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HAROLDO, ex-jogador da Portuguesa-SP, Nacional-SP, Comercial-SP, Ferroviária de Assis-SP, São Bento de Marília-SP, GERA-PR, Gremio Esportivo Maringá-PR, Flamengo de Ilhéus-BA, Metropol-SC.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Haroldo dos Santos Jarra, o Haroldo nasceu no dia 26 de janeiro de 1937 em São Paulo, Capital.

Começou sua carreira jogando na Portuguesa de Desportos em 1957.

Profissionalizou-se no Nacional da Capital paulista em 1958.

Depois ainda jogou no Comercial da Capital paulista em 1959.

Em 1960 foi jogar na Ferroviária de Assis-SP.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ainda em 1960 foi jogar no São Bento de Marília-SP.

E ainda nesse mesmo ano foi jogar no GERA de Apucarana-PR, que neste período já se chamava Apucarana, onde jogou até 1962.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Depois foi jogar no Gremio Esportivo de Maringá-PR.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Em 1967 foi para o Flamengo de Ilhéus-Bahia.


 E seu último time foi o Metropol de Criciúma em 1968, Campeão Catarinense e Campeão Sul Brasileiro da Taça Brasil.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Ao final de 1968 encerrou a sua participação como atleta profissional de futebol.

 

 

                         E N T R E V I S T A

Vejam abaixo a Entrevista Exclusiva de Haroldo para o site www.historiadordofutebol.com.br em maio de 2015:

 


                                                                                                   1.
                        

 

 

 

 

 

 

 

 

Entrevista efetivada em Maio de 2015,via telefone pelo Historiador Marcelo Dieguez com o ex-craque Haroldo dos Santos Jarra, nascido aos 26.01.1937 em São Paulo, Capital, casado com Irandy Jarra aos 11.07.1969, pais de Renato Oliveira Jarra e avós de Gustavo Oliveira Jarra, residente e domiciliado na cidade de Ilhéus – Bahia.

M.D. -  Conte-nos, inicialmente,  a sua trajetória futebolística Haroldo.
H.J. -  Iniciei em 1957 nos aspirantes da Portuguesa de Desportos e já ficava no banco de reservas em jogos do Rio-São Paulo, time esse que contava em seu elenco com jogadores  como Djalma Santos, Ipojucã, Edmur, Julinho, Juths, Ocimar, Nena, Noronha (ex- seleção da Copa do Mundo de 50). Nessa época eu não era contratado como profissional, mas sim como amador e ganhava aproximadamente 4 salários mínimos a título de ajuda de custo.
             Profissionalizei-me no Nacional da Capital em 1958. Comigo foram Félix (tri-campeão mundial), Mário Travaglini, Parada (ex- Palmeiras), Alan (ex- Corinthians) e Rivetti., sendo, portanto, o Nacional da Comendador Souza, o meu 2º time.
             O 3º time foi o Comercial da Capital em 1959, ocasião em que joguei com Tantus, Paulo Lumumba e Oswaldo Ponte Aérea.
             O 4º time, já em 1960,  a Ferroviária de Assis,  que fora Vice-Campeã da Série Amarela do interior de São Paulo, clube em que atuei juntamente com Balthazar (O Cabecinha de Ouro).
             O 5º time foi o São Bento de Marília no final do ano de 1960. Por esse clube somente participei de uma excursão ao norte paranaense, ocasião em que o G.E.R.A. ) Grêmio Esportivo e Recreativo Apucaranense) da cidade de Apucarana,  interessou-se e adquiriu o meu concurso.
              O 6º Time,  o Gera de Apucarana nos anos de 61 e 62, agora já disputando o campeonato com a denominação de Apucarana F.C., sendo vice-campeão pela série norte em 1962. 
              O 7º time foi o G.E.M. (Grêmio Maringá) de 1963 a 1966, ocasião em que fomos Bi-Campeões Paranaense, e Tri-Campeões da Série Norte.
2.           Em 1967 fui para o Flamengo de Ilhéus, sendo este o meu 8º time.
              O 9º e último time foi o Metropol de Criciúma em 1968, Campeão Catarinense e Campeão Sul Brasileiro da Taça Brasil.
              Ao final de 1968 encerrei a minha participação como atleta profissional de futebol.

M.D. -  Quais os clubes brasileiros que sondaram o teu futebol no afã de adquiri-lo, especificamente quando você  estava em excelente forma jogando  pelo Grêmio Maringá ?
H.J. – Vários clubes interessaram-se pelo meu concurso, notadamente o Santos de Pelé e o Grêmio de Porto Alegre. Na época, estava com contrato em vigência, e a despeito da insistência do Santos,  o G.E.M. não liberou-me.

M.D. – Fale sobre o gol mais importante e o mais bonito da tua carreira ?
H.J. -  Reputo o mais importante o que fiz para o G.E.M. contra a Cambaraense em 1963, gol esse do título. E o mais bonito foi jogando pelo Apucarana F.C. contra o Londrina no V.G.D. em 1962, quando ganhamos por 1 x O  na primeira partida melhor de quatro.

M.D. – Fez muitos amigos no futebol?
H.J. – Sim, muitos. Dentre vários, citaria em Apucarana o Áureo Caixote, que  recebeu-me  muito bem quando para lá fui, além do Tó, Miltinho e Jorginho Maia. Em Maringá, o Edgar, o Roderley, o Nilo, o Zuring e o Maurício. No Metropol, o Quarentinha, o Leocádio e o Di. No Comercial, o Tantus,  e na Ferroviária de Assis o Joel e o Maracaí, sendo que  estes 3 foram posteriormente para o G.E.R.A. .

M.D. – Do que você sente falta dos tempos em que jogava futebol?
H.J. -  Felizmente não sinto falta do futebol em si. Quando resolvi parar, parei conscientemente.  O que sinto saudades é dos vestiários. As brincadeiras, as gozações, o espírito esportivo reinante. Sinto saudades, por mais paradoxal  que pareça,  até dos momentos de dor e sofrimento. A alegria de viver nessa época, era muita.

3. 
M.D. – Qual a cidade, de todas em que jogou, lhe traz mais  saudades ?
H.J. -  Apucarana. Lá eu fui muito feliz.

M.D. -  Qual a melhor fase da tua vida?
H.J. -  A atual. Vivo feliz, tranqüilo  e em paz com minha família e amigos, numa cidade que eu adoro que é Ilhéus.

M.D. –  Cite uma partida de grande repercussão em que atuou  pelo G.E.M. ?
H.J. – Gostaria de citar três:  Uma contra a Seleção da Rússia com Yashin no Gol. Ganhamos no Wiilie Davis  por 3x2 dessa mesma seleção que havia ganhado da Seleção Brasileira, ocasião em que fui considerado um dos melhores em campo. Outro jogo foi contra o Rapid de Viena também no Willie Davis que ganhamos com folga e fui considerado o melhor em campo. O 3º foi uma belíssima vitória contra a Seleção da Romênia. O time do Grêmio Maringá era muito bom.

M.D. – Cite uma tristeza tua no futebol, se é que exista?
Infelizmente citaria duas: A primeira foi quando o Apucarana F.C. perdeu o título para o Londrina em 1962 numa melhor de quatro; A outra quando o G.E.M. perdeu o Tri Campeonato Paranaense.

M.D. – Você se espelhou em alguém para jogar futebol?
H.J. – Em ninguém. Sempre pensei e procurei formar um estilo meu para uma dinâmica própria de jogo. Nunca fumei ou bebi, além de me cuidar e treinar muito.

M.D.  – Quando jogava, quais eram as suas medidas?
H.J. -  Pesava 69 kilos para 1m78cm de altura, com chuteiras 41.

M.D. -  Poderia formar a tua maior seleção brasileira, bem como a do norte paranaense ?
H.J. – Com prazer, mas não é assim tão fácil. Deixe-me pensar um pouco. Vamos lá, então:  A Brasileira:  Gilmar, Djalma Santos, Mauro Ramos de Oliveira, Orlando e Nilton Santos.  Zito 
e Zizinho. Garrincha, Romário, Pelé e Canhoteiro. Com menções para: Tostão, Rivelinho, Zico, Leandro e Fenômeno.
4. A Norte Paranaense: Carlos Alberto (ex- Apucarana), Periquito (ex- G.E.M.), Edson Faria (ex- G.E.M.), 
Roderley (ex-G.E.M.) e Lelo (ex-L.E.C.);  Áureo Arruda (ex-L.E.C.  e Apucarana) e Fernando (ex- Apucarana).  Chinezinho (ex- L.E.C.), Edgar (Ex- G.E.M.), Gauchinho (Ex- Nacional de Rolândia e   L.E.C.) e Martins (Ex- Apucarana e L.E.C.), com menções para Leocádio, Tantus, Paulo Vecchio, Garoto. Tó e Nery (ex- Mandaguari).

M.D. – Cite um treinador que foi do teu agrado como atleta?
H.J. -  Cito dois:  Noronha (ex- Seleção Brasileira) que foi meu técnico na Portuguesa Desportos e Nestor Alves no G.E.M.. Nestor foi jogador profissional do Vasco da Gama, Prudentina e Xv de Jaú, e caso não esteja enganado, na Cambaraense aí do Paraná.

M.D. – Chegou a pensar em ser treinador quando largou a profissão?
H.J. – Em momento algum.

M.D.- Cite um jogador violento daquela sua época?
H.J. – Osni lateral esquerdo  do Arapongas. Realmente chegava muito forte.

M.D. – O que você faz hoje na vida?
H.J. – Sou cacauicultor e proprietário de duas fazendas de cacau de nomes Oriental e Pomar, com 120 hectares de terras cultivadas, na região de Barro Preto no Sul da Bahia. Meu filho Renato é o meu braço direito e me ajuda a administrá-las.

M.D. – Assiste jogos de futebol?
H.J. – Assisto na TV as principais partidas do Brasil e exterior. Por vezes fico muito aborrecido e até constrangido em ver tanto jogador medíocre com tanta fama e ganhando tanto dinheiro. Penso que, se jogássemos hoje, sem falsa modéstia, eu, Edson Faria, Roderley, Garoto, Edgar, Gauchinho, só para citar alguns, seríamos milionários com o futebol.

M.D. – Você, embora paulista e jogando também no Paraná e Sta. Catarina, casou-se com uma baiana de Ilhéus?
5. H.J. – Pois é. Ainda quando jogava, vim para cá a passeio com o Luiz Roberto – ponteiro do Grêmio – e conheci a sua irmã Irandy. A paixão explodiu e nos casamos no dia 11.07.1969, após eu ter parado com o futebol. Estava escrito. Era o destino.

M.D. – Deixaria uma mensagem para o jogador de futebol atual?
H.J. – Cuidar da saúde, treinar com afinco e obedecer as ordens técnicas e táticas de seu treinador para não causar atrito no elenco. Também, inicial e primordialmente, pensar  num teto para sua  moradia e de sua família, se for o caso. Também, fazer o seu pé-de-meia visando o futuro, para só depois comprar carrões e bobagens. O futebol é deveras incerto.

M.D. -  Agradeço Haroldo, por essa significativa oportunidade de presentear  aos torcedores com um pouco da tua vida esportiva,  torcedores esses que ansiavam em ter uma palavra tua. 
H.J. -  Tenha certeza que a satisfação é toda minha, agradeço a oportunidade e um grande abraço a todos.

M.D. -  Vou encerrar esta entrevista com um significativo  depoimento de nosso amigo Reginaldo Aracheski, advogado na cidade de Curitiba e  criador do Memorial de Futebol da Casa Aracheski na legendária cidade da Lapa aqui no Paraná, e que esteve visitando o ex-craque Haroldo na cidade de Ilhéus:

Palavras textuais de Reginaldo:  Quando garoto, fui residir na cidade de Apucarana em razão de que meu pai Silvio Aracheski, foi para lá a trabalho. Iniciei morando na Av. Curitiba, a dois quarteirões do Estádio Bom Jesus da Lapa. O  campo de futebol, , era local sagrado para mim e em todos os momentos disponíveis, inclusive largando deveres escolares, lá estava eu assistindo todos os treinamentos dos profissionais e não perdia jogos. Acredito, seguramente, foram esses momentos que desencadearam e despertaram em mim a grande paixão que tenho pelo futebol.
O Apucarana tinha verdadeiros craques, a exemplo de Tantus, Mairiporã, Martins, Áureo Arruda, Vasconcelos, Toninho 
Português, Queirolo. Mas o jogador que mais chamava-me atenção era Haroldo. Jogava de cabeça erguida sem olhar para a 
bola; Chutava igualmente com os dois pés e a despeito de jogar  como um falso ponta direita, descortinava todo o campo ao 6.receber a bola,  ditando  o jogo num fleuma  característico. Era um virtuose, e eu o assistia maravilhado. Na verdade ele faz parte do maior time que a cidade de Apucarana já teve e nunca mais vai esquecer, qual seja:  Celso, Milton e Tó. Fernando Queirolo e Gil. Haroldo, Tantus, Mairiporã, Santana e Martins. Este time estava na ponta da língua da garotada.
Este mês tive a felicidade de rever o ídolo em Ilhéus e ouvir embevecido  as suas narrativas do futebol.  
Nos dias atuais, tenho viajado bastante e assistido muitos  jogos do Real Madrid, Juventus, Milan, Barcelona, Internazionale, Chelsea e outros.  Mas, o futebol de raro brilho e talento de Haroldo ainda continua povoando  marcantemente as minhas lembranças.
Foi um dos maiores craques que vi.

 

 

Abaixo dedicatória a Marcelo Dieguez de Haroldo direto de Ilhéus-BA

         

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez

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Fonte de Pesquisa:

acervo www.historiadordofutebol.com.br

Historiador Reginaldo Aracheski

 

 

 

 

Abaixo Reginaldo Aracheski e Haroldo em Ilhéus-BA


 
               

 

 

 

 

 

 

"Haroldo, você faz parte da história do futebol, e eu seu amigo Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".