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GEOVANI, ex-meio-campo do Vasco da Gama-RJ, Desportiva-ES, Bologna-Itália, Karlsruher SC-Alemanha, Tigres-México, ABC-RN, Rio Branco-ES, Serra-ES, Tupy-ES, Vilavelhense-ES e Seleção Brasileira.

 

 

 

 

 

 

Geovani Silva, o Geovani nasceu no dia 6 de abril de 1964 na cidade de Vitória no Estado do Espírito Santo.

 

 

 

 

 

 

 

Iniciou sua carreira aos 16 anos pela Desportiva-ES, jogando de 1978 até 1981.

Em 1982 foi transferido para o Vasco da Gama, onde ficou famoso, jogando ao lado de craques como Romário e Roberto Dinamite.

Abaixo com o amigo Guto em 1983 no Vasco, Geovani era uma categoria acima de Guto que estava no Juvenil.

Ficou no Vasco de 1983 até 1989.

No início dos anos 80, o Brasil conheceu um menino que fez os saudosistas de então vibrarem com a possibilidade de verem nos campos brasileiros uma nova versão de Didi ou Gérson desfilando sua arte e comandando o meio-campo da seleção nos anos vindouros.

Se o nosso futebol tinha meias-armadores de qualidade e mais experientes como Pita, Zenon, Delei e Adílio, nenhum deles apresentava tamanha visão de jogo e precisão nos lançamentos quanto Geovani Faria da Silva, que ainda não havia completado 20 anos.

O início meteórico no Vasco


Em meados de 1982, diante da hegemonia do Flamengo de Zico, então campeão mundial, o Vasco foi a Vitória buscar no Desportiva um meia de 18 anos gordinho, meio “marrento”, mas muito talentoso, que era a grande revelação local e alvo de comparações com Diego Maradona.

Geovani estreou pelos profissionais do clube de São Januário em agosto, entrando no segundo tempo da derrota para o Bangu por 2 a 1, no primeiro turno.

Na final da Taça GB - para variar, entre o Vasco de Roberto Dinamite e o Flamengo de Zico - já era titular e, audacioso, deu um lençol no camisa 10 da Gávea com um Maracanã lotado como sua platéia.

Mas na seqüência da competição estadual, Geovani acabou pagando por sua irregularidade – compreensível pela idade e rapidez com que tudo aconteceu no início da carreira – e perdeu a vaga de titular na fase decisiva do campeonato para Ernani.

Do banco de reservas, assistiu ao time de Antonio Lopes surpreender o arquirrival e, com a vitória por 1 a 0, sagrar-se campeão carioca depois de quatro anos amargando vice-campeonatos.

No Mundial de Juniores, a confirmação de seu talento


No ano seguinte, a redenção veio com a conquista do Mundial de Juniores.

Geovani foi eleito o craque da competição, marcando de pênalti o gol único da vitória na decisão contra a Argentina.

Ele era o cérebro da equipe comandada por Jair Pereira.

Protegido por Dunga na marcação, era de Geovani que saíam os lançamentos precisos para o veloz ataque formado por Mauricinho, Maurinho Rã (que colocou Bebeto no banco) e Paulinho, sempre apoiados por Gilmar “Popoca”.

De volta ao Vasco, viveu um longo período de oscilações.

Geovani padecia tanto pela eterna briga com a balança quanto pela dificuldade na marcação, o que fazia com que treinadores como Edu Coimbra, Antonio Lopes e Joel Santana o colocassem no banco para jogadores medianos, mas disciplinados e em plena forma física, como Mário, Luis Carlos Martins e Gersinho.

Abaixo o Vasco de 1987

Foi Bicampeão carioca pelo Vasco em 1987/88.


1988: o melhor ano da carreira


Em 1987, as coisas começaram a melhorar, com Geovani sendo titular absoluto na conquista do Campeonato Carioca.

No ano seguinte, mais maduro e determinado a disputar as Olimpíadas e, posteriormente, sua primeira Copa do Mundo, Geovani resolveu aprimorar o combate aos adversários e emagreceu.

Seu futebol evoluiu demais e ele foi o craque da temporada no Brasil, levando o Vasco ao bicampeonato estadual e à melhor campanha do Brasileiro, que só terminaria no início de 1989 com o Bahia campeão, mas quatro pontos atrás do time de Geovani, eliminado nas quartas-de-final, mesmo com quatro partidas a mais.

Habilidoso, ótimo lançador, excelente cobrador de pênaltis e faltas, Geovani foi um dos destaques da Seleção Brasileira nas Olimpíadas de Seul, em 1988.

Na ocasião, o time dirigido por Carlos Alberto Silva conquistou a medalha de prata.

O Brasil foi derrotado pela União Soviética, de virada, por 2 a 1.

Seleção Olímpica de 1988

Em pé: André Cruz, Taffarel, Luis Carlos Winck, Batista, Aloísio e Ademir; Agachados: Milton, Edmar, Careca, Geovani e Romário

Com a seleção olímpica que disputou os Jogos de Seul, foi um dos destaques e mostrou novamente ser “carrasco” dos argentinos ao marcar o gol da vitória por 2 a 1 sobre os “hermanos” nas quartas-de-final.

Atuando mais solto, com Ademir e Andrade (ou Milton) à frente da zaga, Geovani era a chama criativa do meio-campo canarinho, alimentando o ataque formado por Edmar (depois Bebeto) e Romário.

Pena que o meia tenha ficado de fora da final por suspensão e a mais empolgante campanha brasileira em Olimpíadas tenha terminado com a prata, na derrota por 2 a 1 para a então União Soviética.

Em seu ano mágico, Geovani fez com Romário uma parceria espetacular.

O camisa 8 lançava e o Baixinho, voando com 22 anos, atropelava os zagueiros na velocidade e marcava gols em profusão. Outra característica marcante do meia era a precisão nas cobranças de pênalti.

Geovani corria lentamente em linha reta na direção da bola com os olhos fixos no goleiro que, ansioso, se deslocava para um lado e permitia que ele apenas tocasse levemente no canto oposto.

Ainda em 1989 foi jogar no Bologna da Itália, onde jogou até 1991.

Depois ainda em 1991 foi jogar no Karlsruher SC da Alemanha.

Ainda em 1991 voltou ao Vasco da Gama, onde jogou até 1993.

Geovani voltou ao Vasco em 1991 e esteve presente nos títulos cariocas de 92 e 93.

O meia só não foi tri estadual no ano do tetra brasileiro nos EUA porque aceitou a proposta do Tigres para jogar no futebol mexicano.

Vasco de 1992, em pé(da esquerda para a direita): Luís Carlos Winck, o goleiro Régis, Luisinho, Jorge Luís, Eduardo e Torres – Agachados: Bebeto, Flávio, Geovani, Edmundo e Bismarck, antes da partida contra o São Paulo FC, válida pelas semifinais do Campeonato Brasileiro de 1992 – Estádio Cícero Pompeu de Toledo(Morumbi) – São Paulo – SP – Brasil – 21/06/1992 – Foto: Acervo/Gazeta Press

Abaixo Giovani e Gian BiCampeão Carioca em 1992/1993, foto do pôster vindo direto da casa de Gian.

Voltando ao Rio foi Bi-Campeão Carioca pelo Vasco em 1993 como Profissional jogando a final, e em 1994 foi Tri-Campeão Carioca.

Em 1996 assisti ao meu primeiro jogo do Flamengo junto com ele e agradeço a ele até hoje por isso.

Em 1994 foi jogar no Tigres do México.

Em 1995 voltou para o Vasco.

Em 1996 foi jogar no ABC FC de Natal no Rio Grande do Norte.

Em 1997 foi jogar no Rio Branco no Espírito Santo.

Em 1998 foi jogar na Desportiva Ferroviária do Espírito Santo.

Em 1999 jogou no Serra do Espírito Santo, onde foi Campeão Capixaba.

No ano 2000 voltou a jogar no Rio Branco-ES.

E no ano de 2001 jogou no Esporte Clube Tupy também no Espírito Santo, onde jogou até o ano de 2002.

Ainda em 2002 foi jogar no Vilavelhense-ES onde encerrou a carreira.

Abaixo Polaco Valoura e Giovani no Vila Velhense-ES

Também foi convocado várias vezes para a Seleção Brasileira de Futebol, desde garoto, jogando do ano de 1985 até o ano de 1991, sendo que conquistou a medalha de Prata em Seul em 1988.

Curiosidades

Em sua passagem pelo Vasco da Gama, Geovani foi conhecido como O Pequeno Príncipe.


Quando em campo ao lado de Romário, eram muito semelhantes em suas estaturas.


Como jogador profissional, perdeu seu primeiro pênalti num jogo contra o Olaria, no Campeonato Carioca de 1989 depois de ter batido na carreira uma série de pênaltis e sua fama de nunca ter perdido um pênalti era amplamente divulgada pela mídia de então.


Na reportagem especial do Esporte Espetacular foi mostrada uma entrevista feita a Geovani nos anos 80, quando ainda era jogador. Nela Geovani revelou que antes de vir para o Rio de Janeiro e ser conquistado pelo Vasco, seu clube do coração era o Flamengo.

Evangélico da Igreja Marnata, em Vitória, Espírito Santo, ele se candidatou a deputado estadual e foi o 16º colocado, com 19572 votos.

Foi eleito em 2006 deputado estadual do estado do Espírito Santo.

Homenagens a Geovani

Reportagem especial

No dia 17 de fevereiro de 2008 o programa Esporte Espetacular, da Rede Globo, transmitiu uma reportagem especial em homenagem a Geovani, entrevistando-o em Vitória, sua cidade natal, mostrando momentos marcantes de sua carreira, como sua chegada ao Vasco da Gama, seus títulos conquistados dentro do clube e suas convocações para a Seleção Brasileira, da qual foi o capitão nas Olimpíadas de 1988. Também mostrou a sua condição atual: Geovani estava debilitado por uma doença rara chamada Polineuropatia, e se locomovia com a ajuda de uma bengala. Porém, Geovani estava se recuperando bem da enfermidade e disse que não seria vencido por ela.

No decorrer da entrevista Geovani apresentou seus filhos Geovani Filho, Andrei e mencionou o caçula Gabriel. Depois foram apresentadas gravações de alguns amigos do jogador com declarações sobre o mesmo. Os amigos eram Romário e Zé do Carmo, seus companheiros de equipe no Vasco, e também Edmundo. Todos revelaram estar torcendo para a recuperação total de Geovani. Edmundo disse que Geovani foi um dos que mais o ajudaram dentro do Vasco, Romário disse ser um amigo com quem Geovani sempre podia contar e Zé do Carmo disse estar orando e torcendo em favor do amigo.

E no fim da entrevista foi mostrado ao vivo que Geovani estava em sua casa assistindo à sua homenagem e ainda teve a visita surpresa de seu grande amigo Roberto Dinamite, que também fez sua homenagem a Geovani.

Visita a São Januário

No dia 8 de março de 2008 Geovani voltou a São Januário, estádio do Vasco da Gama, com a companhia dos seus filhos Geovani Filho e Andrey, que pretendem seguir os passos do pai dentro do clube que o consagrou. Foi homenageado em pleno estádio antes de começar o jogo entre Vasco e Duque de Caxias.

Pontapé inicial

Geovani, ainda apoiando-se com uma bengala, deu o pontapé inicial do jogo entre Flamengo e Vasco no dia 13 de julho de 2008, pelo primeiro turno do Campeonato Brasileiro do mesmo ano.

Publicada em 01/02/2012 - 15h22


Geovani ex-Vasco está recuperado de câncer


Ex-meio-campista do Vasco, Geovani superou o câncer na coluna vertebral e a polineuropatia.

Ex-meio-campista do Vasco, Geovani superou o câncer na coluna vertebral e a polineuropatia. Hoje recuperado, graças a muita fé e fisioterapia, Geovani anda de bicicleta, joga futevôlei e planeja poder finalmente fazer sua partida de despedida.

Numa manhã de 2005 o capixaba Geovani Silva acordou e não conseguiu levantar da cama. Ao procurar um médico, descobriu um câncer em uma das vértebras. O quadro clínico evolui para polineuropatia, um distúrbio neurológico que lhe tirava a força dos músculos, praticamente impossibilitando-o de andar e se alimentar sem ajuda.

Foi o momento mais difícil da vida para esse craque revelado pela Desportiva Ferroviária. Ele, que desfilara sua classe pelos gramados, agora mal podia mexer as pernas.

Foram seis anos de muita luta mas o apoio da esposa Andrea Silva, a ajuda dos médicos e muita religiosidade ajudaram Geovani a se recuperar. Hoje com 47 anos, esse nativo de Vitória comemora sua recuperação e já planeja sua despedida.

- Já falei com o Willian, Sorato e também com o Edmundo. O jogo deve ser aqui em Vila Velha entre veteranos do Vasco e da Desportiva Ferroviária.

Pequeno Príncipe era o apelido que carregava nos gramados devido a sua imensa categoria nos passes, chutes e dribles. Essa qualidade o levou à seleção brasileira onde ganhou o Mundial Sub-20 de 1983 e a prata olímpica em Seul-88. No Vasco, clube brasileiro onde mais brilhou, levantou cinco campeonatos cariocas.

- Se alguém nunca viu milagre, está olhando para um milagre – encerra Geovani.

 

 

 

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez

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Fonte de Pesquisa:

brasil.elpais.com,

veja.abril.com.br,

www.metropoles.com,

acervo www.historiadordofutebol.com.br

pt.wikipedia.org

vasconoticias.com.br

terceirotempo.bol.uol.com.br

sovascodagama.blogspot.com.br

reliquiasdofutebol.blogspot.com

ovascaino.wordpress.com

 

 

 

Abaixo Polaco Valoura e Giovani no Vila Velhense-ES em seu último Clube profissional em 2002.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Abaixo Geovani quando foi Deputado

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"Geovani, você faz parte da história do futebol, e eu seu amigo Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".