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FELIX, ex-goleiro do Nacional-SP, Juventus-SP, Portuguesa-SP, Fluminense-RJ e Seleção Brasileira.

Felix Mieli Venerando, mais conhecido como Felix nasceu no dia 24 de dezembro de 1937 na cidade de São Paulo-SP.

 

Felix foi um ex-futebolista que atuava como goleiro e ex-treinador do futebol brasileiro.

 

Foi campeão com a Seleção Brasileira de Futebol no Copa do Mundo de 1970.

 

NACIONAL-SP

 

Sua carreira começou bem cedo, nas divisões de base do Nacional-SP da capital paulista.

 

Abaixo no Nacional: Nino, Felix e Mário Travaglini

 

 

 

JUVENTUS-SP

 

E com apenas 15 anos de idade, esteve jogando no Juventus da Mooca.

 

 

 

Felix ficou no Juventus até 1955, quando foi contratado pela Portuguesa no dia 23 de julho de 1955.

 

PORTUGUESA DE DESPORTOS

 

Foi contratado pela Portuguesa no dia 23 de julho de 1955.

 

Ele se profissionalizou na Portuguesa com apenas 17 anos, onde o pai dele assinou o contrato, por ser Felix ainda menor de idade.

 

Abaixo na Portuguesa Felix entre Nair e Jair Marinho

 

 

Sua estreia só veio acontecer, no dia 26 de março de 1956, no Torneio Rio-São Paulo Internacional, pois Cabeção estava defendendo a seleção e Félix jogou na vitória de 2 a 1 contra o Newell's Old Boys, da Argentina.

 

Com a saída de Cabeção em 1957, a Portuguesa contratou no ano seguinte o goleiro Carlos Alberto, que havia jogado no Vasco da Gama.

Félix passou a treinar com os aspirantes e foi Campeão Paulista em 1957.

 

NACIONAL-SP

 

Depois foi emprestado ao Nacional-SP, da capital paulista.

Abaixo no Nacional: Nino, Felix e Mário Travaglini

 

 

 

PORTUGUESA DE DESPORTOS

 

Retornou à Portuguesa no final de 1960, a pedido do treinador Nena, e assim finalmente, vestiu a camisa número 1 da Lusa.

Foi titular absoluto de 1961 até 1963.

De 1964 até 1968, Félix passou a revezar com Orlando, que havia sido contratado junto ao São Cristóvão do Rio de Janeiro.

Em 1964 a Portuguesa foi convidada para tomar parte nos eventos ligados à Feira Internacional de Nova York, e teve de enfrentar em Massachusetts, uma seleção local.

O time da Portuguesa era respeitável, com Ivair (o príncipe) e Henrique Frade entre outros.

O jogo estava tão fácil que, quando já estava 9 a 0, Orlando entrou no gol e Félix, em vez de deixar o campo, decidiu jogar no ataque.

Após um cruzamento de Almir pela direita, Félix entrou na área e marcou o décimo gol.

O jogo acabou 12 a 1.

 

SELEÇÃO BRASILEIRA

 

Jogando pela Portuguesa, disputou quatro partidas pela Seleção Brasileira.

 

 

Estreou no Pacaembu, em 22 de novembro de 1965 (domingo à noite), defendendo a chamada "Seleção Azul" na vitória de 5 a 3 sobre a Hungria.

Esta seleção era composta somente por jogadores paulistas, que neste dia jogou desta maneira: Félix, Carlos Alberto, Djalma Dias, Procópio e Edílson (Geraldino); Lima e Nair; Marcos, Prado (Coutinho), Servílio e Abel.

Félix também Disputou a Copa Roca em Montevidéu, contra o Uruguai, entre 25 de junho e 1 de julho de 1967, em três empates (0 a 0, 2 a 2 e 1 a 1).

A sua despedida pela Portuguesa, aconteceu no dia 3 de março de 1968, quando enfrentou o São Paulo e empatou por 0 a 0.

 

FLUMINENSE

 

Foi vendido para o Fluminense do Rio de Janeiro, no dia 20 de marçoo de 1968, um dia antes do aniversário de 66 anos da equipe, por 150 mil cruzeiros.

 

 

 

SELEÇÃO BRASILEIRA

 

Pela Seleção Brasileira, Felix disputou 48 partidas, conquistando o bicampeonato da Copa Rio Branco em 1967 e 1968 e o tricampeonato mundial pela Seleção na Copa do Mundo de 70.

 

Carlos Alberto, Brito, Piazza, Felix, Clodoaldo, Everaldo. Jairzinho, Rivellino, Tostão, Pelé e Paulo Cesar Caju.

 

 

 

Nesta competição, Felix fez defesas importantes.

No difícil jogo contra a Inglaterra na primeira fase, quando o jogo estava 0x0, aos 12 minutos do primeiro tempo, ele fez uma defesa difícil em cabeçada de Francis Lee à queima-roupa, e ainda sofreu falta no lance, pois ele deu rebote e o atacante inglês tentou pegar o rebote, mas acabou acertando seu rosto, o que valeu um cartão amarelo ao atacante inglês.

Nas semifinais, ele fez o que muitos consideram como a "defesa que valeu por um título".

O Brasil vencia o Uruguai por 2x1, quando, aos 40 minutos do segundo tempo, uma bola levantada da esquerda por Cortes foi cabeceada por Cubilla, que ia para o canto esquerdo, à meia altura, e Félix voou para espalmar a bola, e na sequência, a zaga afastou o perigo.

Foi a última chance uruguaia para levar o jogo para a prorrogação.

Dois minutos depois, o Brasil faria o terceiro gol, através de Roberto Rivellino, e garantiria sua vaga na final diante da Itália.

 

 

 

Pelo Fluminense, Felix foi Campeão Carioca em 1969, 1971, 1973 e 1975, além de campeão da Taça de Prata em 1970, e de diversos outros torneios,tendo sido indicado para o tricolor por ninguém menos do que Telê Santana.

Aqui Felix em 1973

 

 

 

Felix, Toninho, Pintinho, Silveira, Assis, Marco Antonio. Rubens Galaxe, Kleber, Dionisio, Manfrini e Lula.

 

 

 

Uma de suas defesas mais espetaculares, aconteceu na vitória do Fluminense sobre o Botafogo por 2 a 1, pela Taça Guanabara de 1975, no dia 21 de abril, quando o então atacante alvinegro Nílson Dias, matou a bola no peito na meia-lua da grande área, e de costas para o gol, deu uma bicicleta, com Félix saltando do meio do gol e encaixando a bola no ângulo direito, perante 109.705 espectadores pagantes, garantindo a vitória e a classificação do Tricolor para a final da Taça Guanabara contra o América, quando o Fluminense se sagraria campeão.

 

 

 

Felix jogou no Fluminense até 1976, quando resolveu encerrar sua carreira no dia 23 de janeiro, após o diagnóstico de uma calcificação de 7 cm no ombro direito.

 

Abaixo Felix e Joel Mendes

 

 

 

No ano de 1982 Felix foi técnico do Avaí Futebol Clube de Florianópolis.

 

 

 

Atuou como tal por 18 jogos obtendo 6 vitórias 4 empates e 8 derrotas pelo Leão da Ilha da Magia.

O seu apelido era "Papel" devido a sua magreza e aos voos espetaculares que dava para agarrar a bola (voava como um papel).

Depois que encerrou sua carreira futebolística, Felix foi diretor comercial de uma empresa cujo proprietário era seu genro, casado com Lígia, uma das três filhas.

Coordenava uma escolinha de futebol comunitária, voltada para as crianças carentes, além de passar sua experiência dentro e fora dos gramados, em palestras para empresas e faculdades.

Em 2007, assumiu o cargo de diretor-técnico da Inter de Limeira, que disputou a Série A-2 do Campeonato Paulista, tendo passado antes em Categorias de Base de alguns clubes e ter se aposentado como preparador de goleiros do Fluminense ainda em 1977, onde ficou ainda até 1980.

 

Abaixo encontro de goleiros: Felix entre Julio Cesar e Wendell

 

 

 

 

 

Títulos

 

Fluminense

Rio de Janeiro Campeonato Carioca: 1969, 1971, 1973, 1975 e 1976
Rio de Janeiro Taça Guanabara: 1969, 1971 e 1975
Brasil Campeonato Brasileiro: 1970
Rio de Janeiro Torneio Internacional de Verão do Rio de Janeiro: 1973
França Torneio de Paris: 1976

Seleção Brasileira

Brasil x Uruguai Copa Rio Branco: 1967 e 1968
Copa do Mundo FIFA: 1970
Brasil x Argentina Copa Roca: 1971

Prêmios

Em 1970, ganhou o Prêmio Belfort Duarte, que homenageava o jogador de futebol profissional que passasse dez anos sem sofrer uma explusão, tendo jogado pelo menos 200 partidas nacionais ou internacionais.

 

 

 

 

Morte

Felix sofria de enfisema pulmonar e ficou internado no Hospital Vitória, em São paulo, por 6 dias.

Faleceu às 7h da manhã do dia 24 de agosto de 2012, após várias paradas cardiorrespiratórias

 

 

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez


Fonte de Pesquisa:

pt.wikipedia.org;

acervo do Historiador Luiz Fernando Evaristo

 

 

 

 

"Felix, você faz parte da história do futebol, e eu Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".