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EDU, ex-meio-campo do América-RJ, Vasco da Gama-RJ, Bahia-BA, Flamengo-RJ, Colorado-PR, Joinvile-SC, Brasília-DF, Campo Grande-RJ e Seleção Brasileira.


Eduardo Antunes Coimbra, o Edu nasceu no Rio de Janeiro (RJ), no dia 5 de fevereiro de 1947.


Corria uma lenda na rua Lucinda Barbosa, subúrbio de Quintino Bocaiúva, de que o futebol de Edu, o mais ilustre morador da rua, era tão grande que, um dia, iriam descobrir que ele não cabia na camisa do América, aonde começou a jogar no juvenil em 1960.

É o segundo maior artilheiro da história do clube com 212 gols.

Edu no treino coletivo no América

Abaixo o América-RJ de 1968

Em pé: Rosan, Alex, Badeco, Aldeci, Leon e Djair

Agachados: Bataglia, Almir, Edu, Tadeu e Gilson Porto

Edu no América em 1970

Edu no América em 1971

Edu no América onde recebeu o Prêmio Bola de Prata em 1971

Abaixo o Time do América-RJ de 1973

Aqui Edu no América-RJ em 1973

Aqui ainda em 1973, vemos Edu, a esposa Sueli e a filha Kátia


Foi o artilheiro do Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 1969, e campeão da Taça Guanabara em 1974, ambos pelo América, seu time do coração.

Aqui Zico e o irmão Edu, onde Zico entregaria a Faixa de Campeão da Taça Guanabara para Edu do América.


Com a Seleção Brasileira, Edu foi campeão da Taça Rio Branco, em 1967.

Nunca teve muita chance de jogar no time canarinho porque o dono da camisa 10 era simplesmente Pelé.


Em 1975 Edu foi emprestado ao Vasco numa transação que pegou a torcida do América de surpresa, já que tratava-se de seu maior ídolo.

Mas a transferência foi compensadora, ganhava 8 mil cruzeiros no América, e passou a ganhar 12 mil no Vasco.


Ao fim do empréstimo, Edu transferiu-se para o Bahia, aonde seria campeão baiano em 1975.

Nessa época fazia Educação Fìsica, no Rio de Janeiro, e como não queria perder o curso, viajava constantemente para o Rio de Janeiro, o que chateou o técnico Orlando Fantoni, que o colocou na reserva.

Edu só voltaria à condição de titular no final do Campeonato Brasileiro daquele ano.


Em 1976 o Flamengo reuniu 2 irmãos Coimbra em sua equipe, Edu e Zico.

Abaixo os irmãos Antunes Coimbra

Pela forte concorrência nas vagas de meio de campo, Edu não teve muitas chances de atuar pelo clube da Gávea.


Foi então vendido ao Colorado, de Curitiba, ainda em 1976.

Aqui Edu no Colorado em 1977

Foi artilheiro do campeonato paranaense em 1976 e 1978.

Aqui Edu no Colorado em 1977

Edu quando jogava no Colorado. Foto raríssima!
Ele e a família no Passeio Público, em Curitiba.


Edu ainda jogaria em 1978 pelo Joinville.

Depois em 1979 jogou pelo Brasília.

E depois foi jogar pelo Campo Grande, em 1980 e 1981, quando encerrou sua carreira de jogador profissional.


Em 1982 iniciou sua carreira como técnico em seu clube amado, o América.


Em 1984 comandou a Seleção Brasileira em 3 partidas:


- 10 de junho de 1984, Brasil 0x2 Inglaterra 
- 17 de junho de 1984, Brasil 0x0 Argentina 
- 21 de junho de 1984, Brasil 1x0 Uruguai

Aqui Edu quando foi Técnico da Seleção Brasileira em 1984

Aqui Edu foi Campeão Catarinense em 1987 como Técnico do Joinvile

Aqui Edu quando foi Técnico do Coritiba em 1989


Em 2001 Edu lançou um livro chamado Método Sensorial no Futebol Da Infância à Fase Adulta, aonde coloca toda a sua experiência como jogador, técnico e professor de futebol para a formação integral, nos aspectos físico e mental, de novos craques da bola.

 

 

 

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez

Fonte de Pesquisa:

Historiador Luiz Fernando Evaristo

 

 

 

 

 

Aqui Edu em 2008

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"Edu, você faz parte da história do futebol, e eu seu amigo Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".

 

Um abraço de seu amigo Marcelo Dieguez.

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ELÓY OU ELÓI, ex-atacante do Comercial de Ribeirão Preto-SP, Flamengo-RJ, Botafogo-RJ, Medicina E Cirurgia-RJ, Seleção Acadêmica Nacional e Seleção Brasileira.

Eloy Esteves, o Elóy ou Elói, nasceu no ano de 1907 na cidade de Ribeirão Preto no Estado de São Paulo.

Foto=www.historiadordofutebol.com.br

 

 

Começou a carreira no Comercial de Ribeirão Preto.

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Eloy era de família humilde, mas batalhadora. 

Seu pai era funcionário do setor de limpeza pública da Prefeitura da cidade de Ribeirão Preto.

Sua mãe vendia as mangas de seu quintal para ajudar no sustento da família.

E depois o pessoal da cidade dizia com orgulho: "Olha lá o lixeiro, pai do futebolista que foi jogar futebol no Flamengo e estudar Medicina no Rio de Janeiro". 

 

 

Gol pelo Commercial F. C. de Ribeirão Preto

 

Campeonato Paulista de 1928 – APEA (Associação Paulista de Esportes Athleticos) – Palestra Italia 1 x 1 Commercial F.C. (Ribeirão Preto)

 

Partida realizada na data de 1º de julho de 1928, no Parque da Antarctica Paulista.

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Abaixo o Comercial de Ribeirão Preto de 1928, onde Eloy aparece em pé sendo o segundo da esquerda para a direita.

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Juiz: Alzemiro Ballio.

Gols: Perillo (PI) e Eloy (CFC).

Palestra Italia: Rabello, Bianco e Copaiolo. Angelino, Ghillo e Serafim. Ministrinho, Miguel, Heitor, Lara e Perillo.

Commercial: Jota, Cativeiro e Italiano. Domingos, Mello e Carlos. Zizinho, Maia, Eloy, Vespu e Marinho.

Fontes: jornal “Correio Paulistano” e o livro “O Caminho da Bola” de Rubens Ribeiro.

 

 Grande feito do Commercial foi ter vencido o Peñarol em 1928, e Elóy aparece no centro.

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Depois foi para o Rio de Janeiro jogar no Flamengo e fazer Medicina.

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Elói
Nome: Elói Esteves
Data de Nascimento:
Local de Nascimento: Ribeirão Preto/SP
Posição: Atacante
Jogos: 51
Primeiro jogo: 16/05/1929
Último jogo: 21/11/1932
Vitórias: 23
Empates: 4
Derrotas: 24
Gols: 14

 

PRIMEIRO JOGO PELO FLAMENGO

16/05/1929 Flamengo 2 X 1 Vasco(RJ) São Januário/Rio de Janeiro/RJ Amistoso Nacional de 1929

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PRIMEIRO GOL PELO FLAMENGO

 

Data: 26/05/1929
Partida: Flamengo 1 X 4 Andarahy (RJ)
Local: Barão de São Francisco/Rio de Janeiro/RJ
Competição: Campeonato Estadual de 1929
Escalação Flamengo: 

Egberto, Hermínio, Segretto (Hélcio), Benevenuto, Rubens, Penha, Cristolino, Edson, Elói (Nonô), Angenor (Fragoso), Rochinha

Técnico: Joaquim Guimarães foto
Raphael Candiota foto

Gols: Elói

 

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Abaixo Elóy aparece cabeceando a bola em jogada do Flamengo

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Abaixo o time do Flamengo, onde Elóy aparece em pé, sendo o sétimo da esquerda para a direita

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Abaixo o Flamengo de 1929, onde vemos Elói em pé, sendo o terceiro da direita para a esquerda, reconhecemos também Flávio Costa e Pinheiro agachados

 

Foto=www.historiadordofutebol.com.br

 

 

 

 

Títulos conquistados em 1929

 

Troféu Palestra Itália (SP) de 1929
Troféu Prefeito Chistiano Machado de 1929

 

 

Abaixo o Flamengo no Torneio Início do Campeonato Carioca de 1930.

Elói aparece em pé, sendo o segundo da esquerda para a direita.

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Abaixo o Flamengo Vice-Campeão Carioca de 1932.

Aqui uma página inteira da Revista Vida Doméstica do Rio de Janeiro do mês de dezembro de 1932, onde vemos as fotos de todos os jogadores e também o diretor do futebol Milton Caldas, que conquistaram o Vice-Campeonato Carioca do ano de 1932.

Primeira fila: Fernandinho, Flávio Costa, Bibi, e Milton Caldas (Diretor do Futebol)

Segunda fila: Luciano, Almeida, Adelino, Rubens,

Terceira fila: Vicentino, Darci, Nelson e Cássio.

Quarta fila: Elóy, Moisés, Alberto e Marcondes.

Foto=www.historiadordofutebol.com.br

 

 

 

EXCURSÃO PARA A BAHIA EM 1932

Terminado o Campeonato Carioca, a diretoria levou o Flamengo para uma excursão a Bahia.

O Flamengo realiza uma viagem a Bahia, conquistando o Troféu Temporada Inter Estadual Flamengo x Vitória, derrotando o time baiano por 7 x 2, a Taça Companhia Aliança da Bahia derrotando o Ipiranga por 1 x 0, o Troféu Flamengo x Bahia ao derrotar este clube por 3 x 2 e a Taça Interventor Federal da Bahia ao derrotar a Seleção da Bahia por 3 x 1. Também derrotou o Botafogo baiano por 4 x 1. Houve apenas uma derrota, por 3 x 2 para o Ipiranga, na inauguração do estádio de Brotas (BA).

Os outros jogos foram FLA 7 X 2 VITÓRIA (BA), FLA 4 X 1 BOTAFOGO(BA), FLA 3 X 2 BAHIA, E FLA 2 X 3 IPIRANGA, a única derrota do Flamengo em 15 dias na terra de todos os Santos.

 

 

Abaixo os times do Flamengo e Vitória da Bahia, onde o Flamengo triunfou por 7x2

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Aqui no baile que o S.C. Vitória ofereceu ao Flamengo, onde Fernandinho aparece, sendo o terceiro da esquerda para a direita

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 ÚLTIMO JOGO E ÚLTIMO GOL PELO FLAMENGO

 

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Data: 21/11/1932
Partida: Flamengo 2 X 3 Ypiranga(BA)
Local: Brotas/Salvador/BA
Competição: Amistoso Nacional de 1932
Escalação Flamengo: Floriano, Moysés, Aristeu, Rubens, Faia, Luciano, Adilson, Flávio Costa , Elói, Marcondes e Cassio

Técnico: Milton Caldas

Gols: Flávio Costa, Elói

Obs.: Este jogo marcou a inauguração do estádio de Brotas em Salvador (BA)

 

 

Títulos conquistados em 1932

 

Taça Companhia Aliança da Bahia (BA) de 1932
Taça Fidalga de 1932
Taça Interventor Federal da Bahia (BA) de 1932
Troféu Flamengo x Bahia de 1932
Troféu Temporada Inter Estadual Flamengo x Vitória-BA de 1932

 

 

 

 

Campeonato Acadêmico de Futebol 

 

Aqui outro momento Histórico para Elói, o Campeonato Acadêmico de Futebol de 1932, 1933 Excursão a Uruguay e Argentina, e 1934 o BiCampeonato  Campeonato Acadêmico de Futebol, jogando pela Medicina e Cirurgia.

 

Foto=www.historiadordofutebol.com.br

 

 

Em 1932 houve um Campeonato Acadêmico no Rio de Janeiro para estudantes universitários do Rio, Fernandinho que estudava Medicina na mesma Universidade que Cássio, Elói e também Duval Ernani de Paula (avô de Marcelo Dieguez).

Eram amigos do avô de Marcelo Dieguez, que era Vice-Presidente do Diretório Acadêmico da Escola de Medicina e Cirurgia do IHB e Vice-Diretor do Departamento de Esportes do Diretório Central de Estudantes.

Abaixo o time da Medicina E Cirurgia, onde vemos da esquerda para a direita: Fernandinho, J.N.I., J.N.I., J.N.I., Almir (Botafogo), J.N.I., J.N.I., J.N.I., J.N.I., Elóy ( Flamengo), Cássio (Flamengo), J.N.I. e De Mori (Fluminense).

Foto=www.historiadordofutebol.com.br

 

 

 

 

Este Campeonato chamado de Campeonato Acadêmico, foi um marco histórico, pois era a primeira vez que 8 Escolas Superiores se empenhavam na conquista de títulos em várias modalidades esportivas, e em especial o campeonato de futebol que era patrocinado pelo Jornal dos Sports.

As Escolas que tinham vários jogadores dos Clubes do Rio, contaram com a cooperação dos times para que seus jogadores disputassem este Campeonato. No time da Medicina e Cirurgia, que era o time do avô de Marcelo Dieguez e de Fernandinho, Cássio e Elói, também tinha o de Mori (FLU), Almir (BOTAFOGO), Cícero (VASCO), Visquini (Canto do Rio), além de muitos outros.

Na outra Medicina atuavam Adelino e Vicentino do Flamengo, Carvalho Leite (Botafogo), Victor (Botafogo), e muitos outros.


As outras equipes também contavam com muitos outros craques, mas esta história completa faremos em uma sessão especial.


No dia 26/10/1932, a Medicina de Fernandinho e meu avô sagrou-se Campeã invicta diante da final contra a Escola de Direito, que jogavam Caldeira (Bonsucesso) e Álvaro (Botafogo).

Abaixo Foto do Jornal dos Sports do dia 27/10/1932 com a Medicina E Cirurgia Campã Invicta do Campeonato Acadêmico do Rio de Janeiro.

Foto=www.historiadordofutebol.com.br

 

 

 

 

Este jogo foi realizado no Campo do Botafogo e terminou em Medicina 3 X 1 Direito, com gols de Macedo para Direito, e Moacyr cobrando falta empatou para a Medicina ainda no primeiro tempo, e no segundo tempo Almir fez o segundo da Medicina servindo-se de passe de Cássio, e Elói fez o terceiro gol da Medicina decretando o título invicto.

Abaixo Foto do Jornal A Noite do dia 27/10/1932 com a Equipe da Medicina E Cirurgia Campeã do Campeonato Acadêmico de 1932 do Rio de Janeiro, são as mesmas fotos da Medicina, mas colocadas de modo diferente pelos 2 jornais da época.

 

Foto=www.historiadordofutebol.com.br

 

 

 

 

 

Foto=www.historiadordofutebol.com.br

 

 

 

 


Após este jogo no dia 29/10/1932, houve um jogo do Flamengo contra a Seleção Acadêmica do Rio de Janeiro no Estádio das Laranjeiras.

Neste jogo Fernandinho, Elóy, Adelino, Vicentino e Cássio atuaram pelo Flamengo, e o Flamengo venceu por 2 X 0, com gols de Flávio Costa e Nelson.


O sucesso do Campeonato Acadêmico foi tão grande que o Jornal dos Sports resolveu patrocinar outro Campeonato Acadêmico, a ser realizado na Argentina e no Uruguai, na Bacia do Prata.

E o Sr. Tenório Albuquerque que era Diretor de Esportes do Jornal dos Sports, e que estava diretamente ligado no Campeonato convidou Duval Ernani de Paula, avô de Marcelo Dieguez, para que fizesse parte da excursão para o exterior como Diretor do futebol, tendo ele aceitado prontamente.

E fizeram a Seleção Acadêmica juntando jogadores do Rio, São Paulo e Minas Gerais.

Fizeram vários amistosos preparatórios com grandes clubes como Fluminense, Flamengo, Combinado Fla-Flu, Vasco, Palestra Itália (MG), Nova Lima (MG), Santos, São Paulo e Corinthians.

 

Duval Ernani de Paula, avô de Marcelo Dieguez

 

 

 

 

Nestes 2 últimos jogos houve história especial, pois contra o São Paulo de Friedenreich que eram os vice-campeões de SP acabaram perdendo por 2 X 0, e Friedenreich saiu com uma fratura no Nariz após uma trombada com o zagueiro Nariz (Atlético Mineiro), que estava jogando pelos Acadêmicos.

E no jogo contra o Corínthians que era o Campeão Paulista, havia saído nos jornais que os Acadêmicos eram fracos, e então Duval Ernani de Paula teve papel importante, pois encontrou na banca de jornais a amiga e atriz Lia Torá, que era esposa do Diretor de futebol do Fluminense, e convidou-os para ir ao Hotel em que os Acadêmicos estavam e para assistir ao último jogo.

Duval Ernani de Paula disse a Nariz que trazia Lia Torá para ver ele jogar, pois diria que ele era um dos melhores zagueiros do Brasil.

Resultado Acadêmicos 4 X 1 Corínthians, em uma atuação soberba de Nariz e Vicentino do Flamengo fazendo os 4 gols dos Acadêmicos. No outro dia nos jornais diziam Nariz venceu o Corinthians.

Lia Torá e o marido convidaram os Acadêmicos para jantar no hotel em que a atriz se encontrava hospedada.


A viagem para a Argentina e Uruguai aconteceu em 1933, foram de navio levando muitos jogadores do Rio, São Paulo e Minas, e Lia Tora foi ser a madrinha do futebol e seu esposo foi o padrinho do futebol.

Foto=www.historiadordofutebol.com.brFoto=www.historiadordofutebol.com.br

 

 

 

A Seleção Acadêmica contava com jogadores como: Nariz (Atlético Mineiro),Luisinho (São Paulo), Ivan(Fluminense), Paulinho (Botafogo), Victor (goleiro Botafogo), Fernandinho, Elói, Cássio e Vicentino (todos do Flamengo), De Mori (Fluminense), e muitos craques estudantes, uma Seleção Brasileira Acadêmica.

 


Venceram algumas partidas e perderam outras, mas a experiência foi sensacional de jogar no exterior contra times profissionais, pois lá já estava em pleno funcionamento o regime profissional.

Abaixo a Seleção Universitária ou Seleccionado Academico que perdeu para o Santos por 2x1, como segue as 2 fotos na matéria do Jornal

Foto= www.historiadordofutebol.com.br

 

 

 

 Foto= www.historiadordofutebol.com.br

 

 

Aqui o time do Santos em 1933

 Foto= www.historiadordofutebol.com.br

 

 

 

 

Abaixo outra foto da Seleção Universitária ou Seleccionado Acadêmico.

 

Elói aparece agachado, o primeiro da direita ao lado de Fernandinho.

 Foto= www.historiadordofutebol.com.br

 

 

Abaixo a Seleção Acadêmica Brasileira no jogo contra o San Lorenzo de Almagro da Argentina, e a escalação é a seguinte, em pé da esquerda para a direita: J.N.I., Luizinho, Almir, Nariz, J.N.I., J.N.I., J.N.I.(atrás), Cássio, J.N.I. (atrás), J.N.I., Fernandinho, J.N.I., J.N.I. e Sr. Tenório Albuquerque (Jornal dos Sports);

Sentados e agachados: J.N.I., J.N.I., J.N.I., mascotinho, Vicentino, Victor e Elóy.

Foto= www.historiadordofutebol.com.br

 

 

 

A dúvida de Eloy era ser profissional ou seguir como amador.

Enquanto isso, também continuava se destacando nos campeonatos acadêmicos de futebol.

Foi em um desses campeonatos que conheceu Carvalho Leite, ídolo do Botafogo, que também estudava Medicina e havia disputado o Mundial de 1930.

Carvalho o convenceu que no Botafogo daria tranquilamente para conciliar o futebol com a faculdade.

No início de 1933, Eloy Esteves se transferiu para o Botafogo, justamente quando houve, a criação de dois campeonatos cariocas, um organizado pela AMEA, a Associação Metropolitana de Esportes Athletics, e outro pela LCF, a Liga Carioca de Futebol.

Eloy jogaria pela AMEA, onde o futebol era amador.

 

 

 BOTAFOGO

 

Em 1933 Elóy vai para o Botafogo.

Já no primeiro ano conquista o Campeonato Carioca de 1933 amador pela AMEA.

 

O Botafogo conquistou o seu 6º título de campeão carioca em 1933, tornando-se bicampeão da cidade do Rio de Janeiro.
 
Abaixo o primeiro jogo de Eloy pelo Botafogo:
Botafogo 1x1 Confiança
» Gols: Carvalho Leite (pen.) (Botafogo); Caio (Confiança)
» Competição: Campeonato Carioca (AMEA)
» Data: 03.09.1933
» Local: General Severiano
» Árbitro: Waldomiro Liotti
» Botafogo: Victor, Rogério e Badu (Hermes); Affonso, Ariel e Pamplona; Cartolano, Moura Costa, Carvalho Leite, Eloi (Jaime) e Pirica.
» Confiança: Ruy, João e Decio; Elias, Cesalpino e Altair; Byra, Lanade, Caio, Mangueira e Jucá.
Paulo Antônio Azeredo era o presidente do Botafogo; Nicolas Ladanyi era o técnico da equipa, apoiado por Victor Guisard, Nilo Murtinho Braga e Armindo Nobs Ferreira. Os artilheiros foram Nilo (19 gols), Carvalho Leite (13 gols), Cartolano (7 gols), Jayme (5 gols), Atilla (4 gols), Eloy (1 gol), Moura Costa (1 gol) e Pamplona (1 gol). Jogaram todos os jogos (18): Carvalho Leite, Jayme e Victor.
Classificação final:
1º BOTAFOGO, 28 pontos
2º Olaria, 23 pontos
3º Andarahy, 22 pontos
4º Engenho de Dentro, 19 pontos
5º Confiança, 19 pontos
O Botafogo obteve doze vitórias, quatro empates e duas derrotas, apresentando um saldo favorável de 51-27 gols.

 

 

1934: Botafogo tricampeão carioca de futebol

O Botafogo conquistou o seu 7º título de campeão carioca em 1934, tornando-se tricampeão da cidade do Rio de Janeiro. Eis a campanha:

Botafogo 4x4 River
» Gols: Beijinho (3) e Carvalho Leite (Botafogo); Luiz (2) e Canedo (2) (River)
» Competição: Campeonato Carioca
» Data: 15.04.1934
» Local: Rua João Pinheiro
» Árbitro: Waldemar Gomes
» Botafogo: Pedrosa, Albino e Pamplona; Afonso, Rogério e Ariel; Eloy (Átila), Beijinho, Carvalho Leite, Jaime e Moura Costa. Técnico: Nicolas Ladanyi.
» River; Jaguaré, Bolão e Palmeira; Malaquias, Tosta e Fidalgo; Canedo, Manuel, Ivo, Luiz e Nelinho.

 

 

 

 

Em 1934 Conquista o Bi-Campeonato Acadêmico do Rio de Janeiro pela Medicina e Cirurgia.

 

Campeonato Academico de 1934

Bicampeão pela Medicina e Cirurgia em 1934

Abaixo, após o treinador Elói aparece em pé, o segundo jogador da esquerda para a direita, e os goleiros são o Amado de camisa preta e Fernandinho de camisa branca.

Fernandinho no gol da Medicina e Cirurgia, contra Amado no gol da Faculdade de Direito

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O time da Medicina E Cirurgia, Bi-Campeão Academico

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 Em 1935, Eloy se formou em Medicina e arrumou o primeiro emprego no Ministério de Viação e Obras Públicas, dando plantões no antigo aeroporto do Galvão. Já não era mais titular do Botafogo.

Perderia a posição para Áttila, mas fez parte do elenco que fechou um ciclo de ouro do Glorioso: campeões estaduais indiscutíveis entre 1932 e 1935. 

Encerra a carreira em 1937, coincidentemente quando houve a reunificação das duas ligas cariocas existentes. 

 

Eloy jogou o quanto pode, mas sempre por puro prazer. Em 1938, já em fim de carreira com 31 anos, ele  não hesitou em participar de um jogo confraternização entre a Seleção dos médicos cariocas e a Seleção dos médicos paulistas, jogo realizado no Parque Antártica, em São Paulo.

Os jornais noticiaram, que foi um jogo eletrizante com vitória para os cariocas por 4x3, entre eles Eloy Esteves.

 

Títulos conquistados

Flamengo 

Troféu Palestra Itália (SP) de 1929
Troféu Prefeito Chistiano Machado de 1929

Vice-Campeão Carioca de 1932

Taça Companhia Aliança da Bahia (BA) de 1932
Taça Fidalga de 1932
Taça Interventor Federal da Bahia (BA) de 1932
Troféu Flamengo x Bahia de 1932
Troféu Temporada Inter Estadual Flamengo x Vitória-BA de 1932

 

Botafogo 

Campeão Carioca de 1933
Campeão Carioca de 1934

Campeão Carioca de 1935

 

 Acadêmico

Campeão pela Medicina E Cirurgia em 1932,

Bi-Campeão, Medicina E Cirurgia 1934

 

 

 

 

Após encerrar a carreira no futebol, foi exercer a profissão de médico.

 

Foi médico muito tempo no Rio de Janeiro.

 

Ficou conhecido por Dr. Esteves.

 

Abaixo Eloy nos tempos da Medicina

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Eloy organizou o Centro de Ribeirão Preto, um Casarão na Rua Alvaro Alvim, centro do Rio de Janeiro. Um centro de encontro de atletas, estudantes, políticos, de todos recém-chegados de Ribeirão Preto.

Um lugar onde os ribeirão-pretanos podiam trocar idéias, ler jornais da terra distante, obter notícias.

 

Eloy faleceu no Rio de Janeiro em 1973, aos 66 anos, vítima de embolia cerebral.

Eloy era casado com Artemisa Madureira Esteves.

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez

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Fonte de Pesquisa:

 

acervo www.historiadordofutebol.com.br

Correio Paulistano,

Jornalista Geraldo Hasse

 

 

 

eloyestevesflamengo100

 

 

 

 

 

"Eloy, você faz parte da história do futebol, e eu Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".

 

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ÉVERTON, ex-jogador do Londrina-PR, São Paulo F.C-SP, Guarani de Campinas-SP, Atlético Mineiro-MG, Corínthians-SP, Porto-Portugal, América-MG, Nissan Motors-Japão, Yokohama Marinos-Japão, Kyoto Purple Sanga-Japão e Seleção Brasileira.


Éverton Nogueira, nasceu em Florestópolis (PR), no dia 12 de dezembro de 1959.

Foto=Luiz Fernando Evaristo.


Meia armador de um chute fortíssimo, foi uma das maiores revelações do Londrina em todos os tempos, era um verdadeiro craque.


Começou bem jovem no Londrina, aonde jogou de 1977 até 1980.

Foi campeão da Taça de Prata pelo Londrina no ano de 1980. 


Em 1979 foi convocado para a Seleção Brasileira de Novos.

Foto=Luiz Fernando Evaristo.

Na foto da seleção de novos estão estes jogadores:
Em pé: Marolla, Claudinho, Márcio, Paulo César (Ferroviária), Vagner, Solitinho, César, Paulo César (Marília).


2º fila: Ancheta, Rudnei, Robertinho, Leandro, Paulo Borges.


sentados: Neinha, João Maria (só mais tarde ele começou a usar o nome Jota Maria), Jorginho, Lótti, Éverton, Chico Assis e Luís Cláudio.

Foto=Luiz Fernando Evaristo.

E foi novamente convocado para a seleção que foi bi-campeã do Torneio de Toulon, na França, em 1980.

Foto=Luiz Fernando Evaristo.


Foi negociado com o São Paulo, em 1981, ano em que foi campeão paulista.

Foto=Luiz Fernando Evaristo.


No campeonato brasileiro de 1981, Éverton fez um gol antológico contra o Botafogo, no Morumbi.

Após escanteio cobrado por Zé Sérgio, o volante alvi-negro Rocha tira a bola para fora da área.

Foto=Luiz Fernando Evaristo.

Neste momento aparece o meia Éverton acertando uma bomba de primeira, sem deixar a bola quicar, no ângulo.

Foto=Luiz Fernando Evaristo.

Indefensável.

Inacreditável.

Um dos gols mais bonitos da história do São Paulo.

Foto=Luiz Fernando Evaristo.


Permaneceu no tricolor do Morumbi até 1983.


Negociado com o Guarani de Campinas em 1984.

No mesmo ano de 1984 foi vendido ao Atlético Mineiro, aonde jogou até 1986, quando foi campeão mineiro.

Foto=Luiz Fernando Evaristo.


Passou pelo Corinthians, nos anos de 1987 e 1988, neste último ano participou da campanha do time que venceu o campeonato paulista.

Foto=Luiz Fernando Evaristo.


Jogou no Porto (Portugal) nas temporadas de 1988 e 1990, sendo campeão português.

Foto=Luiz Fernando Evaristo.


Voltou ao Brasil atuando pelo América (MG) em 1990.


Jogou no Nissan Motors (Japão) de 1990 a 1992.


Atuou pelo Yokohama Marinos de 1992 a 1994.

Foto=Luiz Fernando Evaristo.


E encerrou a carreira no Kyoto Purple Sanga em 1994.
 

 

 

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez


Fonte de Pesquisa:

acervo de www.historiadordofutebol.com.br,

Entrevista exclusiva com Everton,

Historiador Luiz Fernando Evaristo.

 

 

 

 

Foto=Luiz Fernando Evaristo.

 

 

 

Abaixo Marcelo Dieguez e Everton em Cornélio Procópio em julho de 2012, onde o grande Ídolo veio com o Time do Atlético Mineiro Sub15 disputar a Copa Brasil, e onde concedeu entrevista exclusiva para nosso arquivo.

Abaixo Marcelo Dieguez e Everton em Cornélio Procópio em julho de 2012, onde o grande Ídolo veio com o Time do Atlético Mineiro Sub15 disputar a Copa Brasil, e onde concedeu entrevista exclusiva para nosso arquivo.

Valeu Everton obrigado !!!

 

 

"Éverton, você faz parte da história do futebol, e eu seu amigo Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".

 

Um abraço de seu amigo Marcelo Dieguez.

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EDUARDO, ex-jogador do Volta Redonda-RJ, Americano-RJ, América-RJ, Tupi-MG, Ituiutaba-MG, Alegrense-ES, Serra-ES, Rio Branco-ES, Linhares-ES, Estrela-ES e XV de Piracicaba-SP.

Eduardo Araújo de Paula, o Eduardo nasceu no dia 21 de julho de 1971 na cidade Mineira de Pirapetinga-MG.

 

Eduardo iniciou sua vitoriosa carreira, aos 14 anos, nas categorias de base do Volta Redonda Futebol Clube na Cidade do Aço.

 

Profissionalizou-se no próprio Voltaço em 1990, mas foi em 1995 seu ano de maior destaque naquele clube.

 

Além do Voltaço, também jogou no Alegrense, Serra, Rio Branco, Linhares e Estrela, todos no Estado do Espírito Santo; Americano e América do Rio de Janeiro;  Ituiutaba e Tupi no Estado de Minas e XV de Piracicaba em São Paulo.

 

Abaixo o Time do Mangueira Campeão Municipal de São João Nepomuceno.

 

 

 

 

Vejam abaixo a excelente entrevista de Nei Medina que nos enviou, com o amigo Eduardo:

Perguntei ao Eduardo qual partida ele terminou com o seguinte sentimento: HOJE FOI MEU DIA!


Eduardo:
  “Volta Redonda 3x3 Flamengo em 24 de abril de 1995.

O jogo estava 1x0 pra gente e eu no banco de reservas.

O Russo se machucou e entrei ainda no primeiro tempo.

Aos 20 minutos do 2º tempo, peguei uma bola na entrada da área e chutei.

Fui preciso no chute fazendo 2x0.

Mas, logo em seguida o Flamengo diminuiu com o atacante Sávio.

Não demorou muito e Paloma, já no final, aos 40 minutos, aumentou para 3x1.

Quando pensávamos que estava terminado o Flamengo ressurgiu diminuindo com um gol do Charles Guerreiro (primeiro gol dele com a camisa do Flamengo), e aos 47, no apagar das luzes, o Flamengo empatou com Mazinho(lembra dele?).

O Flamengo era um timaço com o ataque dos sonhos Edmundo, Romário e Sávio.

Ainda tinha Branco na lateral esquerda e Jorge Luis na zaga.

Ao final da competição, este time seria vice-carioca no inesquecível gol de barriga de Renato Gaúcho.”


Neste ano, também vencemos o campeão Fluminense, em Volta Redonda, por 2x0. Fiz os dois gols.

 

Conquistou os seguintes títulos: Campeão Capixaba em 2001 e 2002 pelo Alegrense; vice campeão Brasileiro da Série C em 1999 pelo Volta Redonda; campeão da Série B do campeonato Mineiro pelo Tupi de Juiz de Fora.

 

Aqui Eduardo no Tupi de Juiz de Fora-MG, onde vemos também Juarez entre ele e o Adil.

 

 

 

Título individual: eleito o melhor jogador do futebol capixaba em 2001.

 

 

 

Eduardo, ao longo de sua carreira, participou de alguma partida onde aconteceu algum fato curioso ou engraçado?


“Fomos jogar em Nova Venécia e os dois times entraram em campo com uniformes iguais.

Não tínhamos levado o uniforme dois, sendo que o adversário emprestou um uniforme deles.

Perdíamos de 1x0 e quando nosso jogador empatou o jogo, ele saiu comemorando e beijou o escudo da camisa, esquecendo que estávamos com a camisa do time adversário... Coisas que só acontecem no futebol Capixaba!

Também, perguntei sobre a sensação de jogar no maracanã, ele respondeu: “Não tínhamos muitas chances de jogar ali, então, me senti como uma criança.

Como nesta vida nem tudo são flores... Um dia para esquecer!

  “Quando perdemos o campeonato da série C para o XV de Piracicaba. A expectativa era grande, pois, jogávamos em casa e o torcedor estava confiante. Foi duro!”

Obrigado ao amigo Eduardo que hoje reside e trabalha em Volta Redonda-RJ.

 

 

Escalação do Alegrense - Em pé  Cley, Ronaldo, Fernando, Alan, Dirley e Luis Cláudio 
 Agachado  Lucio-Massagista, Reiger, Eduardo, Carlos, Bujica e Catitu

 

 

 

 

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez


Fonte de Pesquisa:

Amigo e Historiador Nei Medina

 

 

 

 

 

 

 

Abaixo Eduardo e Bebeto no Maracanã.

 

 

"Eduardo, você faz parte da história do futebol, e eu seu amigo Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".

 

Um abraço de seu amigo Marcelo Dieguez.

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EVARISTO, ex-jogador do Clube de Regatas do Flamengo, Madureira-RJ, Barcelona-Espanha, Real Madrid-Espanha e Seleção Brasileira.

Evaristo de Macedo Filho, o Evaristo nasceu no dia 22 de junho de 1934, na cidade do Rio de Janeiro, no bairro do Engenho Novo.

Evaristo começou no Madureira, no ano de 1950.

Jogando na equipe juvenil do Tricolor Suburbano, foi escolhido para defender o Brasil nas Olimpíadas de Helsinque em 1952.

Dirigido por Nílton Cardoso (filho de Gentil Cardoso), o time brasileiro era formado apenas por atletas amadores, tal como mandava o regulamento da competição econtava com jogadores que, mais tarde, chegariam à seleção brasileira como Vavá, Humberto, Zózimo e Paulinho

Aqui vemos Evaristo agachado, sendo segundo da esquerda para a direita no time do Madureira.

Esta foto é de 1951, um ano após a inauguração do Maracanã. Mostra o Madureira com Evaristo de Macedo. Em pé vemos Bitum, Amauri, Weber, Claudionor, Herminio e Valter; agachados estão Betinho, Evaristo de Macedo, Alfredinho, Ocimar e Tampinha

Com 19 anos, foi convocado para a Seleção Brasileira que disputou as Olimpíadas de Helsinque, em 1952, quando ainda atuava pelo juvenil do Madureira.

No ano seguinte, começou sua trajetória vitoriosa no Flamengo.

Ficou cinco anos na Gávea, de 1952 a 1957, o que bastou para se tornar um dos grandes ídolos da história do Mais Querido do Brasil.


Em seu primeiro campeonato, conquistou seu primeiro título: o Campeonato Carioca de 1953.

Foram apenas quatro jogos e um gol, do jovem atacante, de 20 anos.

Aqui o Time do Flamengo Campeão Estadual de 1953, e vemos Evaristo agachado, sendo o quinto da direita para a esquerda, e ao seu lado vemos Esquerdinha.

Foto= www.flaestatistica.com

Mas, em 1954, o atacante firmou-se entre os titulares e ganhou o posto de ídolo.

Esta já é de 1954, onde vemos a escalação acima.

Foto=www.flaestatistica.com

Foto=www.flaestatistica.com


Além de conquistar a torcida feminina por sua beleza, Evaristo se destacava dentro de campo pela sua velocidade, visão de jogo, inteligência na criação de jogadas, e grande capacidade técnica.

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Abaixo a foto de todo o time com a faixa do Bi-Campeonato Estadual do Rio de Janeiro 1953/1954.

Abaixo outra foto de 1954 em amistoso Internacional na Hungria.

Foto=www.flaestatistica.com

O bom futebol mostrado no Flamengo chamou a atenção de Zezé Moreira, técnico da seleção brasileira principal, que o convocou para uma partida contra o Chile, em 1955.

Curiosamente, Evaristo estreou com a camisa da seleção junto com outro jovem: Mané Garrincha.

Abaixo foto do Flamengo de 1955.

Foto=www.flaestatistica.com

Foto=www.flaestatistica.com

Foto=www.flaestatistica.com

Evaristo de Macedo chegou à Gávea ainda jovem, vindo do Madureira, marcou época e muitos gols, 27 deles na conquista do tri.

As finais daquele campeonato foram disputadas apenas no ano seguinte contra o América.

Com um gol de Evaristo, o rubro-negro carioca venceu o primeiro jogo por 1x0.

Na segunda partida uma incrível goleada do América por 5x1 adiou a festa que viria mais tarde no dia 04/04/56 com uma goleada rubro-negra por 4x1.

Aqui um ataque do Flamengo que fez história: Joel, Duca, Evaristo, Dida e Zagallo.

Mais maduro e com uma participação mais efetiva, o atacante terminou a competição como vice-artilheiro, com 13 gols marcados, e foi um dos destaques da conquista do bicampeonato.

No ano seguinte, já nas graças da Nação, repetiu a dose, marcando mais 13 gols, e sendo fundamental para a conquista do segundo tricampeonato estadual do Flamengo.

Segundo o 'Velho Lobo' Zagallo, que jogou ao lado de Evaristo no Flamengo, "Evaristo era o tipo do jogador que tinha vaga em qualquer time que escolhesse".


No ano de 1956, convocado por Flávio Costa, Evaristo participou da primeira excursão planejada da Confederação Brasileira à Europa.

No ano seguinte, sob o comando de Osvaldo Brandão, foi vice no Sul-americano realizado em Lima, aonde brilhou ao marcar cinco dos nove gols do Brasil sobre a Colômbia (um recorde que se mantém até os dias atuais).

As boas atuações no Sul-Americano chamaram a atenção dos dirigentes do Barcelona que o contrataram ainda no ano de 1957.

Evaristo ainda encontrou tempo para ajudar o Brasil se classificar para a Copa do Mundo da Suécia, eliminando o Perú em duas partidas.

Foto=www.flaestatistica.com

Aqui Evaristo com mais um Troféu para o Flamengo no Maracanã.

Aqui Evaristo com Puskas em amistoso do Flamengo contra o Hosted Honved da Hungria, jogo realizado no Maracanã.

Foi também vice-campeão sul-americano, e um dos destaques na campanha do Brasil rumo à Copa de 1958.

Copa que ele acabou não disputando, por ter se transferido para a Europa.


No Velho Continente, Evaristo conseguiu outra façanha.

Foi ídolo tanto no Barcelona como no Real Madrid.

Ficou cinco anos na equipe basca e dois na madrilenha, conquistando cinco Campeonatos Espanhóis (dois pelo Barça e três pelo Real) e três Copas da Uefa (todas pelo Barcelona).

Depois de brigar com o astro do Real, Di Stéfano, o atacante voltou para o Brasil em 1965, quando vestiu a camisa do Flamengo mais uma vez antes de se aposentar e começar a trabalhar como treinador.

No dia 23 de março de 1957, no Estádio Nacional, em Lima (PER), em partida válida pelo Campeonato Sul-Americano, o Brasil venceu a Colômbia por 9 a 0. Evaristo marcou cinco gols. Pepe, Didi (com dois) e Zizinho completaram o placar (fonte: Seleção Brasileira 90 anos - Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf).

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Astro do Flamengo em 1957, Evaristo era candidatíssimo a ser um dos 22 jogadores convocados para a Copa de 1958, na Suécia.

Integrou o quarteto ofensivo da Seleção até abril de 1957, quando uma transferência mudou totalmente a história.

"Fui vendido aos 24 anos para o Barcelona e nunca mais voltei a vestir a camisa da Seleção Brasileira. Uma pena, uma pena..."

Na Catalunha, recebeu um telefonema às vésperas da convocação final para o Mundial de 1958.

"Era o coordenador técnico Carlos Nascimento. Ele me disse: ‘Evaristo, vamos dar início aos treinos para a Copa e a comissão técnica deseja que você solicite ao Barcelona a sua liberação’.

Tentei, mas o clube não me liberou. A Espanha não tinha se classificado para o Mundial da Suécia e os clubes de lá resolveram manter o Campeonato Nacional normalmente, sem abrir mão de ninguém."

Quando informou à antiga Confederação Brasileira de Desportos (CBD) a negativa do Barça, Evaristo percebeu a tristeza de Nascimento: "Puxa, rapaz, que pena! O Vicente Feola (técnico) estava ansioso para vê-lo jogar ao lado de um neguinho bom de bola que surgiu lá noSantos".

Sem TV

Evaristo ficou curioso, mas a falta de tecnologia o impediu de bisbilhotar a vida alheia.

"Se fosse hoje, com certeza ligaria a TV a cabo ou entraria na internet rapidinho para descobrir de quem ele estava falando. Mas naquela época não tinha nada disso, companheiro!

Continuei a minha vidinha lá no Barcelona, do outro lado do Atlântico, sem saber quem era o tal neguinho chamado Pelé", diverte-se o maior artilheiro brasileiro da história do clube catalão, com 78 gols em 114 partidas.

Autor do primeiro gol da história do Camp Nou, Evaristo não viu Pelé despontar na Seleção por uma questão de meses.

Sua última partida com a amarelinha foi contra o Peru, em 21 de abril de 1957, no Maracanã, pelas Eliminatórias da Copa.

Exatos 77 dias depois (dois jogos), o garoto saía do banco para substituir Del Vecchio e marcar o único gol verde-amarelo na derrota por 2 a 1 para a Argentina, no mesmo Maracanã, pela Copa Roca.

Enquanto o Brasil via o nascimento de um rei, Evaristo pintava e bordava na Espanha, ao lado de outros craques.

Veja que bela foto de Evaristo com a camisa do Barcelona.

"Nas minhas passagens por Barcelona e Real Madrid, joguei ao lado de Puskas, Kocsis, Czibor, Gento e Di Stéfano. Todos eram craques, mas nenhum como o Pelé, que eu conheci ao vivo jogando contra ele em 1959", testemunha.


"Soube que ele existia em 1957, mas só o vi em carne e osso quando o Santos fez uma excursão à Europa e venceu o Barcelona por 5 a 1. Naquele dia, conheci a dupla de ataque mais afinada que já vi jogar: Coutinho e Pelé", reverencia.


Apesar do sucesso estrondoso na Europa, Evaristo realizou apenas 13 partidas pela seleção brasileira, com sete vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas, marcando oito gols.

Acabou não disputando nenhuma Copa do Mundo já que, na época, não era costume convocar jogadores brasileiros que atuassem no exterior.

Ao chegar em terras catalãs, Evaristo via o cenário futebolístico europeu começar a ser dominado pelos madridistas, impulsionados pelos geniais Alfredo di Stéfano e Ferenc Puskás.

Os blaugranas tiveram de investir para formar um time competitivo, capaz de desbancar os merengues do topo.

Ao misturar o faro de gol do artilheiro espanhol Luis Suárez com a genialidade do trio de origem húngara – Ladislao Kubala, Zoltán Czibor e Sándor Kocsis -, sob o comando do argentino Helenio Herrera, a malemolência brasileira de Evaristo foi o encaixe final para o sucesso da esquadra catalã.

Nesse time de craques, era difícil não se consagrar.

E Evaristo destacou seu nome: foram cinco temporadas, onde atuou em 226 partidas e marcou 178 vezes – o que gera a impressionante média de 0.78 gols por jogo com a camisa do Barça.

Esses números dão a Evaristo, até hoje, a alcunha de maior artilheiro brasileiro com a camisa blaugrana, onde jogaram outros grandes fenômenos futebolísticos tupiniquins, como Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho e Romário.

Porém, não se pode considerar Evaristo como o representante maior desta época no Camp Nou.

O galego Luis Suárez saiu do Barcelona para a Inter de Milão – junto com o treinador Helenio Herrera – como o jogador mais caro do futebol e melhor jogador do Mundo em 1960.

Kubala, Czibor e Kocsis fizeram parte, ao lado de Puskás, do fantástico selecionado húngaro que encantou o mundo da bola na Copa de 1954.

Evaristo, apesar de ser um talento nato, um goleador sem pudor das defesas adversárias, era uma parte de um âmbito grandioso, um time espetacular que os culés exaltavam a cada final de semana.

Tudo levava a crer em uma continuidade do sucesso de Evaristo na Catalunha.

Foram dois títulos de La Liga (1958/59 e 59/60), uma Copa do Rei (1958/59) e duas Copas da Uefa (1958 e 1960).

Mas em 1962, os rumos da sua carreira na Espanha mudaram drasticamente.

Aos 29 anos, após rejeitar a proposta de naturalização feita pelo Barcelona, Evaristo desembarcou diretamente no Santiago Bernabéu, chocando os adeptos e reforçando ainda mais o já poderoso time merengue.

No Madrid, Evaristo sagrou-se tricampeão nacional (1962/63, 1963/64 e 1964/65).

Entretanto, não foi determinante a ponto de se considerar fundamental para a conquista.

Em clara decadência física, já que beirava os 30 anos quando chegou ao Real, jogou apenas 17 vezes pelos merengues.

Mesmo assim, marcou 15 gols, mantendo a excelente média de tentos em terras espanholas.

De fato, a importância do pioneirismo de Evaristo no futebol europeu é muito desvalorizada aqui no Brasil.

Atleta em uma época onde as transferências internacionais eram exceção – e não regra, como hoje –, Evaristo fez parte de um grande esquadrão blaugrana e teve êxito no gigante da capital Madrid.

O feito do atacante brasileiro só é comparável com as carreiras do português Luís Figo, do Brasileiro Ronaldo e do dinamarquês Michael Laudrup, craques de exceção que fizeram relativo sucesso entre merengues e culés.

A Espanha respeita Evaristo até hoje de uma forma que os brasileiros não o fazem.

Porém, a defesa disso não é feita de forma justa, já que sempre é criado o mito do astro que duelava com Di Stéfano.

O contexto geral era muito maior que isso, o que não significa uma diminuição da importância do atacante brasileiro.

Só penso ser preciso mudar o enfoque nessa abordagem


E foi na Espanha que Evaristo de Macedo se transformou num fenômeno.

Defendeu o Barcelona de 1957 até 1962, conquistando o bicampeonato espanhol em 1959/60, a Copa do Rey no ano de 1959, além das Copas da UEFA de 1958, 1959 e 1960 (isso na época em que a competição era conhecida como Fair's Cup, ou Taça das Cidades das Feiras).

Ao todo, Evaristo jogou 219 vezes pelo Barcelona e fez 173 gols, sendo destacado como um dos melhores jogadores do clube catalão em todos os tempos.

É até hoje o maior artilheiro brasileiro da história do Barcelona.


No ano de 1962, Evaristo foi contratado por um dos maiores arquirrivais do Barcelona, o Real Madrid.

Evaristo no Real Madrid

E fez o que poucos conseguiram: também se tornou ídolo da torcida merengue, conquistando o tricampeonato espanhol em 1963/64/65.

Sobre a passagem de Evaristo de Macedo pelo futebol espanhol, Roberto Dinamite, ídolo vascaíno e ex-jogador do Barça, comenta:

 "O torcedor brasileiro não tem idéia de como o Evaristo de Macedo é idolatrado na Espanha. Foi, sem dúvida, um dos maiores jogadores do mundo em todos os tempos", diz Roberto Dinamite, ex-ídolo vascaíno e que teve rápida passagem pelo Barça.


Pela Seleção Brasileira, Evaristo de Macedo não teve muitas chances de jogar.

Atuou em apenas 14 partidas, mas deixou sua marca de grande goleador: fez oito gols.


Na Seleção Brasileira, Evaristo estabeleceu um recorde.

Foi o único jogador a marcar 5 gols em uma única partida pela Seleção.

Meu Jogo Inesquecível: há 50 anos, Evaristo brilhava num Barça x Real

Com lugar de destaque no museu do Camp Nou, ídolo fez gol que selou os 2 a 1 na Liga da Europa, freando hexa de Di Stéfano, Puskas & Cia.

O Superclássico que toma conta da Espanha e atrai as atenções no mundo inteiro escreve nesta segunda-feira mais um capítulo em sua história.

Barcelona e Real Madrid fazem mais um duelo pelo Campeonato Espanhol que promete desfile de jogadas e gols de grandes estrelas.

Há 50 anos e seis dias, pela Liga da Europa - hoje Liga dos Campeões -, o mesmo Camp Nou, local da partida, foi o endereço de um dos momentos mais marcantes no confronto.

Noventa mil pessoas se espremiam - a grande maioria de catalães - no estádio na esperança de ver o Barça eliminar o time da moda pelas oitavas de final.
 
A rivalidade no clássico não era só esportiva, mas também política. A Catalunha contra Madri"


Evaristo


Era enorme a ansiedade. A rivalidade entre Barça e Real ficou mais aguçada após a Guerra Civil Espanhola.

O Real sempre representou a realeza, o poder centralizador do ditador Francisco Franco, simpático ao clube.

O Barça, a cultura e o desejo de liberdade do perseguido povo catalão, que sonhava ver terminada ali a hegemonia do pentacampeão europeu e praticamente imbatível time merengue.

Com Di Stéfano, Puskas, Gento, Del Sol e Canário, o time da capital espanhola parecia uma seleção.

Mas naquele dia, viveu a amargura da derrota.

Os catalães foram para as ruas e jamais esqueceram do grande herói: o brasileiro Evaristo de Macedo, autor do segundo gol da vitória por 2 a 1.

Em outro dia, na casa de Evaristo, o telefone tocou. A ligação era de Barcelona.

Um dos maiores ídolos do clube catalão, com lugar de destaque no museu do Camp Nou, confessa que foi pego de surpresa. Não recordava da passagem dos 50 anos da partida, que tem importância enorme em sua carreira.

O golaço de peixinho, segundo do Barça na partida, foi fundamental para a vitória.

Depois, o time até perdeu a final da Liga da Europa para o Benfica de Eusébio.

Mas o jogo com o maior rival se tornou inesquecível para o ex-atacante e ex-treinador, hoje com 77 anos, e os torcedores do Azul-Grená.

Evaristo de Macedo, com a camisa do Barcelona, marca um gol contra seu futuro clube; o Real Madrid.

Vicente não alcança a bola, e Evaristo dá o peixinho para marcar o gol decisivo contra o poderoso Real Madrid de Di Stéfano e Puskas. Os jornais destacaram o lance e a eliminação dos merengues (Foto: Reprodução)

- Uma rádio lá da Catalunha me ligou. Era para falar sobre esse gol e uma goleada de 8 a 0 que demos, o Barcelona a repetiu na última semana... Fiz partidas marcantes por lá. Teve uma em que marquei três gols no Real Madrid.

Mas essa da Liga da Europa, pelo que representava... Foi uma alegria muito grande naquele dia na cidade. Quando o Barça ganha do Madrid, é uma euforia.

Eliminá-los foi uma loucura. A rivalidade não era só esportiva, mas também política. A Catalunha contra Madri. Mas nós, jogadores, não nos envolvíamos com isso.

Evaristo vibra com o gol que impediu o hexa do Real
(Foto: Reprodução / Site Oficial do Barcelona)


A maior dificuldade, segundo Evaristo, nem foi pela rivalidade política, mas pela força do grande rival na época. Se o Santos brilhou com o bicampeonato da Libertadores e do Mundial Interclubes, o Real mandava na Europa.


Quando o Barça ganha do Madrid, é uma festa. Eliminá-los foi uma loucura"


Evaristo


- O time deles era pentacampeão europeu e jogava pelo hexa. Uma hegemonia muito grande. Era muito difícil vencê-los. Nosso time ganhou estimulado pela torcida. Felizmente, fui muito bem no lance do gol. Tem um filme dele lá no museu. Não tinha TV passando na época.

Evaristo recebeu também uma cópia do lance, que guarda com carinho. A imagem não é de qualidade boa. Mas dá para rever sempre a velocidade do ex-atacante na jogada, que começou num escanteio cobrado por Kubala para Olivella, pelo lado direito.

- O Olivella, nosso lateral, dominou e bateu na bola, mas não era um cruzamento. Foi um chute-centro. Vi que não ia dar tempo de chegar na corrida para bater com o pé. São aquelas coisas de um segundo... Resovi ir pelo ar, o Vicente, o goleiro deles, não conseguiu alcançá-la. Um lance muito difícil de se repetir. A precisão na velocidade e no arremate. O gol foi importante porque a partida estava 1 a 0 para nós e muito dura. Deu-nos mais tranquilidade.


Partida tensa

O jogo no Camp Nou já havia começado tenso. No confronto de ida, no Santiago Bernabéu, em Madri, houve empate por 2 a 2. Favorito, o Real teria de vencer no tempo normal para evitar uma prorrogação. Mas acabou surpreendido aos 33 minutos. Em cruzamento do húngaro Kubala, Vergés abriu o placar.
Na segunda etapa, Evaristo ampliou aos 36. O brasileiro Canário diminuiu aos 41 e tornou a partida dramática no fim. Mas o Barça conseguiu a vitória. Eliminados pela primeira vez na Liga da Europa, os merengues reclamam até hoje de três gols que teriam sido mal anulados. Em um, inclusive, o árbitro inglês Leafe marcou falta de Canário, que sofrera pênalti antes de marcar.

- Não teve erro de arbitragem. Futebol é isso mesmo, tem discussão. Muitos alegam que a arbitragem nos favoreceu, mas não vi assim não. Merecemos a vitória. Eles reclamam de um lance, mas, se empatassem a partida, ainda haveria prorrogação. Tivemos motivos para comemorar. O Real tinha um timaço. O Di Stéfano vinha de trás. O Puskas ficava mais próximo da área, e batia muito bem. Não errava o gol. O Gento era muito rápido...

A euforia em Barcelona foi intensa após a vitória que eliminou o grande rival. Segundo Evaristo, houve um grande jantar para a diretoria e os conselheiros. O time avançou na competição e foi à final, contra o Benfica de Eusébio. Mas aí, o clube português levou a melhor, venceu por 3 a 2 e ficou com a taça. O brasileiro lamenta até hoje um lance no fim do jogo no qual a bola bateu na trave.

Pouco depois, em 1962, o ex-atacante, revelado no Madureira e consagrado no Flamengo, estava do lado merengue. Com a camisa do Real, Mesmo assim, não deixou de ser ídolo para os catalães.


- Tive de sair do Barcelona porque o clube queria que eu me naturalizasse espanhol, e eu não. O Madrid me ofereceu um contrato sem essa obrigação.

Mas, infelizmente, uma lesão no joelho me atrapalhou lá, apesar de que tive boas atuações - afirmou Evaristo, muito mais ligado ao clube catalão, onde foi campeão da Copa do Rei em 1959 e espanhol em 1959 e 1960.

Na equipe merengue, foi tri espanhol, em 1963, 64 e 65 antes de voltar ao Flamengo para ser campeão carioca também em 1965.


Com 14 partidas e oito gols pela Seleção Brasileira, o ex-jogador e técnico, que deixou de ir ao Mundial na Suécia, em 1958, por ter se transferido para o exterior, viveu bons momentos também no Rubro-Negro, onde foi tricampeão carioca em 1953-54-55.

Lembra da partida que garantiu o bicampeonato, contra o Vasco, Depois, no ano seguinte, os três jogos emocionantes contra o América.

- No primeiro jogo, na vitória por 1 a 0, o gol foi meu.

Nos 5 a 1 para eles, ficamos com um a menos.

Mas devolvemos depois, nos 4 a 1, placar que nos deu o tricampeonato. Foi também muito marcante - afirmou o ex-jogador.


Depois como técnico, Evaristo foi campeão brasileiro pelo Bahia (1988) e da Copa do Brasil pelo Grêmio (1997), além de conquistar titulos regionais pelo Tricolor gaúcho, o baiano e o Santa Cruz, entre outros.

Mas o auge, reconhece, foi jogando pelo Barça.

E hoje, quando ligar a TV para assistir ao Superclássico, vai lembrar certamente dos melhores momentos que viveu no Camp Nou. Especialmente aquele, em 23 de novembro de 1960.
barcelona 2 x 1 real madrid


Ramallets, Olivella, Garay, Gracia e Verges; Segarra e Kubala; Evaristo, Kocsis, Suarez e Villaverde.

Vicente, Marquitos, Santamaría, Pachin e Vidal; Zárraga e Canário; Del Sol, Di Stéfano, Puskas e Gento

Técnico: Enrique Orizaola

Técnico: Miguel Muñoz

Gols: no primeiro tempo, Vergés, aos 33 minutos. No segundo, Evaristo, aos 36, e Canário, aos 41

Cartões amarelos: não havia na época

Local: Estádio Camp Nou, Barcelona, Espanha. Data: 23 de novembro de 1960. Competição: Liga da Europa (Liga dos Campeões). Público: 90 mil pessoas.

Time do Cruzeiro durante o Torneio de Filgueiras, na Espanha, em 1960.

O time da casa, o Filgueiras, que foi derrotado pelo Cruzeiro, jogou reforçado por quatro grandes jogadores brasileiros que atuavam na Espanha e aparecem na foto Joel, Didi, Evaristo de Macedo e Vavá.

No ano de 1965, voltou para o futebol brasileiro e foi campeão carioca pelo Flamengo ficando no clube até 1967 quando encerrou a carreira.

Histórico

Anos

Time

1950-1952

Madureira

1953-1957

Flamengo

1957-1962

Barcelona

1962-1964

Real Madrid

1964-1966

Flamengo

Títulos

Pelo Flamengo

  • Campeonato Carioca: 1953, 1954 e 1955
  • Troféu Almana Idrotts Klubben: 1957
  • Troféu Ponto Frio: 1957

Por Outros Clubes

Barcelona

  • Campeonato Espanhol: 1959 e 1960
  • Copa da UEFA: 1958, 1959 e 1960

Real Madrid

  • Campeonato Espanhol:; 1963, 1964 e 1965

Estatísticas Flamengo

Ano

Jogos

Gols Marcados

Assistências

Cartão Amarelo

Cartão Vermelho

1953

19

5

-

-

-

1954

46

24

-

-

-

1955

42

35

-

-

-

1956

41

23

-

-

-

1957

7

12

-

-

-

1964

4

0

-

-

-

1965

21

3

-

-

-

1966

11

1

-

-

-

Total

191

103

-

-

-


Honrarias pessoais: Maior artilheiro brasileiro do Barcelona (78 gols);

Único brasileiro a fazer cinco gols em um mesmo jogo pela seleção (9x0 Colômbia em 1957).

Como treinador

Ao menos enquanto durou sua carreira de jogador, o único clube brasileiro que desfrutava de uma ligação incondicional com Evaristo foi o Flamengo.


Evaristo começou a sua carreira de técnico no America em 1967, onde foi campeão do Torneio Internacional Negrão de Lima, de onde saiu para o Fluminense em 1968.


Como técnico, ele dirigiu outras importantes equipes do futebol brasileiro.

No entanto, esta história mudou quando o agora treinador aceitou o convite para morar em Salvador e assumir o comando do scratch do Bahia no ano de 1970.

Sua história com o clube baiano solidificou-se com o tempo, mesmo porque, já na sua estréia frente ao time, Evaristo conseguiu conquistar o Campeonato Baiano de 1970, em 1971 viria o bicampeonato.


No ano de 1972 o treinador se transferiria para outro clube tradicional nordestino, o Santa Cruz do Recife.

Daquele ano até 1980, Evaristo se alternaria entre Bahia e Santa, conquistando nada menos do que sete estaduais em dez anos.


Após se afastar por cinco anos do futebol, Evaristo de Macedo voltaria em 1985 para treinar o América RJ.

Seu ótimo trabalho o credenciou a treinar a Seleção Brasileira de Futebol que disputaria as Eliminatórias da Copa do Mundo de 1986 no México.

Contudo, as atuações do time não foram convincentes e Evaristo acabou sendo substituido pelo mestre Telê Santana.

Aquele fato, no entanto, não impediria o ex-jogador de participar da Copa do México.

Macedo foi contratado para treinar a Seleção do Iraque no certame.


Em 1988 voltaria ao Brasil, para treinar mais uma vez o Bahia.

Daquela vez, o ex rubro-negro entraria de vez para a história do clube baiano.

Depois de faturar pela quarta vez um Campeonato Baiano, Evaristo conduziu o time ao então inédito e heróico Campeonato Brasileiro de 1988.


No Bahia, em 1988, ele viveu seu melhor momento treinador.

Ele dirigiu o time que foi campeão brasileiro. A equipe-base do Tricolor baiano tinha: Ronaldo; Tarantini, João Marcelo, Claudir e Paulo Róbson; Paulo Rodrigues, Gil, Bobô e Zé Carlos; Charles e Marquinhos.

Abaixo Evaristo com a Taça de Campeão Brasileiro do Bahia.


Depois disso, assumiu Fluminense, Cruzeiro, Grêmio e até a Seleção do Qatar, até tornar a casa, qual um filho pródigo.

Era o ano de 1993 e o Flamengo que havia se tornado pentacampeão brasileiro no ano anterior, já não mais contava com o maestro Júnior, além disso, seu sucessor Jair Pereira havia concedido apenas um terceiro lugar ao time no Campeonato Carioca.

No entanto, apesar dos esforços do conceituado treinador, o Mais Querido do Brasil não conseguia bons resultados e assim, Evaristo foi preterido do cargo depois de apenas 24 partidas.


Dando continuidade a sua carreira, Evaristo ainda passaria por diversos outros clubes brasileiros.

Em 1997 ganhou a Copa do Brasil pelo Grêmio, vencendo o Flamengo na final.

E em 1998 conquistou mais um Campeonato Baiano pelo Bahia.

Ainda naquele ano, porém, Evaristo de Macedo voltaria a Gávea para substituir Toninho Barroso.


Na sua segunda passagem como treinador do Fla, ficou por 26 partidas com 13 vitórias, 5 empates e 8 derrotas, a última delas para o Cruzeiro em uma partida amistosa.

Deixou o time em Fevereiro de 1999 sob o comando de Carlinhos, que assumiu o time e o conduziu para o histórico tricampeonato carioca consolidado em 2001.


Em 1999 assumiu o Corinthians.

No ano de 2000 voltou mais uma vez pro Bahia, onde conquistou seus últimos títulos como treinador: O sexto campeonato baiano e a Copa do Nordeste de 2001.


Em 2002 voltaria pela última vez a treinar o Flamengo.

Ficou até o final do Campeonato Carioca de 2003 quando foi eliminado pelo Fluminense numa histórica goleada.

Ainda depois daquela partida, se desentendeu seriamente com o goleiro Júlio César e ainda no vestiário pediu demissão.


Voltaria mais uma vez ao Bahia, também treinaria o Vitória, mas abandonou a carreira de treinador mesmo comandando o Santa Cruz no ano de 2007.

Estatísticas

Ano

Jogos

Vitórias

Empates

Derrotas

Aproveitamento

1993

24

07

09

08

41,67%

1998

18

10

03

05

61,11%

1999

08

03

02

03

45,83%

2002

18

07

03

08

44,44%

2003

15

09

02

04

64,44%

Total

83

36

19

28

51%

Títulos

Por outros clubes

Bahia

  • Campeonato Baiano: 1970, 1971, 1973, 1988, 1998, 2001
  • Campeonato Brasileiro: 1988
  • Copa do Nordeste: 2001

Santa Cruz

  • Campeonato Pernambucano: 1972, 1978, 1979, 1980

Grêmio

  • Campeonato Gaúcho: 1990
  • Copa do Brasil: 1997

Seleção do Qatar

  • Copa Golfo Pérsico: 1992

Abaixo matéria de Evaristo diretamente do site do Barcelona em inglês:

EVARISTO DE MACEDO

Evaristo de Macedo (Río de Janeiro, Brazil, 1933) was one of the best foreign signings Barça ever made, and was an outstanding goalscorer. 
He was brought to Barcelona by then technical secretary Josep Samitier, who felt he has discovered somebody exceptional. And he was not wrong, for the Brazilian managed to score no fewer than 0.8 goals a game. 
A natural athlete, he was the typically silky skilled Brazilian with a deadly instinct in front of goal and a terrific shot with either foot, a powerful head and the kind of speed and courage that made him an ever-present in the Barça first team for five years, teaming up to perfection with Eulogio Martínez. 

His most historic moment was the goal he scored with the sole of his foot on November 23, 1960, to knock Real Madrid out of the European Cup for the very first time. Paradoxically, in 1962 he left FC Barcelona after refusing to be nationalised as a Spaniard and joined Real Madrid.

THE NUMBERS

- Seasons with the club: 1957-62 
- Matches played: 226 
- Goals: 178 
- Titles: 
2 Fairs Cups
 (1955/58 and 58/60) 
2 Leagues (1958/59 and 59/60) 
1 Spanish Cup (1958/59) 

was one of the driving forces behind the project, and the Camp Nou was eventually inaugurated on September 24, 1957. The new stadium could hold 90,000 spectators, including 49,000 club members, and was the new stage for a team that was promising big things after winning the 1957 Cup final at Montjuïc. 

The league championships in 1958-59 and 1959-60 and the Fairs Cup wins in 1957-1958 and 1959-60 were due in no small measure to the presence of legendary coach Helenio Herrera, who had a host of talented players at his command, including Kocsis, Czibor, Evaristo, Kubala, Eulogio Martínez, Suárez, Villaverde, Olivella, Gensana, Segarra, Gràcia, Vergés and Tejada.

Abaixo matéria de Evaristo em espanhol direto do site de Barcelona:

Por muy bueno que sea el disparo, necesita la aportación del portero para contribuir a la estética de la jugada.

Para la historia quedó la fotografía de dos jugadores en posición horizontal, a un metro de suelo, casi cabeza contra cabeza, y ambos a la desesperada búsqueda del balón: uno intentaba alejarlo de la escena, y el otro alojarlo en la portería.

Eran Vicente Traín y Evaristo de Macedo, en un Barcelona-Real Madrid de la Copa de Europa de principios de los sesenta.

En aquella ocasión fue gol. El otro día, en el Francia-Italia de la Eurocopa, tuvimos ocasión de recrearnos en otra jugada de ésas en las que parecen ponerse de acuerdo portero y delantero para homenajear al fútbol: Karim Benzema envió un envenenado balón de rosca junto al palo izquierdo de la portería italiana.   

Cuando parecía que el balón llegaba al ansiado destino, llegó volando desde la derecha Gianluigi Buffon con los brazos estirados y logró tocar el balón con la punta de su guante izquierdo para enviarlo a córner.

“Otra vez será”, parecía decirle con la mirada Buffon a Benzema. Aunque contrariado por el resultado de la jugada, seguro que en Benzema ha quedado algo de orgullo por haber contribuido a hacer de este deporte algo bello. 


Anos Clubes Jogos (gols)


1950–1952 Madureira  00?0000(?)
1953–1957 Flamengo   160000(99)
1957–1962 Barcelona   114000(78)
1962–1965 Real Madrid  017000(15)
1965–1967  Flamengo   0310000(4)

1955–1957 Seleção Brasileira  14 (8)



 

 

Vejam abaixo matérias com Evaristo enviadas e autorizadas a publicar pelo amigo José Roitberg - jornalista e historiador - Editorah Menorah & Planeta FLA

Menorah na TV 2011-05-27 EVARISTO DE MACEDO

 

IV Encontro Planeta FLA | Vice-Presidente de Futebol - Evaristo de Macedo publicado por Planeta FLA

 

EVARISTO DE MACEDO - CONHEÇA SUAS PROPOSTAS COMO VICE DE FUTEBOL publicado por Planeta FLA

 

 

 

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez


Fonte de Pesquisa:

Entrevista de Evaristo de Macedo por telefone para Marcelo Dieguez;

www.esfutbol.es/docs/La-belleza-es-cosa-de-dos-49.html ;

www.blaugranas.com/evaristo-fotos_del_f_c_barcelona-igfpo-1419098.htm#av;

www.flamengo.com.br;

reliquiasdofutebol.blogspot.com/2009_07_26_archive.html;

www.fcbarcelona.com/web/english/club/historia/jugadors_de_llegenda/evaristo.html;

Terceirotempo.ig.com.br;

quatrotiempos.blogspot.com/2010/11/jogadores-historicos-evaristo-de-macedo.html;
 
globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-espanhol/noticia/2010/11/meu-jogo-inesquecivel-ha-50-anos-evaristo-brilhava-num-barca-x-real.html;

www.mg.superesportes.com.br/app/noticias/pele-70-anos/2010/10/21/noticia_pele_70_anos,168152/a-frustracao-de-evaristo-de-macedo.shtml;

fernandoamaralfc.blogspot.com/2010/04/evaristo-de-macedo-com-camisa-do.html;

globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-espanhol/noticia/2010/11/meu-jogo-inesquecivel-ha-50-anos-evaristo-brilhava-num-barca-x-real.html;

flamengo-futebol.com;

matérias com Evaristo enviadas e autorizadas a publicar pelo amigo José Roitberg - jornalista e historiador - Editorah Menorah & Planeta FLA

 

 

 

 

Evaristo ao lado de Assis, e ele vestindo sua camisa Retrô do ano de 1955 o segundo Tricampeonato Carioca do Flamengo.

Evaristo autografa camisa de um torcedor, e ele vestindo sua camisa Retrô do ano de 1955 o segundo Tricampeonato Carioca do Flamengo.

Aqui Evaristo na entrada do vestiário do Flamengo na Gávea.

 

 

 

 

 

Abaixo Marcelo Dieguez e Evaristo após a entrevista exclusiva em julho de 2015 no Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

Abaixo Marcelo Dieguez e Evaristo após a entrevista exclusiva em julho de 2015 no Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

Abaixo entrevista exclusiva com Evaristo de Macedo em julho de 2015 no Rio de Janeiro

 

 

 

 

 

Abaixo Marcelo Dieguez e Evaristo após a entrevista exclusiva em julho de 2015 no Rio de Janeiro

 

 

 

 

"Evaristo, você faz parte da história do futebol, e eu seu amigo Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".

 

Um abraço de seu amigo Marcelo Dieguez.