruiz, Edgard e Tovar.
08 / 08 – Botafogo 4 x 0 Madureira (Rua General Severiano).
Gols: Edgard (4).

Returno
15 / 08 – Botafogo 4 x 1 Olaria (Rua General Severiano).
Gols do Botafogo: Octávio (2), Renê e Zé Américo.
22 / 08 – Botafogo 5 x 2 Flamengo (Rua General Severiano).
Gols do Botafogo: Octávio (2), Augustinho, Zé Américo e Edgard.
28 / 08 – Botafogo 2 x 2 América (Rua Campos Salles).
Gols do Botafogo: Octávio (2).
04 / 09 – Botafogo 4 x 0 Fluminense (Rua General Severiano).
Gols: Augustinho, Hélio Campos, Zé Américo e Octávio.
11 / 09 – Botafogo 4 x 2 São Cristóvão (Rua General Severiano).
Gols do Botafogo: Octávio (3) e Augustinho.
18 / 09 – Botafogo 1 x 0 Bonsucesso (Rua Teixeira de Castro).
Gol: Edgard.
25 / 09 – Botafogo 4 x 0 Vasco da Gama (Rua São Januário).
Gols: Renê (2), Augustinho e Tovar.
06 / 10 – Botafogo 3 x 0 Bangu (Rua General Severiano).
Gols: Tovar, Emmanuel Viveiros “Maninho” e Octávio.
10 / 10 – Botafogo 4 x 2 Madureira (Rua Conselheiro Galvão).
Gols do Botafogo: Ruiz (2), Edgard e Hélio Campos.

Jogos: 18; Vitórias: 16; Empate: 1; Derrota: 1; Gols Pró: 62; Contra: 21.

Artilheiros: Octávio, 18 gols; Edgard, 8; Zé Américo, 7; Augustinho, 6; Renê, 6; Tovar, 4; Ruiz, 4; Álvaro Farias, 4; Hélio Campos, 3; Maninho, 2. Total: 62 gols.

Os bicampeões:


Francisco Cid Esteves, 18 jogos.
Alfredo Mattos Monteiro, 17.
Ruy Ramos da Silva, 17.
Hélio da Costa Campos, 16.
Octávio Sérgio da Costa Moraes, 16.
Renê Mendonça, 16;
Stanislau Rosalinski Filho (Boliviano), 15.
José Américo de Almeida Filho (Zé Américo), 12.
Luiz Paulo Neves Tovar, 11.
Henrique Torquato (Dunga), 10.
Augusto Willemsens (Augustinho), 10.
Edgard Alves Moreira, 8.
Miguel Ruiz, 5.
Mílson Coelho Xisto, 4.
Á lvaro de Farias, 4.
Hilário da Silva Rua, 3.
Antônio Vianna, 3.
Emmanuel Sodré Viveiros de Castro (Maninho), 3.
Jayme Pimenta Valente, 2.
Armando Lopes, 2.
Hézio Vieira Martins, 1.
Sylvio Cordeiro Hildebrandt, 1.
João Castro Peixoto, 1.
Antônio Gaspar (Antoninho), 1.
Gastão da Matta, 1.
Á lvaro Costa, 1.
Fontes: Boletins do Botafogo, Diário de Notícias e O Futebol no Botafogo

Classificação do campeonato (PG):
1° Botafogo (bicampeão), 33
2° Olaria (vice), 28
3° Vasco da Gama, 23
4° América, 22
5° Flamengo, 17
6° Fluminense, 16
7° Bonsucesso, 12
Madureira, 12
9° Bangu, 10
10° São Cristóvão, 7

(*) Primeira Divisão de Amadores (adulto), para jogadores que não queriam a profissionalização.

TORNEIO INÍCIO DE AMADORES (*) – 1944
Campanha do campeão, o Botafogo


19 / 03 (domingo), em Laranjeiras:
Botafogo 2 x 0 Madureira
Gols: Bororó e Zé Américo.
Botafogo 1 x 0 Bonsucesso
Gol: Hélio Campos.
Botafogo 6 x 0 Fluminense
Gols: Octávio (3), Zé Américo, Bororó e Ruy.

BOTAFOGO 6 x 0 FLUMINENSE
Data: 19 / 03 / 1944
Local: Laranjeiras, Rio de Janeiro
Á rbitro: José Mariano da Silva
Gols: Octávio (3), Zé Américo, Bororó e Ruy
Botafogo: Boliviano, Alfredo e Dunga; Ruy, Hélio Campos e Cid; Zé Américo, Álvaro Farias, Octávio, Tovar e Bororó
Fluminense: Gélson, Carlos Alberto e João; Albino, Apolinário e Álvaro; Macedo, Átila, Nélson, Zurah e Murilo
Obs.: 1) Nélson, Zé Américo e Murilo foram expulsos; 2) A decisão do Torneio Início era de dois tempos de 30 minutos.
Fonte: Jornal dos Sports

(*) Primeira Divisão de Amadores (adulto), para jogadores que não queriam a profissionalização.

CAMPEONATO CARIOCA DE AMADORES (*) – 1944
Campanha do tricampeão, o Botafogo


Turno

01 / 04 – Botafogo 9 x 0 Bonsucesso (Rua General Severiano).
Gols: Bororó (3), Edgard (3), Tovar (2), Hélio Campos.
08 / 04 – Botafogo 2 x 3 Flamengo (Rua Álvaro Chaves).
Gols do Botafogo: Octávio e Tovar.
15 / 04 – Botafogo 7 x 2 Bangu (Rua General Severiano).
Gols do Botafogo: Zé Américo (4), Octávio (2) e Hélio Campos.
29 / 04 – Botafogo 6 x 1 Fluminense (Rua Álvaro Chaves).
Gols do Botafogo: Zé Américo (3), Tovar (2) e Bororó.
27 / 05 – Botafogo 6 x 2 Madureira (Rua General Severiano).
Gols do Botafogo: Tovar (2), Afonsinho (2), Alfredo e Bororó.
06 / 06 – Botafogo 4 x 1 Olaria (Rua Álvaro Chaves).
Gols do Botafogo: Bororó (3) e Afonsinho.
10 / 06 – Botafogo 1 x 0 Vasco da Gama (Rua General Severiano).
Gol: Gute.
17 / 06 – Botafogo 8 x 1 São Cristóvão (Rua General Severiano).
Gols do Botafogo: Bororó (3), Octávio (2), Gute (2) e Dunga.
24 / 06 – Botafogo 2 x 2 América (Rua Campos Salles).
Gols do Botafogo: Tovar e Hélio Campos.

Returno
02 / 07 – Botafogo 10 x 3 Bonsucesso (Rua Teixeira de Castro).
Gols do Botafogo: Bororó (4), Patesko (3), Octávio (2) e Afonsinho.
08 / 07 – Botafogo 4 x 0 Flamengo (Rua General Severiano).
Gols: Octávio, Afonsinho, Tovar e Patesko.
17 / 07 – Botafogo 9 x 1 Bangu (Rua Ferrer).
Gols do Botafogo: Renê (6), Octávio (2) e Tovar.
22 / 07 – Botafogo 8 x 0 Fluminense (Rua General Severiano).
Gols: Octávio (3), Gute (2), Tovar (2) e Renê.
29 / 07 – Botafogo 3 x 3 Madureira (Rua Conselheiro Galvão).
Gols do Botafogo: Afonsinho, Tovar e Octávio.
05 / 08 – Botafogo 8 x 1 Olaria (Rua General Severiano).
Gols do Botafogo: Octávio (4), Renê (2), Tovar e Gute.
12 e 16 / 08 – Botafogo 3 x 1 Vasco da Gama (Ruas São Januário e Álvaro Chaves).
Gols do Botafogo: Gute (2) e Afonsinho.
Obs.: Jogo disputado em duas partes, em virtude de interrupção.
19 / 08 – Botafogo 13 x 0 São Cristóvão (Rua General Severiano).
Gols: Gute (4), Renê (3), Octávio (2), Zé Américo (2), Tovar e Alfredo.
26 / 08 – Botafogo 6 x 0 América (Rua General Severiano).
Gols: Zé Américo (3), Octávio (2) e Renê.

Jogos: 18; Vitórias: 15; Empates: 2; Derrota: 1; Gols Pró: 109; Contra: 21.

Artilheiros: Octávio, 22 gols; Bororó, 15; Tovar, 15; Renê, 13; Zé Américo, 12; Gute, 12; Afonsinho, 7; Patesko, 4; Edgard, 3; Hélio Campos, 3; Alfredo, 2; Dunga, 1. Total: 109 gols.

Os tricampeões:
Alfredo Mattos Monteiro, 18 jogos.
Francisco Cid Esteves, 18.
Stanislau Rosalinski Filho (Boliviano), 17.
Henrique Fernandes Torquato (Dunga), 17.
Luiz Paulo Neves Tovar, 17.
Octávio Sérgio da Costa Moraes, 16.
Ruy Ramos da Silva, 14.
Hélio da Costa Campos, 14.
Affonso Alves de Faria (Afonsinho), 11.
João Guttemberg da Cruz (Gute), 11.
Josias Silvino de Lima (Bororó), 7.
Renê Mendonça, 7.
Edgard Alves Moreira, 6.
José Américo de Almeida Filho (Zé Américo), 4.
Rodolpho Barteczko (Patesko), 4.
Antônio Gaspar (Antoninho), 3.
Rodrigo Alberto Neves Tovar, 3.
Á lvaro de Farias, 3.
Mário Júlio de Moraes, 1.
Mílson Coelho Xisto, 1.
Sylvio Cordeiro Hildebrandt, 1.
Roberto Carvalho, 1.
Natalino Conceição, 1.
Carlos Fonseca Vasconcelos (Carlinhos), 1.
Mauro Dias Martins, 1.
Ruy Nunes Aguiar, 1.
Fontes: Boletins do Botafogo e O Futebol no Botafogo

Classificação do campeonato (PG):
1° Botafogo (tricampeão), 32
2° Vasco da Gama (vice), 29
3° Flamengo, 26
4° Madureira, 23
5° América, 21
6° Olaria, 19
7° Fluminense, 12
8° São Cristóvão, 11
9° Bonsucesso, 4
10° Bangu, 3

RETROSPECTO DO BOTAFOGO NOS CAMPEONATOS CARIOCAS DE
1° QUADRO DE AMADORES (ADULTO) DA 1ª DIVISÃO DA LFRJ E FMF:

1937: J - 11; V - 4; E - 3; D - 4; GP - 26; GC - 19.
1938: J - 16; V - 6; E - 3; D - 7; GP - 30; GC - 37.
1939: J - 16; V - 7; E - 3; D - 6; GP - 30; GC - 34.
1940: J - 24; V - 13; E - 4; D - 7; GP - 72; GC - 48.
1941: J - 18; V - 12; E - 3; D - 3; GP - 61; GC - 34.
1942: J - 34; V - 32; E - 1; D - 1; GP - 227; GC - 43.
1943: J - 18; V - 16; E - 1; D - 1; CP - 62; GC - 21.
1944: J - 18; V - 15; E - 2; D - 1; GP - 109; GC - 21.

TOTAL: J - 155; V - 105; E - 20; D - 30; GP - 617; GC - 257.

RETROSPECTO DO BOTAFOGO NOS CAMPEONATOS CARIOCAS DE
1° QUADRO DE AMADORES (ADULTO) DA 1ª DIVISÃO DA LFRJ E FMF:

1937: J - 11; V - 4; E - 3; D - 4; GP - 26; GC - 19.
1938: J - 16; V - 6; E - 3; D - 7; GP - 30; GC - 37.
1939: J - 16; V - 7; E - 3; D - 6; GP - 30; GC - 34.
1940: J - 24; V - 13; E - 4; D - 7; GP - 72; GC - 48.
1941: J - 18; V - 12; E - 3; D - 3; GP - 61; GC - 34.
1942: J - 34; V - 32; E - 1; D - 1; GP - 227; GC - 43.
1943: J - 18; V - 16; E - 1; D - 1; CP - 62; GC - 21.
1944: J - 18; V - 15; E - 2; D - 1; GP - 109; GC - 21.

TOTAL: J - 155; V - 105; E - 20; D - 30; GP - 617; GC - 257.

LFRJ = Liga de Futebol do Rio de Janeiro (1937 a 1940)
FMF = Federação Metropolitana de Futebol (a partir de 1941)

CAMPEÕES CARIOCAS DE AMADORES (RESISTÊNCIA AO PROFISSIONALISMO):
1937 – Vasco da Gama
1938 – Fluminense
1939 – Madureira
1940 – América
1941 – Vasco da Gama
1942 – Botafogo
1943 – Botafogo
1944 – Botafogo

 

 

 

 

Abaixo o Botafogo de 1939, onde vemos Hilário em pé, sendo o quarto da direita para a esquerda, ao lado de Perácio. Nesta foto ele não aparece com a camisa de goleiro, deve ter jogado na linha também.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto= acervo do Historiador Freixo, do Freixo Botafoguense

 

 

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez

 banner5

Fonte de Pesquisa:

acervo www.historiadordofutebol.com.br

Boletins do Botafogo,

Diário de Notícias,

Jornal dos Sports,

O Futebol no Botafogo,

datafogo.blogspot.com,

acervo do Historiador Freixo, do Freixo Botafoguense

 

Aqui a única foto de Hilário, goleiro do Botafogo e que foi Campeão, sendo que sua irmã tinha foto dele com todo o time Campeão, mas a sua casa onde morava no sítio pegou fogo e queimou todas as suas fotos e pertences, sendo que Marcelo Dieguez enviou para ela a foto do irmão e Dona Rosa ficou muito contente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto enviada pela prima Solange Carvalho, e que faz parte agora do arquivo pessoal de Marcelo Dieguez.

Obrigado Solange!!!

 

 

"Hilário Rua, você faz parte da história do futebol, e eu seu amigo e primo Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".

Hilário um abraço de seu primo que apesar de não ter te conhecido, eu sempre estive atrás de sua história porque meu pai Martin Duarte Dieguez me contava que meu avô, Martin Dieguez dizia que você jogava no Botafogo.

E que Deus esteja contigo!!!

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa

GILSON, ex-centroavante do Grêmio-RS, Caxias-RS, Goiás-GO, Novo Hamburgo-RS, Bahia-BA, Brasil de Pelotas-RS, Tigres de Monterrey-México, Paraná Clube-PR, 15 de Campo Bom-RS, Esperance de Tunis-Tunísia, Joinville-SC, Figueirense-SC, São José-RS e ULBRA-RS.

 

 

 

 

 

 

 

 

Gilson Andre da Costa Maciel, o Gilson nasceu no dia 29 de outubro de 1968 na cidade de Porto Alegre no Estado do Rio Grande do Sul.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Começou a carreira de centroavante no Internacional de Porto Alegre.

Depois foi para o Rival Grêmio.

No Grêmio estreiou no ano de 1987 em um clássico GRENAL pelo Campeonato Gaúcho.

Esteve na Seleção Brasileira Sub20 como vemos na foto abaixo em amistosos no Exterior, e Gilson aparece agachado sendo o quarto da esquerda para a direita.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pelo Grêmio conquistou os Títulos: Copa do Brasil de 1989, Gaucho de 1993, e depois novamente Copa do Brasil em 1994.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Depois foi jogar no Caxias-RS.

Depois foi jogar no Goiás.

Depois jogou no Novo Hamburgo-RS.

Depois foi jogar no Bahia.

Depois voltou ao Rio Grande do Sul para jogar no Brasil de Pelotas.

Depois foi jogar no Tigres de Monterrey no México.

Voltou ao Brasil para jogar no Paraná Clube.

Depois voltou ao Rio Grande do Sul para jogar no 15 de Campo Bom.

Depois voltou a jogar no exteriror, desta vez no Esperance de Tunis da Tunisia.

Voltou ao Brasil para jogar no Joinville-SC.

Depois jogou no Figueirense-SC.

Depois foi jogar no São José de Porto Alegre-RS.

E encerrou a carreira jogando no Ulbra-RS.

Depois de encerrar a carreira tornou-se Treinador.

Abaixo com o Joinville quando conquistaram o Título da Recopa Brasil Sul em 2009. Gilson era da Comissão Técnica ao lado de Ramirez.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Abaixo com o Joinville quando conquistaram o Título da Copa de Santa Catarina em 2009. Gilson era da Comissão Técnica ao lado de Ramirez.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Abaixo com o Joinville Gilson era da Comissão Técnica ao lado de Ramirez.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E em 2012 é Treinador do Ferroviário no Ceará.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vejam abaixo a Entrevista Exclusiva de Gilson para o site www.historiadordofutebol.com.br em setembro de 2012:

 

 

 

 

GILSON

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1-Nome completo=Gilson Andre da Costa Maciel

2-Data e local de nascimento= 29.10.68 em Porto Alegre

3-Posição= Centroavante?Atualmente Tecnico da equipe do Ferroviario Ceará.

4-Onde e quando começou sua carreira= Por incrível que pareça, comecei no Internacional de Porto Alegre

5-E como foi sua estréia=Foi em 1987,num grenal pelo campeonato gaucho.

6-Adversários que gostava de jogar=
 Os melhores jogos eram contra o Inter, pelo Gremio...e contra o Pelotas, pelo Brasil

7-Títulos=
Campeão Gaucho 93(Gremio)Copa do Brasil 89/94(Gremio)Campeão Catarinense 99(Figueirense)Campeão Tunisiano(Esperance de Tunis)

8-Medalhas e troféus
=Goleador da Copa Brasil 1993.

9-Jogos inesquecíveis=
Campeonato mexicano ,em 1994.Jogando pelo Tigres de Monterrey contra o Atlante.

10-Jogo que poderia ser esquecido= 
A final da copa do brasil de 93 Gremio X cruzeiro

11-Ídolos=Meu Pai.

12-Você fez muitos amigos no futebol= poucos, mas verdadeiros

13-Tem contato com estes amigos
= sim...alguns viraram família, como a Familia Lancetta...Familia Rodrigues...

14-Técnicos que trabalharam contigo= Felipão, Lazzaroni, Antonio Lopes,Galego,Helio Vieira,Armando Desessards,Cacau,Jorge Vieira,Abel Ribeiro,Evaristo de Macedo

15-Alguma história engraçada=Não

16-Gols=156

17-Gol mais importante=
Nesse jogo do campeonato mexicano, Tigres 2 x1 Atlante.

18-Gol mais bonito=
Um dos gols, na vitoria Tigres 2 x 1 Atlante.

19-Sequência de times que jogou=Gremio, Caxias,Goias,Novo Hamburgo,Bahia,Brasil de Pelotas,Tigres de Monterrey(Mexico),Parana clube,15 DE Campo Bom,Esperance de Tinis(Tunisia),Joinville,Figueirense,São José(Poa) e Ulbra(RS).

20-Frase=
”Gilson, você faz parte da história do futebol, e eu seu amigo Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida”.

21-Mensagem=
Viva o presente pois o passado não volta e o futuro talvez não chegue!!!

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez

 banner5

Fonte de Pesquisa:

acervo www.historiadordofutebol.com.br

Entrevista Exclusiva de Gilson para O www.historiadordofutebol.com.br;

acervo do jogador Gilson

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"Gilson, você faz parte da história do futebol, e eu seu amigo Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa

GEOVANI, ex-meio-campo do Vasco da Gama-RJ, Desportiva-ES, Bologna-Itália, Karlsruher SC-Alemanha, Tigres-México, ABC-RN, Rio Branco-ES, Serra-ES, Tupy-ES, Vilavelhense-ES e Seleção Brasileira.

 

 

 

 

 

 

Geovani Silva, o Geovani nasceu no dia 6 de abril de 1964 na cidade de Vitória no Estado do Espírito Santo.

 

 

 

 

 

 

 

Iniciou sua carreira aos 16 anos pela Desportiva-ES, jogando de 1978 até 1981.

Em 1982 foi transferido para o Vasco da Gama, onde ficou famoso, jogando ao lado de craques como Romário e Roberto Dinamite.

Abaixo com o amigo Guto em 1983 no Vasco, Geovani era uma categoria acima de Guto que estava no Juvenil.

Ficou no Vasco de 1983 até 1989.

No início dos anos 80, o Brasil conheceu um menino que fez os saudosistas de então vibrarem com a possibilidade de verem nos campos brasileiros uma nova versão de Didi ou Gérson desfilando sua arte e comandando o meio-campo da seleção nos anos vindouros.

Se o nosso futebol tinha meias-armadores de qualidade e mais experientes como Pita, Zenon, Delei e Adílio, nenhum deles apresentava tamanha visão de jogo e precisão nos lançamentos quanto Geovani Faria da Silva, que ainda não havia completado 20 anos.

O início meteórico no Vasco


Em meados de 1982, diante da hegemonia do Flamengo de Zico, então campeão mundial, o Vasco foi a Vitória buscar no Desportiva um meia de 18 anos gordinho, meio “marrento”, mas muito talentoso, que era a grande revelação local e alvo de comparações com Diego Maradona.

Geovani estreou pelos profissionais do clube de São Januário em agosto, entrando no segundo tempo da derrota para o Bangu por 2 a 1, no primeiro turno.

Na final da Taça GB - para variar, entre o Vasco de Roberto Dinamite e o Flamengo de Zico - já era titular e, audacioso, deu um lençol no camisa 10 da Gávea com um Maracanã lotado como sua platéia.

Mas na seqüência da competição estadual, Geovani acabou pagando por sua irregularidade – compreensível pela idade e rapidez com que tudo aconteceu no início da carreira – e perdeu a vaga de titular na fase decisiva do campeonato para Ernani.

Do banco de reservas, assistiu ao time de Antonio Lopes surpreender o arquirrival e, com a vitória por 1 a 0, sagrar-se campeão carioca depois de quatro anos amargando vice-campeonatos.

No Mundial de Juniores, a confirmação de seu talento


No ano seguinte, a redenção veio com a conquista do Mundial de Juniores.

Geovani foi eleito o craque da competição, marcando de pênalti o gol único da vitória na decisão contra a Argentina.

Ele era o cérebro da equipe comandada por Jair Pereira.

Protegido por Dunga na marcação, era de Geovani que saíam os lançamentos precisos para o veloz ataque formado por Mauricinho, Maurinho Rã (que colocou Bebeto no banco) e Paulinho, sempre apoiados por Gilmar “Popoca”.

De volta ao Vasco, viveu um longo período de oscilações.

Geovani padecia tanto pela eterna briga com a balança quanto pela dificuldade na marcação, o que fazia com que treinadores como Edu Coimbra, Antonio Lopes e Joel Santana o colocassem no banco para jogadores medianos, mas disciplinados e em plena forma física, como Mário, Luis Carlos Martins e Gersinho.

Abaixo o Vasco de 1987

Foi Bicampeão carioca pelo Vasco em 1987/88.


1988: o melhor ano da carreira


Em 1987, as coisas começaram a melhorar, com Geovani sendo titular absoluto na conquista do Campeonato Carioca.

No ano seguinte, mais maduro e determinado a disputar as Olimpíadas e, posteriormente, sua primeira Copa do Mundo, Geovani resolveu aprimorar o combate aos adversários e emagreceu.

Seu futebol evoluiu demais e ele foi o craque da temporada no Brasil, levando o Vasco ao bicampeonato estadual e à melhor campanha do Brasileiro, que só terminaria no início de 1989 com o Bahia campeão, mas quatro pontos atrás do time de Geovani, eliminado nas quartas-de-final, mesmo com quatro partidas a mais.

Habilidoso, ótimo lançador, excelente cobrador de pênaltis e faltas, Geovani foi um dos destaques da Seleção Brasileira nas Olimpíadas de Seul, em 1988.

Na ocasião, o time dirigido por Carlos Alberto Silva conquistou a medalha de prata.

O Brasil foi derrotado pela União Soviética, de virada, por 2 a 1.

Seleção Olímpica de 1988

Em pé: André Cruz, Taffarel, Luis Carlos Winck, Batista, Aloísio e Ademir; Agachados: Milton, Edmar, Careca, Geovani e Romário

Com a seleção olímpica que disputou os Jogos de Seul, foi um dos destaques e mostrou novamente ser “carrasco” dos argentinos ao marcar o gol da vitória por 2 a 1 sobre os “hermanos” nas quartas-de-final.

Atuando mais solto, com Ademir e Andrade (ou Milton) à frente da zaga, Geovani era a chama criativa do meio-campo canarinho, alimentando o ataque formado por Edmar (depois Bebeto) e Romário.

Pena que o meia tenha ficado de fora da final por suspensão e a mais empolgante campanha brasileira em Olimpíadas tenha terminado com a prata, na derrota por 2 a 1 para a então União Soviética.

Em seu ano mágico, Geovani fez com Romário uma parceria espetacular.

O camisa 8 lançava e o Baixinho, voando com 22 anos, atropelava os zagueiros na velocidade e marcava gols em profusão. Outra característica marcante do meia era a precisão nas cobranças de pênalti.

Geovani corria lentamente em linha reta na direção da bola com os olhos fixos no goleiro que, ansioso, se deslocava para um lado e permitia que ele apenas tocasse levemente no canto oposto.

Ainda em 1989 foi jogar no Bologna da Itália, onde jogou até 1991.

Depois ainda em 1991 foi jogar no Karlsruher SC da Alemanha.

Ainda em 1991 voltou ao Vasco da Gama, onde jogou até 1993.

Geovani voltou ao Vasco em 1991 e esteve presente nos títulos cariocas de 92 e 93.

O meia só não foi tri estadual no ano do tetra brasileiro nos EUA porque aceitou a proposta do Tigres para jogar no futebol mexicano.

Vasco de 1992, em pé(da esquerda para a direita): Luís Carlos Winck, o goleiro Régis, Luisinho, Jorge Luís, Eduardo e Torres – Agachados: Bebeto, Flávio, Geovani, Edmundo e Bismarck, antes da partida contra o São Paulo FC, válida pelas semifinais do Campeonato Brasileiro de 1992 – Estádio Cícero Pompeu de Toledo(Morumbi) – São Paulo – SP – Brasil – 21/06/1992 – Foto: Acervo/Gazeta Press

Abaixo Giovani e Gian BiCampeão Carioca em 1992/1993, foto do pôster vindo direto da casa de Gian.

Voltando ao Rio foi Bi-Campeão Carioca pelo Vasco em 1993 como Profissional jogando a final, e em 1994 foi Tri-Campeão Carioca.

Em 1996 assisti ao meu primeiro jogo do Flamengo junto com ele e agradeço a ele até hoje por isso.

Em 1994 foi jogar no Tigres do México.

Em 1995 voltou para o Vasco.

Em 1996 foi jogar no ABC FC de Natal no Rio Grande do Norte.

Em 1997 foi jogar no Rio Branco no Espírito Santo.

Em 1998 foi jogar na Desportiva Ferroviária do Espírito Santo.

Em 1999 jogou no Serra do Espírito Santo, onde foi Campeão Capixaba.

No ano 2000 voltou a jogar no Rio Branco-ES.

E no ano de 2001 jogou no Esporte Clube Tupy também no Espírito Santo, onde jogou até o ano de 2002.

Ainda em 2002 foi jogar no Vilavelhense-ES onde encerrou a carreira.

Abaixo Polaco Valoura e Giovani no Vila Velhense-ES

Também foi convocado várias vezes para a Seleção Brasileira de Futebol, desde garoto, jogando do ano de 1985 até o ano de 1991, sendo que conquistou a medalha de Prata em Seul em 1988.

Curiosidades

Em sua passagem pelo Vasco da Gama, Geovani foi conhecido como O Pequeno Príncipe.


Quando em campo ao lado de Romário, eram muito semelhantes em suas estaturas.


Como jogador profissional, perdeu seu primeiro pênalti num jogo contra o Olaria, no Campeonato Carioca de 1989 depois de ter batido na carreira uma série de pênaltis e sua fama de nunca ter perdido um pênalti era amplamente divulgada pela mídia de então.


Na reportagem especial do Esporte Espetacular foi mostrada uma entrevista feita a Geovani nos anos 80, quando ainda era jogador. Nela Geovani revelou que antes de vir para o Rio de Janeiro e ser conquistado pelo Vasco, seu clube do coração era o Flamengo.

Evangélico da Igreja Marnata, em Vitória, Espírito Santo, ele se candidatou a deputado estadual e foi o 16º colocado, com 19572 votos.

Foi eleito em 2006 deputado estadual do estado do Espírito Santo.

Homenagens a Geovani

Reportagem especial

No dia 17 de fevereiro de 2008 o programa Esporte Espetacular, da Rede Globo, transmitiu uma reportagem especial em homenagem a Geovani, entrevistando-o em Vitória, sua cidade natal, mostrando momentos marcantes de sua carreira, como sua chegada ao Vasco da Gama, seus títulos conquistados dentro do clube e suas convocações para a Seleção Brasileira, da qual foi o capitão nas Olimpíadas de 1988. Também mostrou a sua condição atual: Geovani estava debilitado por uma doença rara chamada Polineuropatia, e se locomovia com a ajuda de uma bengala. Porém, Geovani estava se recuperando bem da enfermidade e disse que não seria vencido por ela.

No decorrer da entrevista Geovani apresentou seus filhos Geovani Filho, Andrei e mencionou o caçula Gabriel. Depois foram apresentadas gravações de alguns amigos do jogador com declarações sobre o mesmo. Os amigos eram Romário e Zé do Carmo, seus companheiros de equipe no Vasco, e também Edmundo. Todos revelaram estar torcendo para a recuperação total de Geovani. Edmundo disse que Geovani foi um dos que mais o ajudaram dentro do Vasco, Romário disse ser um amigo com quem Geovani sempre podia contar e Zé do Carmo disse estar orando e torcendo em favor do amigo.

E no fim da entrevista foi mostrado ao vivo que Geovani estava em sua casa assistindo à sua homenagem e ainda teve a visita surpresa de seu grande amigo Roberto Dinamite, que também fez sua homenagem a Geovani.

Visita a São Januário

No dia 8 de março de 2008 Geovani voltou a São Januário, estádio do Vasco da Gama, com a companhia dos seus filhos Geovani Filho e Andrey, que pretendem seguir os passos do pai dentro do clube que o consagrou. Foi homenageado em pleno estádio antes de começar o jogo entre Vasco e Duque de Caxias.

Pontapé inicial

Geovani, ainda apoiando-se com uma bengala, deu o pontapé inicial do jogo entre Flamengo e Vasco no dia 13 de julho de 2008, pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro do mesmo ano.

Publicada em 01/02/2012 - 15h22


Geovani ex-Vasco está recuperado de câncer


Ex-meio-campista do Vasco, Geovani superou o câncer na coluna vertebral e a polineuropatia.

Ex-meio-campista do Vasco, Geovani superou o câncer na coluna vertebral e a polineuropatia. Hoje recuperado, graças a muita fé e fisioterapia, Geovani anda de bicicleta, joga futevôlei e planeja poder finalmente fazer sua partida de despedida.

Numa manhã de 2005 o capixaba Geovani Silva acordou e não conseguiu levantar da cama. Ao procurar um médico, descobriu um câncer em uma das vértebras. O quadro clínico evolui para polineuropatia, um distúrbio neurológico que lhe tirava a força dos músculos, praticamente impossibilitando-o de andar e se alimentar sem ajuda.

Foi o momento mais difícil da vida para esse craque revelado pela Desportiva Ferroviária. Ele, que desfilara sua classe pelos gramados, agora mal podia mexer as pernas.

Foram seis anos de muita luta mas o apoio da esposa Andrea Silva, a ajuda dos médicos e muita religiosidade ajudaram Geovani a se recuperar. Hoje com 47 anos, esse nativo de Vitória comemora sua recuperação e já planeja sua despedida.

- Já falei com o Willian, Sorato e também com o Edmundo. O jogo deve ser aqui em Vila Velha entre veteranos do Vasco e da Desportiva Ferroviária.

Pequeno Príncipe era o apelido que carregava nos gramados devido a sua imensa categoria nos passes, chutes e dribles. Essa qualidade o levou à seleção brasileira onde ganhou o Mundial Sub-20 de 1983 e a prata olímpica em Seul-88. No Vasco, clube brasileiro onde mais brilhou, levantou cinco campeonatos cariocas.

- Se alguém nunca viu milagre, está olhando para um milagre – encerra Geovani.

 

 

 

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez

 banner5

Fonte de Pesquisa:

brasil.elpais.com,

veja.abril.com.br,

www.metropoles.com,

acervo www.historiadordofutebol.com.br

pt.wikipedia.org

vasconoticias.com.br

terceirotempo.bol.uol.com.br

sovascodagama.blogspot.com.br

reliquiasdofutebol.blogspot.com

ovascaino.wordpress.com

 

 

 

Abaixo Polaco Valoura e Giovani no Vila Velhense-ES em seu último Clube profissional em 2002.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Abaixo Geovani quando foi Deputado

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"Geovani, você faz parte da história do futebol, e eu seu amigo Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".