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ELBER, ex-atacante do Londrina-PR, Milan-Itália, Groosshoppers-Suíça, Stuttgart-Alemanha, Bayern de Munich-Alemanha, Lyon-França, Borussia Moenchengladbach-Alemanha, Cruzeiro-MG e Seleção Brasileira.

Élber Giovane de Souza, o Élber nasceu no dia 23 de julho de 1972 na cidade de Londrina no Estado do Paraná- Brasil.

Aqui Élber no dia 09 de junho de 2011 em Londrina após entrevista exclusiva para o amigo Marcelo Dieguez.

Foto= arquivo www.historiadordofutebol.com.br

 

 

Élber começou a carreira no Londrina Esporte Clube, onde foi convocado para a Seleção Brasileira Sub-20 em 1991, jogando o Campeonato Sulamericano, que foi artilheiro e também Campeão.

 

Abaixo vemos na única foto de Élber no Londrina que encontramos em nosso arquivo, vindas dos Jornais que conseguimos do amigo Gauchinho, O Maior Artilheiro do Londrina, esta foto que estava nos jornais é também do Acervo do Jefferson Lima Sobrinho que escreveu um livro sobre o Londrina.

 

 

 

 

E no mesmo ano foi com a Seleção Brasileira Sub-20 disputar o Mundial onde foi Vice-Campeão e vice-artilheiro.

 

No Londrina disputou poucas partidas no profissional, como lembrou durante entrevista exclusiva para Marcelo Dieguez: "Me lembro do primeiro gol que foi contra o Grêmio de Maringá, onde fiz o gol da vitória no Estádio do Café, recebi a bola em cruzamento antecipando o zagueiro e emendei para o gol".

 

Neste tempo já estava sendo pretendido pelo Botafogo, Flamengo e Milan da Itália, que foi seu destino em 1991.

Aqui Elber no aeroporto de Londrina em 1991 embarcando para a Europa onde o sucesso era certeza.

Foto enviada pelo amigo e Historiador Luiz Fernando Evaristo.

 

 

 

 

No Milan também teve poucas oportunidades, pois na época poderiam utilizar somente 3 extrangeiros, e aí foi emprestado ao Grasshoppers da Suíça.

 

 

 

Na Suíça ele pegou experiência jogando em 3 anos, 69 partidas oficiais e anotou 41 gols.

Além disso, conquistou o título da Copa Suíça de 94.

Depois disto ele ligou para os dirigentes do Milan e disse: "Agora já aprendi tudo o que teria que aprender, já estou ensinando os suíços, então ou vou para a Itália ou me negociam com outros grandes Clubes".

E aí como o amigo Dunga já o indicara para o Stuttgart da Alemanha, foi então que o Milan o negociou para o futebol alemão.

No Stuttgart , Krassimir Balakov, Fredi Bobic e Élber, formaram o famoso Triângulo Mágico.

 

 

 

 

Aqui Élber foi figurinha de álbum da Panini em 1996 quando jogava pelo Stuttgart.

 

 

 


Na Alemanha, Élber atuou pelo Stuttgart de 94 a 97 e conquistou o título da Copa da Alemanha (97), antes de se transferir ao Bayern de Munique, o grande clube de sua carreira.

Na Baviera, foram seis anos de muitas glórias, que o tornaram ídolo da torcida.

Elber eterno ídolo do Bayern de Munich

 

 

 

 

 

 

 

Foram 169 jogos e 92 gols, além de quatro títulos alemães (99, 2000, 2001 e 2003), mais três Copas da Alemanha (98, 2000 e 2003), uma Liga dos Campeões (2001) e um Mundial Interclubes (2001).

 

 

 

Aqui Élber novamente figurinha da Stadion Cards

 

 

 

 

Aqui Élber em figurinha da Champions League

 

 

 

Foi atuando pelo Bayern também que Élber foi convocado para a Seleção Brasileira, principalmente na "Era Vanderlei Luxemburgo".

 

 

 

Com a Amarelinha, entre 98 e 2001, ele disputou 15 jogos e anotou sete gols.

 

 

 

 

 

O atacante, entretanto, não conseguiu realizar o sonho de disputar uma Copa do Mundo, mas teve oportunidades nas Eliminatórias da Copa do Mundo, amistosos, e na Copa Ouro onde marcou seu gol mais bonito como contou para Marcelo Dieguez: "Recebi a bola de Romário de costas para o gol e completei de calcanhar".

Depois de muitas glórias pelo Bayern, Élber, já com mais de 30 anos, mudou de ares e foi para o Lyon, da França.

 

 

 

Quem esperava que a carreira do matador estava em declínio enganou-se.

Ele ainda conquistaria o bicampeonato francês (2004 e 2005) e a Supercopa Copa da França (2004)

.Em 2005, ele retornou ao futebol alemão, para defender o Borussia Mönchengladbach, onde teve poucas oportunidades.

Aqui Elber com a camisa do Borussia Mönchengladbach

 

 

 

 

Valeu apenas para confirmar um título pessoal expressivo: o de maior artilheiro estrangeiro em toda história do Campeonato Alemão, com 133 gols.

E depois seu amigo ultrapassou esta marca.

 

No ano seguinte, Élber decidiu que era hora de atuar pela primeira vez no Campeonato Brasileiro pelo Cruzeiro.

 

 

 

O sonho, no entanto, não durou muito tempo.

Élber comemorando gol pelo Cruzeiro

 

 

 

 

Depois de ser campeão mineiro, o jogador passou a sofrer com inúmeras lesões e, após perder seu pai, optou por encerrar a carreira em 9 de setembro de 2006.

Aqui Élber Campeão Mineiro de 2006, onde ele aparece abaixado, sendo o quarto da direita para a esquerda.

 

 

 

 

Já aposentado, Élber chegou a se aventurar como comentarista da Rede Record, em 2007, e posteriormente na Alemanha.

Hoje, ele trabalha para o Bayern procurando por novos talentos na América do Sul.

 

 

 

 


Títulos:

Copa da Suíça (1994),

Copa da Alemanha (1997, 1998, 2000 e 2003),

Campeonato Alemão (1999, 2000, 2001 e 2003),

Liga dos Campeões da Europa (2001),

Mundial interclubes (2001),

Campeonato Francês (2004),

Supercopa da França (2004) e

Campeão Mineiro (2006).


Seleção Brasileira Sub-20:

Campeão Sul-Americano em 1991 e Vice-Campeão Mundial em 1991.

Seleção Brasileira: 15 jogos, 7 gols.


Destaques:


Melhor jogador estrangeiro do campeonato suíço: 1993
Melhor artilheiro do Campeonato Alemão: 2003
Maior artilheiro estrangeiro da Alemanha: 133 gols
Seleção: 15 jogos e sete gols

 

 

Élber e Marcelo no início da entrevista

 

 

 

Confiram abaixo as informações de Élber retiradas de tradução do Alemão:


Carreiras 

Primórdios
Elber jogado 1990-1991 para o AC Milan, foi para a Suíça para o Grasshoppers de Zurique, com a qual foi fundada em 1994, vencedor da Taça da Suíça. No mesmo ano ele foi o artilheiro do ELN, mas disse que era o campeão suíço negado.


Bundesliga
Jogou então 1994-2003 na Bundesliga pelo VfB Stuttgart eo FC Bayern de Munique.

Em seu tempo, em Stuttgart, ele estava com Fredi Bobic Krassimir Balakov e os chamados Magic Triângulo.

Em 1997 ele ganhou o VfB DFB-Pokal, onde marcou dois gols na vitória por 2-0 sobre o Energie Cottbus.

Com o Bayern foi em 1999, 2000, 2001 e 2003, Campeão da Alemanha, 1998, 2000 e 2003, vencedor da Taça DFB e 2001, vencedor da Liga dos Campeões (5-4 contra o Valencia iE).

Ele também ganhou com a equipe em 2001, copa do mundo.

Em 2003, ele salientou a sua posição de destaque na Bundesliga, como ele, pela primeira vez o troféu de artilheiro garantiu.

Élber marcou na Bundesliga, um total de 133 hits. Ele é o atacante mais bem sucedido estrangeiros que já jogou na Bundesliga

Em 8 De agosto de 2006 negou Giovane Elber seu último jogo para o Bayern na frente de 69.000 espectadores, a comissão aprovou o aplauso para a sua carreira com grande FCB, como ele virou uma volta de honra ao estádio.

Adversário foi no Allianz Arena, o TSV 1860 Munique. O jogo terminou 0-3. 


últimos anos como um profissional
Elber jogou 2003-29 Janeiro de 2005, o clube da primeira divisão francesa do Olympique de Lyon, onde foi campeão francês da temporada 2003/2004.

Mudou-se então, devido às diferenças com o Lyon, uma transferência gratuita de volta para a Bundesliga.

Lá, ele amarrou os sapatos para o Borussia Moenchengladbach, onde ele sofreu ferimentos crise veio apenas esporadicamente.

Após repetidas críticas públicas do técnico Horst Koeppel e, em seguida, uma sanção imposta pela associação de 10.000 € para o Borussia Moenchengladbach e Giovane Elber separados em 3 Dezembro de 2005, por acordo mútuo.

último clube na carreira do brasileiro Elbers lado da primeira divisão foi o Cruzeiro de Belo Horizonte, para o qual ele é a partir do segundo Jogado em janeiro de 2006.

Sua última partida jogou em 24 de Elber Setembro 2006 em comparação Fortaleza.

Em 18 de Outubro, ele anunciou numa conferência de imprensa convocada especialmente no final da sua carreira, quando ele deu motivos para a dor crônica no tornozelo direito.

Após a morte de seu pai, ele terminou em 18 Desde Novembro de 2006 válido até ao final de 2006, contrato com o Cruzeiro de Belo Horizonte prematuramente.


Em 9 Setembro 2007 anunciou que Élber voltará como um novo jogador para explorar o seu antigo clube, o FC Bayern de Munique.

Seleção Nacional

Sua carreira na seleção brasileira, a partir de 5 Fevereiro de 1998 ao 5 Setembro de 2001 foi continuado, e não como ele quer, provavelmente devido à forte concorrência, com jogadores como Ronaldo e Rivaldo. Ele ainda jogou 15 partidas internacionais e marcou sete gols pelo seu país. A Copa Ouro da CONCACAF 1998 graduou quatro jogos para a Nova Versão Internacional Seleção e atirou no jogo contra El Salvador dois gols, embora tenha sido substituído pouco antes da partida. 

Título

    • campeão alemão de 1999, 2000, 2001, 2003
    • Alemã vencedora da Copa de 1997, 1998, 2000, 2003
    • Os vencedores do campeonato da Copa da Alemanha 1997, 1998, 1999, 2000
    • Liga dos Campeões 2001
    • Copa do Mundo de 2001
    • Campeão Francês 2004
    • Francês campeão da Copa 2004
    • Vencedor Taça da Suíça 1994

Outras realizações

    • Melhor jogador estrangeiro da temporada (Suíça) 1994
    • Artilheiro na Suíça 1994
    • Artilheiro na Alemanha 2003
    • O atacante de maior sucesso estrangeiro na história do campeonato com 133 gols

Outras

    • Elber, desde 1994 o primeiro presidente do homônimo "Giovane Elber-Fundação ', uma associação de crianças de rua em sua cidade natal, Londrina suporte. Para este compromisso foi no outono de 2005, o prêmio não-dopado Martin Mantel Federal recebeu o São Miguel.
    • De 14 de May 2007-30 Junho de 2007, ele participou da segunda temporada do espetáculo de dança-RTL "Let's Dance" parte. Seu parceiro era o atual campeão alemão da Professional Standard Edvardsson Isabel, que já venceu a época passada. O casal terminou no final do 3 º lugar
    • Elber vive com sua família em sua terra natal, Brasil e dirige uma fazenda de gado.

Élber escreve blog da Copa na DW-WORLD


Atacante do Cruzeiro bate bola na DW-WORLD

 


Maior artilheiro estrangeiro da história da Bundesliga e atual atacante do Cruzeiro comenta os preparativos e jogos do Mundial no site internacional da Deutsche Welle.

Embora no "Blog do Élber" o jogador concentre suas atenções nas seleções do Brasil e da Alemanha, ele traz na bagagem uma experiência internacional que o autoriza a avaliar também o desempenho de outras equipes.

Durante 14 anos de Europa, ele passou pelo futebol italiano, suíço, alemão e francês, onde conquistou um total de 11 títulos. 
Nascido a 23 de julho de 1972, em Londrina (PR), Élber iniciou sua carreira profissional em 1990 no clube local, onde atuou pelo Campeonato Paranaense e logo foi descoberto pelo Milan, da Itália. O clube italiano emprestou-o em 1993 ao Grasshoper, pelo qual sagrou-se o melhor jogador estrangeiro do campeonato suíço.

 

O maior artilheiro estrangeiro da história do Campeonato Alemão

 

Mas foi nos 11 anos em que jogou no Stuttgart e no Bayern de Munique, na Alemanha, que teve o maior sucesso, colecionando nove títulos. Em 256 jogos pelos dois clubes na Bundesliga, marcou 133 gols, tornando-se o maior artilheiro estrangeiro da história do Campeonato Alemão. Nesse período, também marcou sete gols em 15 atuações pela seleção brasileira.


"Recomeço de carreira" 
A temporada 2004/2005 foi a mais difícil para Élber. Ele defendeu o Lyon, da França, passou por duas cirurgias na tíbia e voltou à Bundesliga, sem poder dar continuidade ao sucesso histórico. Depois de um período de incertezas no Borussia Mönchengladbach – em que o apoio da esposa Cinthia (psicóloga) lhe valeu ouro –  transferiu-se para o Cruzeiro, para um “recomeço de carreira”, como ele mesmo diz. 
Apesar de nos primeiros dias ter se sentido "um estranho em seu própio país", esse reinício, aos 33 anos de idade, é avaliado de forma positiva. De volta aos gramados brasileiros, Élber já conquistou o coração da torcida celeste e briga pela artilharia do Campeonato Mineiro. Uma alegria também para seu filho Victor, que sofreu muito, esperando o pai voltar a fazer o que melhor sabe: marcar gols.


Blogueiro da DW-WORLD 
Élber já avisou que quer conquistar o título mineiro e que pretende continuar jogando futebol, pelo menos, até os 36 anos de idade. Não só por seu sucesso na Bundesliga ele ainda tem um grande fã clube na Alemanha e na terra natal. Desde 1994, preside a Fundação Giovane Élber, que apóia projetos de assistência a crianças de rua em Londrina, um trabalho que foi premiado na Alemanha em 2005.
Na Copa 2006, Élber pisa num gramado completamente novo. De olho principalmente nos preparativos e no desempenho das seleções do Brasil e da Alemanha, ele comanda o bate-bola da DW-WORLD no "Blog do Élber". “Tê-lo como blogueiro é um gol de placa para nossos usuários“, disse o editor-chefe do site, Ingo Mannteufel.

 

 


Ficha 
Giovane Élber de Souza
Nascimento: 23.07.1972, em Londrina (PR)
Altura: 1m82
Peso: 79kg

Élber: "Tenho muita saudade da Alemanha"


Em entrevista exclusiva à DW-WORLD, o atacante do Cruzeiro fala sobre o "recomeço" de sua carreira no Brasil, Lothar Mattäus e outros amigos alemães. Ele avalia também o desempenho dos clubes da Bundesliga nos campeonatos europeus neste ano de Copa do Mundo.

DW-WORLD: Como está sendo seu "reinício de carreira" no futebol brasileiro?


Giovane Élber: Está sendo muito bom.

No começo, eu tinha um pouco de medo, não sabia muito bem como são os clubes brasileiros, se era possível fazer um trabalho bem feito.

O futebol brasileiro infelizmente não tem tanto dinheiro como a Bundesliga, mas a estrutura aqui no Cruzeiro ou no Palmeiras ou São Paulo é muito bem organizada.


Além disso, consegui marcar quatro gols em quatro jogos pelo Campeonato Mineiro e na primeira partida pela Copa do Brasil marquei dois, o que é muito bom depois de um ano parado, longe de atuar por 90 minutos.

 

 

 


Você sente saudades da Alemanha?


Tenho muita saudade da Alemanha. Aos sábados, quando a gente está na concentração, sempre acompanho os jogos da Bundesliga e mando SMS para que os amigos na Alemanha me mantenham informados.

Não tem como você esquecer os 11 anos de Alemanha. 
Sinto saudades da vida, do futebol, dos clubes onde joguei, do Stuttgart, Bayern e até do Gladbach.

Isso é uma coisa boa que ficou. Tenho uma sensação meio estranha, por não mais estar na Alemanha, mas, por outro lado, é um sentimento bom ter jogado lá e ter visto tudo o que se tem no futebol alemão.


Ainda mantém contato com os clubes onde jogou?


Mantenho contato ainda com jogadores do Gladbach, do Bayern de Munique, para o Fredi Bobic também ainda telefono às vezes. [Com Bobic e Balakov, Élber formou o "triângulo mágico" do Stuttgart]. 

 

 

 


Já se arrependeu de ter deixado a Bundesliga?


Não, não me arrependi. Por tudo o que aconteceu no Gladbach, foi a melhor coisa que podia fazer. Não esperava sair da forma como saí, queria ter jogado o campeonato até o final no Gladbach, porque acho que tinha condições de ajudar a equipe. Mas achei que o melhor para mim e minha família era voltar ao meu país, jogar aqui uma ou duas temporadas e depois encerrar a carreira. 
Foi uma experiência linda no Stuttgart e no Bayern de Munique, menos linda no Gladbach, porque pouco joguei, devido à contusão, mas não guardo mágoa de ninguém. Eu só vejo as coisas positivas, as amizades que eu fiz, e isso foi muito importante para mim.

 

 


Pensa em ficar até o final da carreira e também depois no Brasil?


Ainda não sei. Tenho contrato até o fim do ano no Cruzeiro.

Do jeito que estou treinando aqui – treina-se muito mais do que na Alemanha – estou 100% em forma e não teria problema nenhum para jogar mais uma ou duas temporadas na Europa ou em outro lugar fora do Brasil.


Inclusive na Alemanha?


Claro que eu ficaria muito feliz de poder retornar à minha casa, mas agora é muito cedo para falar alguma coisa.

Primeiro, quero fazer meu trabalho pelo Cruzeiro, que está tendo repercussão muito positiva.

No fim do ano, a gente vê o que acontece.

Élber premiado por engajamento social

 

 

 


O jogador brasileiro Giovane Élber recebeu em Munique o prêmio Manto de São Martinho, concedido pela redação de rádio da organização católica Sankt Michael Bund (Liga de São Miguel). A distinção foi concedida a ele por seu engajamento em prol de crianças de rua no Brasil. O astro de futebol é presidente da Fundação Giovane Élber, que proporciona a jovens carentes de Londrina uma formação profissionalizante.

Élber, contratado atualmente pelo Borussia Mönchengladbach, estava emocionado ao receber o prêmio. Disse alegrar-se por ser visto uma vez como ser humano e não como futebolista.

O prêmio sem dotação financeira, concedido este ano pela décima vez, relembra São Martinho, bispo de Tours, na França, que, segundo a lenda, dividiu seu manto com um mendigo que passava frio.

 

 

 

Uma das finais mais dramáticas da história da Liga dos Campeões da Europa está completando 10 anos neste 26 de maio.

Na temporada 1998/1999 o Manchester United virava pra cima do Bayern de Munique, por 2 a 1, com os dois gols marcados nos acréscimos da partida, deixando atônicos os torcedores que lotaram o estádio Camp Nou (90.045 pessoas), em Barcelona, na Espanha.


Para relembrar o fato marcante batemos um papo com Élber, o único brasileiro presente nas duas equipes, apesar de não ter jogado aquela final.

O ex-atacante - eleito o maior da história do clube alemão - afirma que “nem daqui a 100 anos terá uma explicação para o que aconteceu naquele jogo”.


Como tivemos mais uma decisão do maior torneio interclubes da Europa, vale a pena dar uma relembrada e saber outros detalhes da grande carreira do centroavante de Londrina.     

 

 

Aquela derrota histórica do Bayern de Munique por 2 a 1 para o Manchester United na final da Champions League 1998/1999, com virada nos acréscimos, está completando 10 anos. Depois de todo esse tempo, você encontrou uma explicação para o que aconteceu naquela noite?


Ainda não tenho explicação e pode passar mais 100 anos que não haverá. É muito difícil, pois fizemos o nosso dever de casa, nos preparamos e jogamos bem, estávamos em vantagem no placar, mas aconteceu aquilo (a virada com os dois gols marcados por Solskjaer e Sheringham nos acréscimos). Talvez devemos culpar o árbitro por ter dado tantos acréscimos (risos). 

Qual era o ambiente pós-partida dentro do vestiário?


Triste. A luta para chegar até ali foi muito grande, o time quase ganhando o troféu e de repente tem que ver o adversário comemorar. Lá dentro (no vestiário) estavam todos caídos, chorando, parecia que tinha caído uma bomba no estádio Camp Nou. 

 


Para recuperar a motivação foi um processo difícil, não?


Depois daquilo nós precisamos de seis meses para ter ânimo novamente. Eu não tinha vontade nem de ver futebol, não queria saber de nada. O Ottmar Hitzfield, nosso treinador, dizia: “Eu sinto o mesmo que vocês, mas não podemos relaxar e deixar os adversários dispararem na ponta da tabela, estamos no Bayern de Munique”.



Ainda falando de Champions League. No caso do Bayern de Munique, quando a partida era contra as grandes escolas do futebol europeu - Itália, Espanha e Inglaterra - havia uma preparação diferente para encarar cada uma delas?


Não, a concentração que era diferente. Contra esses grandes clubes havia um cuidado maior, uma preparação mental diferente. O treinador mostrava muitos vídeos, explicava como o adversário jogava, quem jogava, era um respeito enorme. Quando o oponente era um clube da Bulgária, por exemplo, não havia tantas nuances.



Durante seus anos na Europa, de onde eram os clubes mais complicados de se enfrentar?


Os italianos eram difíceis. Eles marcam por zona e não dão espaço. Contra os clubes espanhóis era gostoso porque eles deixam jogar. Os ingleses são mais parecidos com os alemães, fazem um jogo corrido e bruto.



Muitos diziam que naquele Bayern havia uma divisão entre a ‘turma do Lothar Matthaus’ e a ‘turma do Effenberg’.


Não existia. É claro que num plantel você se dá melhor com uns do que com outros, mas isso eu te garanto que não existia. Até pela história do Matthaus no futebol, quem iria contra ele? O Effenberg era bom de se trabalhar, a imprensa o odiava porque ele dava algumas declarações escabrosas, mas com os jogadores era gente boa. 

 

 

O Effenberg jogou mais que o Ballack?


Sim, muito mais, é só você olhar as conquistas que ele teve. É um cara que foi beneficiado por ter jogado na Itália, uma experiência importante para qualquer jogador. O Ballack ainda precisa de mais conquistas.


  
O trio que você formou no Stuttgart entre 94 e 97 com o búlgaro Balakov e o atacante Fredi Bobic foi o melhor da sua carreira?


Com certeza, até hoje somos amigos. Desde que eu cheguei nos demos muito bem. O Bobic é um cara aberto, ajuda muito os outros e era um grande atacante. O Balakov eu já admirava ele quando o via jogar pelo Sporting Lisboa, só de ver ele jogar já era legal, atuando junto então...

 

Quais foram os defensores mais implacáveis que te marcaram?


Nesta, Maldini, Tony Adams e Jurgen Kohler.


O clássico com o Borussia Dortmund é o mais aguardado para a torcida do Bayern?


Eu considero ainda hoje o principal clássico do futebol alemão. É muito lindo esse dérbi, a torcida do Dortmund é apaixonada, uma coisa diferente mesmo. No sul fazíamos o clássico com o Stuttgart, mas o Borussia Dortmund é mesmo o principal dérbi.

 


  
Sua adaptação no futebol francês foi difícil quando chegou ao Lyon, em 2003?


A realidade é muito diferente da Alemanha, tive dificuldades. Eu mesmo falava pra eles que o futebol francês era amador e isso pegou mal lá. Eu falava na dura mesmo. “O Lyon é grande, mas os equipamentos e a estrutura do clube são da época da minha avó”. Aquilo tem o nível de um clube da segunda divisão da Alemanha. Depois que eu saí eu conversei com alguns jogadores e eles me disseram que melhorou. 

 

 

Abaixo Élber quando estava para ser o Presidente do Londrina, embora não seja o Presidente ele é um dos grandes colaboradores do futebol do Londrina.

 

 

 

E dentro de campo?


Tem bons jogadores, mas não é aquele futebol que te convence que um clube dali pode ganhar uma Champions League. No caso do Lyon, nós sobrávamos na Ligue I, eu não via diferença nenhuma quando jogávamos dentro e fora de casa.



É um País aonde os clubes formam jogadores para as grandes ligas.


Exatamente.



Pessoas próximas ao Arséne Wenger, técnico do Arsenal, disseram que ele pensa que o futuro do futebol será uma mistura entre a técnica dos espanhóis e sul-americanos com a força dos africanos. O que acha?


Ele está corretíssimo. Jogando na França eu vi que os africanos são muito fortes mesmo, muitos nem tem tanta técnica, mas conseguem se destacar pelo fantástico preparo atlético. O problema deles é tático, eles não jogam com organização. Mas com a habilidade dos sul-americanos dá pra formar equipes fantásticas. É por aí mesmo..



Tem mágoa por Felipão não ter te levado para a Copa de 2002?


Nenhuma. Adoro o Felipão, adorei estar com ele na seleção, o problema todo foi com o Antonio Lopes, que era o coordenador. Faltando dois jogos para terminar as eliminatórias para a Copa, o Bayern não queria me liberar, mas eu pedi para jogar. Ele disse: “A seleção não liga pra pedir liberação para clube nenhum. Você não está amarrado, se vira aí”. Aí eu fui grosso com ele: “Eu sou homem, tenho contrato aqui e respeito meu clube, eu quero estar na seleção mas não vou fugir daqui pra isso”. Ele disse que não ia me ajudar, chamaram o Luizão, que acabou se dando bem.

 

 


Quando você voltou ao Brasil, quais os aspectos mais complicados na readaptação?


Primeiro de tudo os gramados são péssimos, horríveis. Um profissional não pode jogar em campos assim. Existem estádios onde o vestiário não tem água, o banheiro é horrível, enfim, foi um choque pra mim. Muitos falavam: “Ué, você não disse que queria voltar ao Brasil, essa é a nossa realidade”. Temos muitos estádios e campos ruins, por isso que o jogo não é rápido e com toques de primeira.



Gostaria que você comentasse sobre os principais treinadores que trabalhou..


Leo Benhakker - Infelizmente ele criou problema comigo, trouxe um jogador holandês como ele e que atuava na mesma posição que eu, e por isso me tratava mal. Nos treinos ele deixava eu tomar pancada e se eu reclamasse, ele me mandava calar a boca. 
Christian Gross - Grande treinador. Estava começando a carreira, mas já víamos que era diferenciado. Tinha caráter e pedia a opinião dos jogadores pra tudo. 
Jurgen Rober - Foi um dos melhores que eu tive, deu liberdade para mim, o Balakov e o Bobic. Jogávamos sem pressão e ao contrário dos treinadores alemães, ele não inibia os atacantes exigindo tarefas táticas. Por isso, rendemos ao máximo. 
Joachim Low - Era novo, tinha sido assistente, quando entrou no comando procurou os jogadores mais experientes para perguntar sobre metodologia de treinos etc, tomava as decisões depois de consultar os jogadores. 
Giovanni Trappatoni - Um pai. Simpático e carismático. Infelizmente era adepto do ‘catennacio’. Fazia o time lutar para fazer 1 a 0 e depois disso imediatamente tirava os dois atacantes e colocava meio-campistas. Ele fazia isso até mesmo contra equipes como Nuremberg, Bochum e Duisburg. Eu me irritei com ele várias vezes, ele dizia que eu tinha muito que aprender (risos). O legal é que ele pegava os jovens e ficava ensinando-os alguns fundamentos após os treinos. 
Ottmar Hitzfield - Ganhou tudo. Tinha muito carisma e o grupo estava sempre nas mãos dele. Ele começava a temporada sempre com sistema de rotação dando oportunidade para todos jogarem. Ninguém falava mal dele. Ele dizia: “Eu posso até errar, mas nunca vou sacanear ninguém”. Era uma relação de respeito e profissionalismo. 
Paul Le Guen - Já tínhamos jogado um contra o outro quando ele era jogador. Ainda estava aprendendo, trabalhava bem e ganhou muito no clube. 
PC Gusmão - Quando eu voltei ele me ajudou muito, eu não conhecia e não tinha muita malícia sobre o futebol brasileiro. Eu estava com a cabeça européia ainda, então, ele me colocou aos poucos no time, tentou me explicar que aqui não soltamos a bola tão rápido, ficamos mais com ela. 
Oswaldo de Oliveira - Foi uma pena eu estar com o tornozelo ruim, pois eu teria jogado mais uns quatro anos pelo Cruzeiro se fosse com o Oswaldo no comando. Ele é excelente, um cara que fala a linguagem dos jogadores e nunca desrespeitou ninguém. Eu gostei. 
Vanderley Luxemburgo - Excelente. Um cara que sabe muito, as suas vitórias não são por acaso. Competente, experiente e sabe o que quer. Se a equipe assimilar, chega longe. 
Felipão - Se você colocar na cabeça que está num grupo e esse grupo é o ideal para se chegar as conquistas, chegam todos longe. Na preleção você sente o ânimo dele e a enorme bagagem que ele tem. Não é muito diferente do Vanderley, não.

 

FICHA DO ÉLBER 


Nome: Élber Giovane de Souza 
Data de Nascimento: 23 de julho de 1972, em Londrina (PR)


Clubes: Londrina/PR (1988 à 1991), Grasshopper-SUI (1991 à 1994), Stuttgart-ALE (1994 à 1997), Bayern Munique-ALE (1997 à 2003), Lyon-FRA (2003/2004), Borussia Monchengladbach-ALE (2005) e Cruzeiro (2006).


Títulos: Copa da Suíça (1994), Copa da Alemanha (1997, 1998, 2000 e 2003), Campeonato Alemão (1999, 2000, 2001 e 2003), Liga dos Campeões da Europa (2001), Mundial interclubes (2001), Campeonato Francês (2004), Supercopa da França (2004) e Campeão Mineiro (2006).


Seleção Brasileira: 15 jogos, 7 gols.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Élber com um de seus prêmios que guarda em sua casa em Londrina

 

 

 

Aqui Elber em 1999 pelo Bayern

 

 

 

 

 

 

Publicado por: Murilo Dieguez

Fonte de pesquisa:

Entrevista exclusiva para Marcelo Dieguez;

http://www.bolanaarea.com;

www.futebolinterior.com.br;

http://brasil-web.de/forum/pt/wiki/14-sportler/925-giovane-%C9lber.html

 

 

 

 

Marcelo Dieguez entrou em contato com Élber, através de amigos em comum e depois de algum tempo fomos a Londrina para realizar uma entrevista exclusiva e histórica de um dos maiores atacantes do futebol mundial !!!!

 

 

Vejam imagens que fizemos durante a entrevista exclusiva:

Aqui Élber manda abraço para os amigos em comum de Marcelo Dieguez, os irmãos Kako que mora em Curitiba e o Dadinho de Londrina, dos tempos que Élber jogava na AABB de Londrina.

E o cumprimento no final da entrevista

E o sinal de positivo para os fãs de nosso site!!

 

 

 

Vejam a entrevista exclusiva de Élber para nosso arquivo:

 

Valeu Élber!!!

Aqui foto com o Autógrafo de Élber

 

Élber aceitou o convite de Marcelo Dieguez e do Sr Assad Amim, e esteve no dia 28/02/2012 em Cornélio Procópio para conhecer o Projeto Resgatando Vidas onde será iniciado também uma Escola de Futebol, vejam a pequena matéria em vídeo.

 

 

 

 

Aqui Marcelo e Élber ao final da entrevista exclusiva.

Valeu meu grande amigo Élber!!!

 

 

"Élber, você faz parte da história do futebol, e eu seu amigo Marcelo Dieguez, O Historiador não vou deixar sua história ser esquecida".

 

Um abraço de seu amigo Marcelo Dieguez.