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OTAVINHO ex-jogador do Operário de Ponta Grossa, Internacional E.C de Campo Largo-PR, Arapongas-PR e Coritiba-PR

 

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Otavio de Paula Nascimento, o Otavinho nasceu no dia 18 de janeiro de 1937 na cidade de São Luis do Purunã no Estado do Paraná

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Começou a carreira jogando em Campo Largo.

 

INTERNACIONAL E.C. DE CAMPO LARGO

 

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Jogou pelo Internacional E.C. de Campo Largo, onde tornou-se PentaCampeão do Campeonato Regional Campolarguense em 1954.

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Operário Ferroviário de Ponta Grossa

 

Depois foi jogar no Operário Ferroviário de Ponta Grossa.

 

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No Operário Ferroviário de Ponta Grossa, Otavinho logo se destacou pela velocidade, dribles, bons lançamentos e dedicação. De baixa estatura dava muito trabalho aos seus marcadores. Jogou ao lado de excelentes jogadores, pois o Operário naqueles tempos apresentava equipes de alto nível. Otavinho fez ala com Alex e Leocádio Cônsul, dois dos melhores jogadores que passaram por gramados paranaenses.

Em 1.960 Otavinho atuou ao lado de Madalozzo (goleiro), Daniel (lateral direito que esteve no Selecionado Paranaense), Laércio, Ribamar, Raimundo, Candinho, Hélio Silvestre, Rosinha, Zéca, Leocádio, Alex, Arlindo Lau (goleiro que brilhou no Corinthians Paulista e Grêmio de Porto Alegre com inicio de carreira no Bangu da Campina do Siqueira futebol amador de Curitiba e com passagem pelo Clube Atlético Ferroviário), Edgar (também Seleção Paranaense), Jango, Abelardo, Hélio, Mazola, Roberto, Miguel, Zanetti e Ico. Hélio e Ico irmãos de Duílio Dias, um dos maiores artilheiros da história do futebol paranaense que começou no Operário e depois conquistou vários títulos pelo Coritiba, atuando também pelo Esporte Clube Água Verde. Naquele ano embora contando com ótimo plantel o Operário Ferroviário foi o sétimo colocado.

 

Campeão da Zona Sul do Paraná e Vice-Campeão Paranaense de 1961

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No Operário jogou muita bola, onde conquistou o Título de Campeão da Zona Sul do Paraná em 1961.

 

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E também o Vice-Campeonato paranaense de 1961.

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Em 1.961 o Coritiba repetiu o título em campo e Operário Ferroviário entrou com processo na Justiça Desportiva em face do Coritiba ter colocado irregularmente durante as disputas o centro avante paraguaio Agapito que estava em Guarapuava e se transferiu para o clube da capital. Verificada a irregularidade o titulo foi dado ao clube de Ponta Grossa que tinha em seu elenco como um dos principais jogadores o baixinho, simpático, alegre e brincalhão Otavinho que surgiu para o futebol em Campo Largo e logo foi descoberto pelo pessoal do Operário.

Com Otavinho estavam no time campeão de 61 – Arlindo Lau (goleiro), Ribamar, Candinho, Roberto, Daniel, Laércio, Hélio Silvestre, Jairo, Fiúza, Miguel, Zéca, Silvio, Leocádio Cônsul, Madalozzo (goleiro), Jango, Hélio Dias, Ico e Zanetti. O titulo do Operário Ferroviário foi da Zona Sul enquanto o Comercial de Cornélio Procópio ganhava a Zona Norte e a Associação Esportiva Jacarezinho ganhava a Zona Setentrião (Norte Pioneiro). No triangular o Comercial ganhou o titulo tendo em seu grupo de jogadores Asa (goleiro), Dirceu (goleiro que atuou mais tarde pela Seleção Paranaense), Vitor, Dirceu II, Baltazar, Pinduca, Pedrinho, Vitor II, Garoto, Vilanueva, Mourão, Milton, Silvinho, Nelsinho e Beline.

Em 1.962 quando o Operário ficou como terceiro colocado no certame da Zona Sul disputado por Coritiba (campeão) com Hamilton, Valdir, Nico, Bequinha, Ariel, Miltinho, Guimarães, Chico, Duílio, Juquinha. Gauchinho, Wiliam, Quarentinha, Julinho, Carazai, Antoninho, Rodrigues, Ivan, Calita, Roberto e Domaia, Ferroviário (vice) com Paulista, Davi, Fernando Knaip, Celso, Bob, Alceu, Dino, Juarez, Fernando Augusto, Sarará, Bidio, Adilson, Caçula, Tetéu, Martins, Ema, Ivo, Darci, Sicupira e Demeterco, Água Verde, Guarany, Atlético, Rio Branco, Seleto, Irati, União Olímpico, Palestra Itália, Primavera, Caramuru, Bloco Morgenau e Britania, Otavinho novamente foi um dos destaques do Operário Ferroviário ao lado de Taborda, Daniel, Pacheco, Ribamar, Nanau, Fiúza, Roberto, Jairo, Silvio, Marreco, Nei (goleiro), Hamilton, Candinho, Hélio Silvestre, Leocádio Consul, Taraira, Laércio, Motiela e Sabará.

 

 

 

ARAPONGAS

 

Em 1963 foi jogar no Arapongas.

 

 

CORITIBA

 

Em 1967 foi jogar no Coritiba.

 

O Coritiba foi o terceiro colocado com Água Verde (campeão) e Grêmio Esportivo Maringá (vice). Atuaram pelo Coritiba – Joel, Vivi, Berto, Nico, Reis, Hugo, Lucas, Oromar, Kruger, Valter, Edson, Gauchinho, Otavinho, Zeferino (goleiro), David, Nilson Lopes, Tião, Bequinha e Chiquinho. Otavinho não teve maiores oportunidades já que Gauchinho passava por ótima fase.

Foram campeões pelo Água Verde – Heitor e Pedro Bueno (goleiros), Zé Carlos, Titure, Silvio, Zeola, Fonti, Pedrinho, Tetéu, Natal, Jairton, Silvano, Padreco, Juquinha, Carlinhos, Russinho, Zezinho, Amilcar, Japonês e Nilson Peres. Técnico Geraldo Damasceno (Geraldino) e presidente Ricardo Machado Lima. Patrono – Orestes Thá.

Otavinho extremamente disciplinado, respeitador era querido por companheiros e dirigentes. Sempre alegre brincalhão e disposto, professor de Educação Física foi convidado a trabalhar com os juvenis e aceitou. Ficou mais um pouco no Coritiba e depois foi para Londrina, onde segundo informações reside até hoje. O fato é que Otavinho mesmo não sendo brilhante teve passagem pelo Coritiba.

Em 62 quando da realização do Campeonato Brasileiro de Seleções, Otavinho foi convocado e depois dispensado. Gijo do Arapongas que depois se transferiu para o Ferroviário foi o titular da camisa onze. Otavinho teve bons momentos no futebol, paranaense.

 

Otavinho depois de deixar a condição de jogador passou a trabalhar nas categorias de base como treinador do Coritiba.

Abaixo Otavinho com o time Juvenil do Coritiba de 1968

 

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Otavinho formou-se em Educação Física e após concurso público foi trabalhar como professor em escolas do Estado. Ficou em Curitiba durante alguns anos e transferido para Londrina fixou residência por lá.

Otavinho um tempo em Curitiba e outro em Londrina.

 

Confiram abaixo entrevista de Otavinho ao Portal do Servidor Aposentado da UEL, por Léia Dias Sabóia.

 

Lições de uma vida dedicada ao futebol

Na década de 1970 pouco se falava sobre responsabilidade social, mas Otávio de Paula Nascimento já estava fazendo a sua parte.

Otávio de Paula Nascimento descobriu cedo o prazer pelo futebol. Quando criança, em Campo Largo, preferia a bola aos livros. “Naquela época a gente ficava até 11 horas jogando futebol na rua e não tinha problema nenhum, era espetacular. Eu adorava futebol”. Gostava tanto que fugia da escola para jogar. E, quando retornava, o pai sempre o esperava para corrigi-lo. “Eu sabia que ia apanhar, mas não me importava, no outro dia eu ia de novo”.

Otávio seguiu dando preferência para a bola, até que duas professoras – Helena Dobrzanski e Tereza Menezes – perceberam que poderiam negociar: “Nós vamos formar time aqui e vocês vão jogar, mas têm que estudar”. E assim foi feito. As notas aumentaram, não houve mais fuga e o interesse pela escola dobrou.

No entanto, Otávio continuou preenchendo as horas vagas com as partidas de futebol e sem a permissão de seu pai. Por isso, apanhou muito. “Um dia falei para o diretor que eu não podia participar mais do time. Expliquei que meu pai não gostava e que eu sempre apanhava. Aí ele foi à minha casa e pediu para o meu pai.”


O pai de Otávio disse que ele poderia jogar se aceitasse algumas condições: continuar estudando, não beber e não fumar. “Como eu não ia aceitar? Aceitei. Mas aí meu pai falou que tinha mais uma condição e que iria conversar comigo mais tarde. Depois que todos foram embora, fui conversar com ele, que falou: ‘É a última vez que você vai apanhar por causa de futebol’”, conta Otávio, que apanhou em silêncio, tamanha a vontade de mostrar ao pai o que realmente desejava.

Naquela época as categorias, no futebol, eram divididas em infantil, juvenil, segundo quadro e primeiro quadro – equivalente ao profissional. Otávio com 14 anos já jogava no segundo quadro e, aos 15, passou para o primeiro quadro. “Minha estréia no Campo Largo foi muito interessante. Entrei em campo com a camisa abaixo do joelho, parecia de manga comprida, muito maior que eu. O árbitro me abraçou e disse que era pra eu sair que o jogo já ia começar. Assustei. E ele continuou dizendo que mascote tinha que ficar do lado de fora”, relembra Otávio. Foi preciso que o técnico do time interferisse e explicasse ao árbitro que Otávio era um dos jogadores: “Eu era o camisa dez”.

Em 1956, Otávio foi para o exército. No entanto, não se distanciou do futebol. “O coronel falava: ‘Tavinho você vai jogar futebol’”. Então, Otávio foi fazer testes em outros times. Ficou no Operário de Ponta Grossa. “Eu cheguei na terça, treinei na quarta e na quinta. Na sexta meus documentos já foram para a Federação”. O primeiro jogo de Otávio era um clássico, contra o Guarani: “A torcida era sensacional. Existia sim rivalidade, mas não era como hoje, não tinha confusão, não tinha briga”.

Otávio treinava todas as tardes e decidiu trabalhar no período da manhã. “Aí eu fui dar aula de futebol para a garotada numa escola do Estado”. Continuou nessa rotina até 1961, quando foi transferido para Arapongas. Mudou de emprego e de time. Enquanto permaneceu na cidade, jogou pelo Arapongas.

De volta a Curitiba, em 1967, para cursar Educação Física, Otávio foi chamado para jogar no Coritiba. “Eu fui bicampeão, em 1968 e 1969”. Além de jogar, ele estudava e trabalhava como técnico de categorias menores do Coritiba. Quando estava prestes a se formar, surgiu a oportunidade para o Coritiba jogar na Europa. Otávio ponderou e optou por concluir o curso: “Eu lembrei que as minhas professoras, quando nos colocaram para jogar na escola, tinham dito que o esporte era importante, mas que nós nunca deveríamos abandonar os estudos por causa dele”. Ele afirma que nunca pensou como teria sido se tivesse feito uma escolha diferente: “Uma das coisas difíceis do futebol é parar, ainda mais quando se está no auge. Mas, eu parei com satisfação. Eu estava decidido, queria estudar”. Nessa época, Otávio preferia os livros à bola.

Depois de formado, Otávio prestou concurso. “Queria ser professor no Estado. E nós tínhamos que escolher a cidade”. Ele escolheu Arapongas. Permaneceu por dois anos, até que um dia viu um anúncio no jornal: “Falava que na UEL ia ter o curso de Educação Física”. Otávio fez a inscrição e foi aceito.

O ano era 1972. Assim que iniciou suas atividades na UEL, Otávio já reclamou um campo de futebol. “Nós começamos com a metade de um campo, só depois foi feita a outra metade”. Uma de suas primeiras providências foi convidar as crianças da comunidade para entrar na escolinha de futebol. “O nosso objetivo era a parte educacional e social, por isso não era pago. Houve semana que passaram por nós quase 300 crianças”. Entretanto, só um campo, mesmo que inteiro, não era suficiente para atender todo o grupo. “Tudo o que eu pedia nós conseguimos. O pessoal da marcenaria fazia as traves, todos ajudavam como podiam e com o tempo nós conseguimos mais campos. Às vezes usávamos até o de atletismo”.

Dessa forma, Otávio foi ensinando as lições que aprendeu na infância por meio do futebol. “O importante é entrar no campo e não chutar o adversário, não xingar, não brigar, tem que obedecer e respeitar, ser honesto. Não arrumar confusão”. Ele conta que foi um jogador disciplinado. Prova disso é a conquista do Prêmio Belfort Duarte de disciplina. “Ganhei uma medalha de prata do profissional. Também ganhei uma carteirinha que me dá o direito de entrar em qualquer campo do Brasil”. Para receber o prêmio é necessário que o jogador tenha participado de mais de 200 partidas, e não ter sofrido nenhuma punição durante dez anos. “Não tem mais esse prêmio, hoje acho que é até impossível”.

Otávio revela que grandes talentos foram descobertos na escolinha. “Aqui na Universidade nós privilegiávamos a formação educacional. Mas, muitos jogadores foram para times grandes. Um exemplo é o Wagner – jogou no Londrina, Santos, São Paulo, São João de Araras e depois no Roma, Itália. Hoje ele mora em Londrina, teve um problema no joelho e não pôde continuar”.

A lista de craques que começaram nos gramados da UEL, sob a supervisão de Otávio, é bem extensa. No entanto, seu maior orgulho é ter mostrado a todas as crianças, que passaram pela escolinha, outras possibilidades. Modesto, ele quase não fala das dificuldades superadas. Mas, de vez em quando deixa escapar que passou muitos finais de semana na Universidade e às vezes que pagava o passe para as crianças com o próprio dinheiro. Tudo isso porque ele realmente acredita que “o esporte é o caminho para transformar, principalmente, o adolescente”.

Otávio está aposentado desde 1993. Não abandonou o futebol, mas aprendeu a gostar de outro esporte: o atletismo. “Em 2002, quando eu estava indo jogar uma partida, vi um grupo de pessoas correndo na rua. E aí eu segui só para ver até onde eles iriam. Acabei encontrando dois amigos que me convidaram para correr também e eu fui”. Ele conta que participa de todas as corridas promovidas pela prefeitura de Curitiba – são seis por ano. Ele conta que até 2006 chegava sempre em segundo lugar. “Em 2007 comecei a treinar para valer, um treino intenso”. Naquele ano Otávio foi campeão. “E, por incrível que pareça, em 2008, dia 19 de outubro foi encerrada a corrida e eu já era bicampeão antecipadamente”.

Para finalizar ele revela que hoje é homem feliz, pois sempre conquistou tudo o que desejou. E se Otávio era um craque? “Eu nunca fui craque, mas era muito dedicado”.


Léia Dias Sabóia

 

 

 

 

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez


Fonte de Pesquisa:

acervo de www.historiadordofutebol.com.br,

www.folhadecampolargo.com.br

dompizablog.wordpress.com

bloglondrinense.blogspot.com.br

 

 

 

 

 

 

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"Otavinho, você faz parte da história do futebol, e eu seu amigo Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".

Um abraço de seu amigo Marcelo Dieguez.